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MadCurioso: Paricutin, o registro de um vulcão



Vulcões são estruturas que ainda não conseguirmos compreender totalmente, talvez pela maioria ser massivamente grande ou extremamente agressiva. Isso por si só exige que os estudiosos sejam pessoas com mais coragem e determinação. E também pudera! Por toda a história da humanidade vilarejos, cidades e impérios inteiros foram massacrados pelas erupções que chegaram de surpresa. Pompéia que o diga, cujas vítimas estão conservadas até hoje graças à mega explosão do Vesúvio na Itália.

MadCurioso: o misterioso jogo Deadly Double


A tensão causada pela segunda guerra já estava se tornando tão palpável que quase podia ser cortada com uma faca. Bastava uma pequena faísca para tudo explodir de vez. Esse era o cenário em 1941, ano em que os Estados Unidos entraram na guerra pra valer. Mas enquanto nada de fato acontecia, dois anúncios estranhos apareceram em uma revista chamada "New Yorker".
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Os anúncios estranhos
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Aparentemente inofensivo, o primeiro anúncio que ficava na página 32 da revista tinha a palavra "atenção" em 3 línguas: uchtung (alemão), warning (inglês) e alerte (francês). Na parte inferior tinha uma figura de dois dados, um branco e outro preto, com os números 12, XX (seria 20 em algarismos romanos?), 24, 5, 0 e 7. O anúncio pedia para que o leitor visse um segundo anúncio na página 86. Por fim, havia a marca da empresa anunciante: Monarch Publishing Co. - Nova Iorque. Mesmo naquela época, o anúncio parecia ser bastante incomum e ter um design estranho.

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Então a pessoa ia até a tal página 86 e encontrava um anúncio muito maior e mais específico que tinha uma figura cuja parte superior retratava um ataque aéreo e a parte inferior retratava um grupo de pessoas aparentemente confinadas numa espécie de abrigo ou bunker e jogando dados. Em seguida as 3 traduções da palavra "alerta" apareciam novamente. O texto a seguir contava mais o que era tudo aquilo:
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Esperamos que você nunca tenha que passar uma longa noite de inverno num abrigo antiaéreo, mas estávamos apenas pensando...é apenas senso comum estar preparado. Se você não estiver muito ocupado entre o agora e o Natal, por que não se sentar e planejar uma lista de coisas que irá querer ter em mãos.
...Enlatados, claro, e velas, sterno*, água engarrafada, açúcar, café ou chá, conhaque e alguns cigarros, blusas de frio e cobertores, livros ou revistas, cápsulas de vitaminas...e embora não haja tempo, de fato, para pensar no que está na moda, apostamos que a maioria dos seus amigos irá lembrar de incluir estes intrigantes dados e fichas que se tornaram o jogo favorito de Chicago
"O DUPLO MORTAL"

*Sterno é um tipo de lata com combustível que se usa para cozinhar coisas em acampamentos por exemplo, ou seja, praticamente um fogão portátil e descartável.
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Evidentemente todos estes itens citados seriam bastante úteis em caso de ataque aéreo, onde as pessoas teriam que ficar num abrigo por horas ou até dias. O anúncio então terminava com a figura de uma águia de duas cabeças segurando um escudo com dois "X"s no centro. Havia por fim um pequeno aviso de que o tal jogo estaria disponível em todas as lojas de departamentos do país.

O que torna tudo ainda mais estranho é o fato de que parece que todos ignoraram completamente o que se dizia nos anúncios. A verdade é que na época todos os anúncios eram tão apelativos e dramáticos que as pessoas já nem se importavam mais. Então por que o deadly double se tornou uma lenda?
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Numerologia
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A numerologia trata de encontrar coincidências em números que incialmente parecem desconexos. Entretanto, apesar da árdua tarefa de analisar cada número e conectá-lo a eventos futuros ou passados, a maioria das teorias é balela e não tem credibilidade alguma. Mas é claro que os numerologistas não poderiam deixar os famosos dados do jogo passarem desapercebidos.
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Analisando melhor a situação, o que se percebeu foi que os anúncios tinham sido publicados apenas 16 dias antes do famoso e fatal ataque de Pearl Harbor acontecer, ou seja, a “desculpa” que os Estados Unidos usaram pra entrar de vez na segunda guerra. Teria sido de propósito ou foi só uma coincidência?

O destroier USS Shaw que estava em Pearl Harbor explodiu depois que foi bombardeado pelos japoneses no dia 7 de dezembro de 1941.
Quanto aos números: 12, XX (ou 20), 24, 5, 0 e 7.
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O ataque aconteceu no dia 7 de dezembro daquele mesmo ano, ou seja, 7/12. Os números 5 e 0 foram interpretados como sendo 5 de 24 horas. Entretanto o ataque ocorreu às 7 da manhã, então alguns acreditam que 5 era a hora planejada, mas houve um atraso e acabou acontecendo às 7. O número 20 seria a latitude do alvo. Sobrou então o número 24. Teorias apontam que podia significar um código de identificação do responsável pelo anúncio.
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Seria então um aviso de que um ataque aéreo poderoso estava por vir?
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Imagens
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A imagem do segundo anúncio ainda levanta discussões. Há quem ache que a superfície é terra e há quem ache que é água. Se for água mesmo, então podemos ver uma explosão no canto esquerdo e holofotes iluminando o céu. As figuras no céu podem ser interpretadas como aviões bombardeiros. Como Pearl Harbor ficava no Havaí, então seria bastante coincidência ter água na imagem e um ataque aéreo acontecendo.
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Na parte inferior da ilustração, as pessoas no bunker não parecem incomuns e estão contentes em jogar e fazer suas apostas nos dados. Claro que há um rapaz no canto direito olhando meio estranho, mas é algo que foi relevado.
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No final do anúncio havia a estranha águia. Esse símbolo era muito conhecido e amplamente utilizado pelos nazistas. Podia talvez representar duas grandes potências da época: Alemanha e Japão. O nome do jogo “deadly double” poderia ser uma alusão do ataque que as duas estariam promovendo contra os americanos.
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Estariam as duas tramando mesmo contra os Estados Unidos?
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As investigações
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O FBI não deixou barato. Aquilo tinha que ser investigado porque poderia ser uma espécie de código secreto para armar um ataque. Quando procuraram pela Monarch Publishing Co., descobriram que ela não existia. Acharam que poderia ser uma empresa fantasma.
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O jeito foi interrogar o pessoal da revista New Yorker. Um dos editores revelou que os anúncios tinham sido entregues por um homem branco que pagou tudo em dinheiro e nunca revelou o seu nome. As investigações então continuaram e até encontraram um suspeito chamado Roger Craig. O problema é que ele tinha morrido misteriosamente em um acidente recentemente. A então recente viúva do Sr. Craig, a Sra. E. Shaw Cole of Montclair, afirmou que ajudou o marido a bolar os anúncios, mas que não tinha nada a ver com o ataque japonês de Pearl Harbor. Ela também não tinha ideia de onde ele tinha tirado os números estranhos dos dados e que tudo não passou de propaganda apelativa e coincidência. Por fim contestou como anúncios em uma revista local poderiam ser um aviso para o exército japonês que ficava do outro lado do Oceano Pacífico, principalmente numa época em que a comunicação era mais difícil de ser transmitida rapidamente.
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O jogo não foi encontrado em nenhuma loja de departamentos.
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Sem mais pistas, o caso acabou arquivado.
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O que a internet nos revelou
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É estranho pensar que esse jogo era tão misterioso e parecia prometer tanto, o que tornou tudo bizarro e parece ter sido esquecido com o tempo. A verdade é que tem fotos do tal jogo na internet. A caixa com a águia de duas cabeças impressa na frente é a prova de que algo nessa história não está batendo. Dentro, dois dados (um preto e um branco já amarelado pelo tempo) e valores estranhos se apresentam junto com um manual de como jogar. Se esse jogo existiu de fato, como ninguém o encontrou nas lojas?

"O Duplo Mortal - Um jogo para jogar por sua conta e risco"

Caixa e dados originais.
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Manual
 A verdade é que a viúva deixou claro que o jogo chegou a ser vendido nas lojas, mas não tão bem quanto eles esperavam e acabaram sendo retirados. Há alguns disponíveis para venda na internet, principalmente no Etsy e no Ebay.
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Os anúncios parecem apenas ter pego a onda do medo da guerra e usaram o mais puro marketing pra vender algo que era comum naquela época: jogos de dados. Por que não criar um mistério ao redor de um jogo tão simples? Venderia mais, certamente!
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Eu encontrei ainda um terceiro anúncio explicando o que era o Deadly Double, quanto custava e onde encontrá-lo (podem haver erros de tradução, então me corrijam nos comentários por favor).
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Clique para ampliar.
O Duplo Mortal
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Um jogo para jogar por sua conta e risco
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À venda nas lojas de departamentos e artigos esportivos e presentes para homens.
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O Duplo Mortal
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É apenas uma das armadilhas que está aguardando o desportista que se apossar deste fascinante novo jogo de pegar-e-tirar, a menos que o duplo mortal o pegue antes. É um joguinho muito bom e silencioso - pode ser jogado por qualquer número - ninguém tem que sentar e "apostar", mas certas regras devem ser escrupulosamente observadas.
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Não jogue em um cômodo que tenham facas à vista.
Não jogue em casa se você mora com seus parentes.
Não jogue com estranhos.
Não jogue se você só tem mais essa última camisa.
Não pense que pode derrotar o jogo com um "sistema".
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O que é afinal
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Tem dois dados muito inocentes. Você notará que tem números estranhos em um e até no outro. Mas não os deixe te incomodar. Tudo o que você tem que fazer é manter a cabeça erguida e sua mão firme, então jogue os dados. Tudo ficará bem por uns cinco minutos e então alguém atingirá o "duplo mortal". Você aprenderá o resto logo.
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As regras
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Podem ser aprendidas em poucos minutos de jogo. Tem 6 valores simples de pontuação.
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0,60 pela Edição Padrão numa caixa do tamanho para bolso.
2,50 pela Edição de Luxo, incluindo 200 fichas coloridas. Um presente diferente.
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Aqui a gente pode observar a ironia do Sr. Craig e como ele brinca com certas coisas, como dizendo que o jogo é silencioso, o que provavelmente é ótimo pra quem quer se esconder de soldados inimigos durante a guerra e ao mesmo tempo espantar o tédio. Também sobre não brincar com facas à vista ou com parentes por perto porque pode dar briga se você vencer o jogo. Há ainda uma menção a uma tabela que postei um pouco mais pra cima com 6 valores básicos de pontuação (matching number). E por fim ele explica que pode-se obter nas lojas de departamentos e em 2 versões, sendo uma mais completa e também mais cara.
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Essa é a versão de luxo. Repare nas fichas na parte inferior da caixa revestida com couro.

Uma análise sobre as imagens me fez pensar um pouco. Qual seria o sentido de pessoas comuns se esconderem em um bunker sob a água? Principalmente se estão morando num continente? Esse jogo certamente sequer chegou às ilhas do Pacífico, então não teria sentido mesmo. A superfície acima delas parece ser terra e nada mais, com uma montanha num dos cantos. E por que as pessoas estão tão contentes quando suas casas estão sendo bombardeadas? Talvez o Sr. Craig quisesse apenas criar a ilusão de que o jogo de dados era tão legal que você poderia se distrair e esquecer um pouco os horrores da guerra.
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A águia de duas cabeças não era exclusividade dos alemães nazistas. Uma rápida pesquisa me mostrou que ela era e ainda é um símbolo muito utilizado por toda a Europa, incluindo países como a Rússia (a águia bicéfala, como é conhecida, faz parte do atual escudo de armas russo), Áustria e Sérvia. Até mesmo o império bizantino usava ela. Isso por si só põe dúvida se o jogo tinha algo mesmo a ver com os nazistas.
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O que sabemos, entretanto, é que Craig tinha trabalhado para o Office of Strategic Services (Gabinete de Serviços Estratégicos), o precursor da CIA, durante a segunda guerra. Isso por si só poderia explicar o porquê dele utilizar símbolos tão estranhos e apelar tanto para o temor da guerra em seus anúncios.
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Não vou negar que ainda tenha um certo mistério ao redor do jogo, principalmente por envolver tantos símbolos suspeitos, mas talvez a Sra. Montclair estivesse certa, talvez tudo não tivesse passado de uma simples coincidência.
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E você, leitor (a), o que acha de tudo isso? Concorda ou discorda de mim? Diga pra gente aí nos comentários!
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Ficou ainda mais curioso(a)? Então veja o que já publicamos de curioso aqui!

MadCurioso: os piores brindes do fast food


Quem nunca morreu de felicidade quando criança depois que ia no Mc Donald’s e voltava com um brinquedo do Mc Lanche Feliz? Aqui no Brasil eles parecem ter acertado em quase todas as coleções já lançadas, o único problema talvez tenha sido uma época tenebrosa em que insistiam em lançar coisas da Hello Kitty e dos Transformers por quase um ano inteiro, mas no final era tudo muito bem recebido pelo público. Entretanto a história muda quando se trata dos Estados Unidos. Alguns brindes das maiores redes de fast food simplesmente nos fazem questionar quão mentalmente saudáveis são as pessoas que trabalham nessas empresas. E só pra lembrar: esses brindes são das redes americanas e não brasileiras. Eis aqui uma coleção de bizarrices:
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Fitness com o Michael Jordan - Em 1991, o Mc Donalds lançou uma linha de brindes com o Michael Jordan, na época um dos melhores atletas do mundo e também um dos mais famosos (vide Space Jam). A linha “Michael Jordan Fitness Fun” (Exercícios divertidos com o Michael Jordan, numa tradução porca) incluía uma corda de pular, uma garrafinha de água, umas bolas de fofinhas pequenas demais pra realizar qualquer exercício, um frisbee com a cara do atleta e, acredite se quiser, um cronômetro. Imagina a cara de uma criança de 3 anos de idade ao descobrir que ganhou um cronômetro.


Pedômetro da saúde – o Mc também chegou a lançar um pedômetro, que nada mais é do que um aparelhinho minúsculo que conta quantos passos você deu numa caminhada ou corrida. Teoricamente é ótimo pra melhorar a sua performance no esporte, mas pra uma criança isso é útil pra que? A caixinha ainda incluía um potinho de salada, uma garrafinha de água e um livro com exercícios. E eles não desistiram da ideia! Recentemente refizeram o pedômetro e o botaram numa pulseira, de forma que parecesse um relógio. O problema é que a tal pulseira estava dando alergia nas crianças e o Mc teve que recolher das lojas.


Os livrinhos da saúde – o Mc Donald’s resolveu lançar uma linha de 4 livrinhos sobre saúde para as crianças, entre eles tinha a história de um pequeno dinossauro chamada Deana que tinha crescido bastante porque comia direito. Sem brinquedos, só livrinhos educativos pra ensinar sobre calorias à crianças e...tédio absoluto. Claro que parece hipocrisia minha, mas a maioria das crianças realmente esperava ganhar um brinquedo e não livros, o que tornou este um dos brindes menos populares da rede.


Boa higiene – mas nem só de exercícios se constrói uma boa saúde. Você também tem que se manter limpo, por isso a rede White Castle lançou uma linha de produtos de higiene do Mc Hammer lá nos anos 80 (quem lembra dessa figura?). O kit incluía uma escova de dentes, um creme dental, uma esponja e um sabonete. O Mc Donald’s chegou a lançar também um brinde com um creme dental da Colgate. Se for parar pra pensar até que não é uma má ideia, mas pra um brinde de uma rede de fast food...julgue por si mesmo!


Água-viva meio morta – embora muitos sites divulguem que era do “Procurando Nemo”, a verdade é que este brinquedo é uma água-viva do filme “O espanta tubarões”. Além do formato fálico, parece que a água-viva está mergulhada no "ácido" também, se é que vocês me entendem. Certamente um dos brindes mais controversos.

Poster da amargura – em 1985 o filme do “ET” era sucesso absoluto! O brinde então só podia ser algo relacionado e foi: 4 pequenos pôsteres com a figura do ET. E só isso mesmo.


O aeroporto de baixo custo – a ideia parecia ser boa: aviões e helicópteros com os personagens da turma do Ronald Mc Donald. A execução, porém...talvez tenham sido os brinquedos mais fajutos que o Mc já distribuiu. Peças de plástico de uma cor só (horríveis por sinal), cheias de rebarbas, enfim...um desastre!


Estêncil pra que te quero – houve uma época, lá nos anos 80 e 90, que o estêncil era moda. Eis que a rede Wendy’s resolveu se aproveitar disso e lançar uma linha de estêncis divertidos. Entre formas de batata frita, hambúrguer, sorvete e refrigerante, havia também uma caneta (ou lapiseira, não sei) de picles e borrachas de molho e hambúrguer. Tudo podia ser guardado num estojinho de plástico. Parece divertido, mas não é porque você provavelmente teria que ir no restaurante várias vezes pra conseguir o kit todo. O Mc chegou a lançar algo parecido, mas os estêncis eram bem mais completos e menos difíceis de conseguir.

 

Mp3 do inferno – o Ídolos fez sucesso aqui, mas fez ainda mais sucesso nos Estados Unidos e por isso em 2007 o Mc Donald’s lançou uma linha de brindes com esse tema. Você podia ganhar um óculos escuro, um microfone que gravava a sua voz e reproduzia como se mil cabras com gripe gritassem enquanto estivessem sendo chicoteadas até a morte, uma pistola de palmas, uma guitarrinha e um headset (que eu não descobri o que faziam) e o mais famoso foi o MP3 de mentira que tocava 20 segundos da música tema do programa várias e várias vezes, o que quase deixou os pais loucos! E só pra constar: os apresentadores e produtores do programa detestaram esses brindes. Aqui no Brasil teve algo parecido com a linha “Viva a música”, mas era um pouco melhor produzida.


Robôs impossíveis – os Popoids de 1984 pareciam uma ótima ideia: pequenas peças de plástico que se uniam da forma que você quisesse e eram infinitas as possibilidades de criação. Quase um Lego, mas mais complexo. Mas como um brinde tão incrível poderia ser tão desgraçado de falho? Bom, você recebia apenas três peças por lanche, então teoricamente teria que ir várias e várias vezes por semana na rede pra conseguir pelo menos montar um bonequinho legalzinho e se tivesse sorte de tirar alguma peça interessante, do contrário acabaria com um protótipo de encanamento mal feito e maluco.


Karaokê – uma febre nos anos 90 e começo dos 2000, o karaokê parece tentar persistir de alguma forma até hoje, mas não tem nem 1/3 do sucesso de antes. Mesmo assim, em 2010 a rede Wendy’s lançou uma coleção de CD’s de karaokê. O problema? Poucas pessoas ainda usam CD atualmente e havia a música “Last Dance” da Donna Summers que tinha a seguinte frase na letra: “I’m so horny” (estou com muito tesão, em tradução porca também). Obviamente os pais ficaram furiosos e a rede teve que tirar rapidinho das lojas. Isso porque era um karaokê pra toda família, imagina se não fosse!


O disquinho do tédio – aproveitando a onda do filme “Happy Feet”, o Burger King lançou um brinquedo que parecia um iceberg e no centro havia um dispositivo com um adesivo colado do simpático pinguinzinho Mano. Bastava você girar e a musiquinha do desenho tocava. Se girasse rápido, ela tocava rápido e se fosse o contrário, ela tocaria bem devagar. Era só isso. Um brinquedo chato e barato.


Os baldes da decepção – o Mc Donald’s decidiu lançar uma pequena linha de baldinhos do dia das bruxas. O brinde em si era bem legal, contando com baldes temáticos de monstros e abóboras. E eles podiam ser muito úteis aos americanos, já que por lá a criançada sai pelas ruas pedindo doces e os baldinhos viriam a calhar pra carregar toda a porcariada que só a indústria alimentícia pode nos oferecer e ferrar com a nossa diabetes e colesterol, além de dar cáries. O problema é que os baldes foram lançados SEIS meses antes do dia das bruxas. Sem contar que as crianças esperavam abrir os baldes e encontrar algo delicioso lá dentro ou algum brinquedo, mas na verdade só tinha um grande nada os esperando. Me pergunto quantos baldes desses realmente foram utilizados no dia das bruxas (se é que algum não foi destruído no meio do caminho).


Brindes do 4º reich – a rede sueca de fast food Frasses ofereceu uma folha de tatuagens temporárias (como aquelas de chiclete) às crianças. Estaria tudo bem se não fosse por uma bela suástica no meio das imagens de animais e desenhos tribais. A rede pediu desculpas, recolheu tudo e botou a culpa na empresa chinesa, dizendo que se enganaram ao criarem as tatuagens. Será que nada passa por supervisão nessa rede?


A luvinha mortal – os personagens da turma do Ronald Mc Donald sempre pareceram tão divertidos que o Mc resolveu lançar uma linha de luvas com eles. O problema é que as luvas eram de plástico e bem mal feitas. Eu mesma me lembro de ter uma dessas com o Ronald estampado, só não lembro se tirei numa loja do Brasil ou se algum parente trouxe de outro país. Entretanto o brinquedo não parece ser nada seguro pra uma criança pequena, concorda? E, convenhamos, que brinquedo barato hein Mc!


O pior pesadelo dos pais – em meados dos anos 80, o Mc Donald’s e a Play-Doh (a empresa de massinhas de modelar) se juntaram pra fazer um kit com a lanchonete do Mc, onde você podia fazer os lanches de massinha e toda a parafernália do fast food. Pra promover esse brinquedo, o Mc distribuiu pequenos potes de massinha Play-Doh para crianças. E bota pequenos nisso, pois a quantidade de massinha que vinha era equivalente ao tamanho de um nugget (e devia ser mais saudável pra comer, se duvidar!hahaha). Pra piorar tudo, o brinde era dado somente a quem comprava no drive-thru, ou seja, imagine a alegria dos pais ao saberem que seus filhos estariam brincando com massinha no banco de trás dos seus carros.


O último mestre das bolas – funcionários do Mc Donald’s postaram uma foto de parte do brinquedo inspirado no filme “O último mestre do ar”. Supostamente deveriam ser bolas de fogo, mas na verdade parece outra coisa. Pra quem ainda não entendeu: essas bolas complementariam o brinquedo da água-viva!hehe


3D do tédio – aproveitando o lançamento do filme “Uma noite no museu 3”, uma rede de fast foods americana lançou um brinde que incluía umas imagens em 3D e um óculos para ver as imagens do filme. Há uns anos atrás lembro que fizeram algo semelhante no Brasil com o filme “Atlantis, o reino perdido”, onde o Mc lançou uma coleção de revistinhas com imagens em 3D do filme e um óculos bem fajuto de papel pra ver as imagens. Acho que nunca fiquei tão decepcionada com o Mc.


Lembranças aos amigos – quando as cartas ainda estavam em alta e os e-mails eram só uma utopia generalizada, o Mc lançou uma linha de papéis de carta e cartões-postais com os personagens e emblemas da empresa. Não era algo muito divertido, convenhamos. Sem contar que o Ronald parecia meio dopado nos cartões-postais.


Cócegas sensuais – nos anos 70, o Mc Donald’s lançou os “tickle feathers” (penas das cosquinhas) que eram pequenas penas de espuma para fazer cócegas nos outros. Na época, a rede procurava brindes baratos para dar aos clientes e este foi um dos escolhidos. Mas o mais bizarro não é o brinquedo e sim a recepção que teve: as pessoas acharam que era algo devasso demais ficar fazendo cócegas nos outros, algo sensual que não combina com crianças. WTF ESTADOS UNIDOS???


Máscaras do mal – várias vezes o Mc lançou máscaras do Ronald McDonald. Porém, algumas das versões mais antigas dessas máscaras eram bizarras demais! Não é à toa que muita gente tem coulrofobia.


Minions mal educados – em 2015 o Mc lançou os bonecos dos Minions para promover o filme “Meu malvado favorito 2”. Quando você chacoalha os bonecos, eles soltam frases e os pais começaram a perceber que algumas delas tinham palavrões no meio. Eu já suspeitava que eles nos xingassem o filme todo!hehe De qualquer forma, parece ser mais um caso de pareidolia do que realmente sacanagem do Mc. Neste vídeo ele parece falar “fuck you” (f*da-se), mas não é exatamente isso. O Mc apenas disse que essa era a língua deles e que tinham certeza absoluta de que não estavam falando nenhuma obscenidade. Já os pais não concordaram e lotaram a internet de vídeos com os minions mal educados. Estaria o Mc nos sacaneando?


Marcadores da tristeza – como sabemos, o Mc adora se juntar a outras marcas, assim as duas ganham popularidade. Uma delas foi a Crayola, uma famosa marca de canetinhas e giz de cera americana. Na ocasião você ganhava apenas um marcador de textos e nada mais. Na caixa do Mc Lanche havia um caça-palavras de 3 palavras e é isso. Se quisesse fazer a coleção, então teria que ir apenas 3 vezes ao restaurante, assim você conseguiria as únicas 3 cores: vermelho, verde e laranja. Agora me diz: o que uma criança supostamente deveria fazer com um marcador de textos? Se nem pra desenhar ele presta.


Lobo mau do mal – lá nos Estados Unidos é comum o Mc dar brindes com os personagens da Madame Alexander, uma marca de bonecas mundialmente famosa. Aqui no Brasil eles também já lançaram uma coleção com os bonecos. O caso é que em 2010, foi lançada uma coleção que tinha alguns personagens de contos-de-fadas como uma boneca de lobo mau vestida de vovozinha. O problema é que ela era tão assustadora que as crianças tinham medo e se recusavam a brincar. Olhe a imagem e imagine se quer uma dessas no seu quarto à noite.


Você lembra de alguma coleção de péssimo gosto ou mal feita de alguma rede de fast food do Brasil? Diga-nos nos comentários!


Ficou ainda mais curioso(a)? Então veja o que já publicamos de curioso aqui!
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