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MadCurioso: 40 casos bizarros de histeria coletiva - parte 4

https://www.youtube.com/watch?v=3Eox1ogr3SE.
Por fim a última parte do especial de casos de histeria coletiva. Apreciem:
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Objetos infectados – em 1630, Milão ainda tentava se recuperar de um surto de peste bubônica (a famosa “peste negra”) que tinha dizimado cerca de um milhão de pessoas. Acreditando que tudo tinha começado com a água contaminada dos poços públicos, o uso dessa água foi proibido e os poços foram lacrados, sendo pintado sobre os tampões de madeira e pedra a imagem de uma caveira. Os objetos como baldes, copos e cordas usados pra tirar a água também foram destruídos para evitar mais contaminações. Porém, de repente a peste voltou e as pessoas temeram que outros objetos também estivessem contaminados, onde bastava tocá-los para sentenciar a si próprio à morte. O pânico foi tão intenso que um feirante que limpava e lustrava algumas frutas foi preso e arrastado até um juiz que o fez comer o pano para provar que estava limpo. Assustado, ele se engasgou com o pano e morreu, o que fez com que o juiz entendesse que o pano estava infectado. E a coisa só piorou: um barbeiro foi acusado de carregar a praga na tesoura depois que um de seus clientes contraiu a peste, a dona de uma pensão foi acusada de infectar um grupo de viajantes com a sopa de seu caldeirão e um comerciante foi acusado de infectar um soldado depois de lhe dar água em uma caneca. As conclusões dos agentes sanitários eram ainda mais bizarras, sendo que alguns descreviam que sopas e sabões eram misturados com amostras de saliva de cadáveres infectados para disseminar a peste. Todos os mais de 200 acusados foram torturados para confessarem o pacto com o demônio, que tornou os objetos mortais, e depois foram executados. Os objetos passaram por um ritual de exorcismo para purificação. A verdade é que as pulgas dos ratos eram a causa da peste e tudo foi resolvido quando começaram a manter as cidades limpas, principalmente as casas, se livrando dos ratos.
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Cortem-lhe a cabeça! – eis uma ideia que a Rainha de Copas de Alice no País das Maravilhas iria adorar! No interiorzão da Malásia, onde até o vento faz curva, surgiu um boato no começo do século passado de que o governo estava contratando caçadores de cabeças afim de obter material suficiente para construir pilares de novos edifícios e pontes. As pessoas acreditaram tão piamente nisso que se escondiam em casa quase o dia todo e a cada nova construção, o pânico aumentava. Mas a coisa piorou mesmo em 1979, quando os moradores da ilha de Bornéu ouviram boatos de que o governo estava raptando pessoas afim de fortalecer uma ponte. As escolas não abriram por um bom tempo e grupos de pessoas vigiavam a área. Mas não seria mais fácil construir com concreto ao invés de ossos? É uma ideia de fato estranha, mas não para eles que vem de tribos seculares ou milenares e tem uma cultura essencialmente ligada ao misticismo e brutalidade.
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Vírus noveleiro – quem disse que novela não faz mal? Em 2006 estava sendo transmitida a novela “Morangos com açúcar” numa TV portuguesa. A novela, direcionada para o público juvenil, retratava o cotidiano escolar de adolescentes comuns, mais ou menos como a “Malhação” aqui no Brasil. O caso é que dias depois de um episódio em que um surto de um misterioso vírus tinha atingido alguns personagens, alguns espectadores adolescentes também começaram a relatar os mesmos sintomas que incluíam: tonturas, problemas respiratórios e erupções cutâneas. Em poucos dias, 300 adolescentes em 14 escolas tinham sido contaminados com o tal vírus imaginário da novela e as escolas foram forçadas a fecharem. O pânico se instaurou no país. Depois de um tempo, o Instituto Nacional de Emergência Médica de Portugal confirmou que tudo não passou de histeria coletiva. Ufa!
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Mahim Creek
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O milagre da água – não, não estou falando da água que virou vinho por intervenção divina e sim de um rio inteiro se tornar potável da noite pro dia. O Mahim Creek é um dos rios mais poluídos da Índia e pra piorar ainda tem água salgada. Basicamente ele é constituído de sal, água, esgoto e resíduos industriais, ou seja, um crime ambiental de proporções épicas em forma líquida. Acontece que em meados de 2006 um boato correu pelas comunidades vizinhas do rio: a água havia ficado doce e potável. Absolutamente ninguém questionou a veracidade do que mais parecia ser um milagre impossível e as pessoas então começaram a consumir a água sem medo. Em questão de horas o boato se espalhou para outros rios igualmente poluídos e as pessoas ao redor fizeram o mesmo que as do Mahim Creek: consumiram a água sem cuidados. A histeria estava formada. Eram litros e litros retirados em garrafas plásticas pelas pessoas. Desesperadas, as autoridades tentaram alertar de todas as formas que eram só boatos. No dia seguinte, os que tinham acreditado piamente nos boatos relataram que a água que haviam coletado estava salgada e poluída novamente. Ninguém sabe ao certo quantas vítimas esse boato fez, mas especula-se que muita gente acabou ficando severamente doente. Eu já acho que indiano tem um sistema imunológico sobrenatural, então deve ter dado no máximo uma dor de barriga!hehe
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Santuário de Ise
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Japoneses frenéticos – o Okage-mairi é um costume japonês em que se faz uma peregrinação até o templo de Ise para adorar e agradecer a deusa do Sol. Em 1771, 5 milhões de pessoas visitaram o templo num período de 4 meses e começaram a ter surtos frenéticos de dança, choro, canto, amnésia, entravam em transe e tinham comportamento obsceno e bizarro (vestir roupas do sexo oposto, por exemplo). As autoridades ficaram assustadas e as pessoas acreditaram que era algum poder místico. Ninguém sabe até hoje o que de fato aconteceu nesse ataque maciço de histeria coletiva, mas acredita-se que parte tenha sido culpa da situação política da época que não andava lá essas coisas e o medo de potências estrangeiras. É quase o mesmo efeito que o terrorismo causa nas grandes nações hoje em dia. Isso serviu pra provar que a histeria coletiva pode ocorrer em grupos grandes também.
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O complô dos ricos – a Revolução Francesa mal tinha estourado e os boatos já corriam por todo o reino francês de que os aristocratas estavam planejando usar bandidos para saquear aldeias inteiras e suas plantações. Afim de se protegerem, os camponeses fizeram grupos de vigilância que patrulhavam os vilarejos. O problema é que a paranoia era tanta que os grupos se atacavam constantemente, já que confundiam uns aos outros como sendo os contratados dos aristocratas. Nem os animais escaparam, pois muitos foram confundidos com bandidos e mortos. Outros, revoltados com a história, incendiaram casas, campos e pertences dos membros da aristocracia. Assustados, os ricos começaram a promulgar uma série de reformas para acalmar os revoltados, o que acabou com a ordem social da França. Depois os camponeses entenderam que era tudo mentira e se acalmaram de vez. O episódio ficou conhecido como “Grande Medo”.
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O diabo está em casa – no ano de 2010 ocorreu uma das histerias mais ridículas da história de Paris. Um homem nu acordou para esquentar a mamadeira de seu filho. Quando a esposa chegou à cozinha e se deparou com um vulto na escuridão, entrou em pânico e gritou por socorro. Ela gritava desesperada, achando que estava vendo o próprio tinhoso na sua frente. A irmã do homem então desceu e o atacou com uma faca, que perfurou sua mão. Outros 10 membros da família expulsaram-no do apartamento. Assustado, o homem correu como se não houvesse o amanhã. Ele até tentou voltar depois, mas os vizinhos saltaram das janelas para fugir do que acreditavam ser o diabo. Muitas se machucaram, um bebê de 4 meses morreu e absolutamente ninguém da família soube explicar como tinham visto o diabo ali. A polícia não encontrou drogas no local e nem evidências de rituais obscuros. A histeria continua sendo um mistério.
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O internato de diabretes – e por falar em diabo, em 1639 as alunas de um internado em Lille, na França, relataram terem visto diabretes negros como carvão voando com suas asas de morcego pelo local. Eles atacavam as meninas a mordidas, sugavam o seu sangue e sussurravam palavras demoníacas em seus ouvidos. Como só elas viam as criaturas, assim que uma era avistada a menina gritava a e alertava as outras, então todas apontavam para a direção onde eles estavam e os inspetores e professores podiam saber a localização. Pra piorar tudo, a diretora na época, a Antoinette Bourignon, explicou que apenas crianças inocentes podiam ver os diabretes. Um padre foi chamado e começou a interrogar as meninas que confessaram ter realizado rituais de magia negra para invoca-los. Claro que também contaram que voavam em vassouras, tinham relações sexuais com os demônios e quem se negasse a tudo isso era jogada em um caldeirão, cozida e servida em um banquete canibal realizado pelas próprias alunas. Como estavam em 1600, obviamente isso não passaria em branco pela igreja e elas foram condenadas à fogueira. A única coisa que as salvou foi acusar a diretora de ser a verdadeira bruxa por trás de tudo. A pobre madame Bourignon acabou sendo executada, o internato foi fechado e a histeria finalmente terminou. Esse foi o auge da caça às bruxas na Europa.
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Urbain Grandier
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A emboscada maldita – em 1632, um convento inteiro caiu nas mãos do demônio. Estou falando de possessão mesmo. Todas as freiras da Ordem das Ursulinas tinham sido possuídas no convento de Loundun, na França. Elas acusaram seu líder e pároco Urbain Grandier de ter feito rituais de magia negra afim de que os demônios possuíssem as freiras e as comandassem, tudo para satisfazer seus desejos sexuais. As freiras foram exorcizadas, mas o pároco azarado acabou na fogueira. Seu julgamento foi tão famoso na época que até o Rei Luis XIII quis assistir junto de milhares de pessoas da nobreza e da plebe. Hoje sabe-se que tudo não passou de histeria coletiva e um plano muito bem arquitetado por outros padres e cardeais para derrubar Grandier, um homem poderoso e muito influente na época, principalmente no âmbito político. Contudo, as freiras levaram a coisa a sério demais e as possessões em outros conventos só foram parar em 1637.
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Orson Welles
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Guerra dos mundos – em 1938, uma transmissão de rádio gerou uma das mais famosas e épicas histerias coletivas que a humanidade tem conhecimento. Orson Welles adaptou um trecho do livro “A guerra dos mundos” de HG Wells e o narrou por 1 hora inteira na rádio CBS como especial de dia das bruxas. A história contava sobre a invasão do planeta por marcianos super inteligentes. Quem estava ouvindo o programa antes, foi informado que a história era apenas ficção, mas quem pegou o programa no meio ou já começado realmente achou que tudo aquilo estava acontecendo naquele momento no planeta Terra, que estava sendo narrado um boletim de notícias e entrou em pânico! A época também era bem propícia para esse tipo de coisa, já que eram momentos antes de a Segunda Guerra Mundial estourar, então o mundo estava numa tensão infernal. O programa contou com relatos falsos de testemunhas e jornalistas, efeitos sonoros diversos, gritos, etc. Desesperadas, as pessoas tomaram as ruas de várias cidades dos Estados Unidos, incluindo Nova York e Nova Jersey. Muitos não foram trabalhar, outros se trancaram nos porões de suas casas, alguns relataram que sentiram coisas estranhas como cheiro de gás venenoso alienígena e viram relâmpagos incomuns no céu. As pessoas sobrecarregaram as linhas telefônicas para relatar às autoridades que tinham visto as naves se aproximando de verdade. Grupos armados saíram à noite pra caçar os marcianos e algumas pessoas até cogitaram se suicidar. A polícia teve que se esforçar muito para acabar com o boato e finalmente acalmar a população toda. Acredita-se que 6 milhões de pessoas possam ter ouvido a rádio na época e pelo menos 1,2 milhões acreditou que era tudo verdade. Até tentaram processar a CBS e Welles, mas nenhum juiz acatou. A coisa foi tão ridícula que até Adolf Hitler, sim, o tio Adolfinho, usou o caso para ironizar os Estados Unidos em um de seus discursos contra os aliados.

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VEJA MAIS:
Parte 1
Parte 2
Parte 3
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Ficou ainda mais curioso(a)? Então veja o que já publicamos de curioso aqui!

MadCurioso: 40 casos bizarros de histeria coletiva - parte 3

.E vamos à terceira parte da nossa lista de casos de histeria coletiva:
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Ilustração de 1670 sobre o caso.
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Caça às bruxas a la sueca – a Suécia é um país legal, mas tem alguns episódios negros em sua história e um deles foi uma caça às bruxas de 1664 (conhecido por lá como Häxprocesser), talvez um dos piores massacres da humanidade envolvendo bruxas, assim como aconteceu em Salém. Uma lenda dizia que quando as crianças dormiam, as bruxas escorregavam para dentro de seus quartos pelo buraco da fechadura ou atravessavam a porta e rastejavam até a cama. As crianças eram levadas para o telhado e colocadas na barriga de um animal de fazenda que estava de cabeça para baixo. Então as bruxas voavam em suas vassouras para a Blåkulla (colina azul) e depois voltaram para pegar mais crianças. Entretanto a Blåkulla era uma pradaria lendária onde o diabo vinha pra Terra durante o sábado em que as bruxas agiam (acontecia anualmente) e ficava numa ilha no mar Báltico. Havia um buraco no chão por onde as chamas do inferno saíam. O diabo então perguntava à criança se ela serviria a ele e apenas era aceita uma resposta: sim. Ele então cortava o dedo da criança e chupava um pouco do seu sangue para firmar o pacto. Dava-lhe também presentes como facas para matar seus pais e livros amaldiçoados. A bruxa levava a criança de volta para casa antes que amanhecesse. Ok, até aí é uma lenda como qualquer outra, apesar de absurdamente bizarra. O problema é que essa história foi baseada num acontecimento real, onde mais de 500 crianças disseram que foram levadas por satanistas até a Blåkulla para fazer um pacto com o diabo. O resultado? Além do pânico por todo o reino, as pessoas acusadas de bruxaria acabaram degoladas e queimadas. Foram 8 anos de caça e estima-se que pelo menos 300 pessoas tenham sido torturadas e executadas. O evento ficou conhecido também como “Det stora oväsendet”.
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Deuses gulosos – em 1995 um homem ofereceu uma colher de leite ao Lord Ganesha no templo no sul de Nova Delhi, Índia. O líquido de repente sumiu na bacia onde fora depositado, como se algo o sugasse. Logo a história se espalhou e no dia seguinte outras estátuas do panteão continham leite também. A coisa toda durou mais alguns dias e atraiu milhares de fiéis hindus aos templos de todo o país, numa das maiores histerias em massa da Índia. O caso ficou conhecido como “o milagre do leite”.
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Visitinha do além – uma escola na cidade de Itatira, no Ceará, entrou em histeria coletiva em 2010. Tudo porque uma série de eventos bizarros aconteceu: os alunos entravam em transe de repente, se debatiam e desmaiavam. Algumas meninas gritavam histéricas e ficavam agressivas do nada. Outros alunos relataram terem visto um espírito de um antigo aluno que tinha morrido há 7 anos atrás rondando pela escola. Cerca de 25 alunos foram hospitalizados. Nem o padre da região e os psicólogos conseguiram explicar o que estava acontecendo ali. As aulas tiveram que ser suspensas e só então a histeria terminou.
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O inseto fanfarrão – em 1962, uma fábrica inteira de tecidos nos Estados Unidos entrou em histeria. Aparentemente havia um inseto no local cuja picada transmitia um vírus resistente e perigoso. Os operários relatavam sentirem náuseas, tonturas, sonolência e tinham vômitos constantes. Cerca de 62 funcionários acabaram sendo hospitalizados, o que estampou até as manchetes da época por um tempo. Os médicos da empresa e os especialistas do Serviço de Saúde Pública e do Centro de Doenças Transmissíveis concluíram que de fato alguns operários tinham sido picados por um inseto, mas não era motivo para preocupações. O restante que não foi picado tinha sido afetado pela ansiedade e tensão causadas pelos boatos e desenvolvido os sintomas imaginários.
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Morrendo de rir – quem já viu Monty Python certamente conhece a famosa esquete da “piada mais engraçada do mundo”, onde qualquer um que a ouça ou leia morre instantaneamente. Aconteceu algo parecido na Tanzânia. Alguém contou uma piada num colégio interno para meninas em 1962 e todos riram. Literalmente todos! A risada saiu do colégio e foi parar na cidade, depois começou a atingir colégios internos das cidades ao redor e a coisa toda durou 18 meses! O riso incontrolável causou dores, desmaios, falta de ar, choro e até erupções cutâneas. Acredita-se que mais de 1000 pessoas tenham sido afetadas. O único jeito de parar foi fechando temporariamente as escolas.
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Dança da morte – um dos casos mais intrigantes aconteceu em 1518, em Estrasburgo, na França. Uma mulher chamada Fao Troffea começou a dançar na rua sem motivo e sem música tocando. A dança era animada, apesar de ela não apresentar expressões de alegria. Segundo alguns relatos, a velha senhora demonstrava desespero e angústia depois de um tempo dançando e parecia não ter controle do seu corpo, como se estivesse possuída por alguma energia sobrenatural. Vez ou outra caía exausta, chorando, mas horas depois retomava a dança. Seus sapatos estavam encharcados de sangue. Assustados, os moradores locais a levaram para uma igreja para tentar ajudá-la a se livrar de algum demônio ou doença, mas nem mesmo horas e horas de reza do padre ajudaram. Ela tinha convulsões e acabou com ossos quebrados e músculos tensionados. Cerca de 6 dias depois ela parou e finalmente morreu de exaustão.  Uma semana depois, 34 pessoas estavam dançando sem parar também. Em menos de um mês, cerca de 400 pessoas dançavam nas ruas. Ninguém nunca soube explicar o que aconteceu ali, mas na época diziam que era a síndrome do “sangue quente”. As autoridades, sem saber o que fazer direito e temendo o pior, encorajavam as pessoas a continuar dançando até que voltassem ao normal, inclusive contrataram bandas e alocaram as pessoas em salões. Infelizmente nada disso funcionou, quiçá foi até pior tomar essas medidas. A maioria acabou morrendo de exaustão, ataques cardíacos e derrames. Assustadas, as pessoas se trancavam em suas casas por dias. Algumas preferiram se trancar nas igrejas e rezar para que não fossem acometidas do mal da dança. Até hoje os especialistas não sabem sequer dizer se elas estavam dançando voluntariamente ou se estavam acometidas de alguma doença mesmo. Na verdade, esse fenômeno foi muito comum na Europa entre os séculos XIII e XVII. Vários países tiveram seus episódios de histeria da dança, incluindo a cidade de Aachen, na Alemanha em 1374, cujo desfecho foi igualmente trágico: as pessoas morreram de exaustão de tanto dançarem. A praga acabou ficando conhecida como “dança de St. John”ou “dança de St. Vitus”.
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Glória Ramirez
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A Senhora Tóxica – em 1994, Glória Ramirez foi levada às pressas para o Hospital Geral de Riverside. A pobre mulher sofria de câncer cervical e estava com dificuldades respiratórias. Ela não reagiu bem ao tratamento com remédios, então tiveram que usar os desfibrilador para reanima-la. Os membros da equipe médica relataram terem visto um brilho oleoso no corpo da mulher depois do uso do equipamento e odor de alho que saía de sua boca. A enfermeira Susan Kane também percebeu que um forte cheiro de amônia saía do braço da paciente enquanto tirava seu sangue, o que a fez desmaiar. A médica Julie Gorchynski notou que haviam partículas estranhas na amostra de sangue e relatou que um tempo depois começou a sentir náuseas e tontura e por fim desmaiou também. Maureen Welch, um especialista em sistema respiratório, também passou mal. Agora a equipe estava apavorada, pois sabia que tinha algo de errado ali. O hospital evacuou todos os pacientes da emergência e uma outra equipe permaneceu dentro do hospital para tentar reanimar Glória, mas ela não resistiu. Ana Maria Osório e Kersten Waller foram designados para examinar o local. Entrevistaram 34 funcionários e observaram que todos os exames de sangue da equipe não deram alterações. O corpo de Glória não tinha nada incomum, o que fez o departamento de saúde concluir que tudo não passou de histeria coletiva.
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Epidemia de contorções – a Louisiana, nos Estados Unidos, é famosa por ter diversos desfiles e festivais de dança. A coisa toda começa desde cedo, com crianças aprendendo a dançar nas escolas e só para quando a pessoa morre ou se aposenta da dança. Em 1939, uma escola teve um episódio de histeria em massa bastante curioso. Uma aluna chamada Helen teve espasmos em uma perna que durou semanas. Depois de um tempo, suas colegas também começaram a ter os mesmos espasmos. Assustados, os pais deixaram de levar as crianças para a escola temporariamente, temendo que fosse alguma doença contagiosa. Depois de estudar o caso, alguns especialistas concluíram que tudo foi culpa do subconsciente de Helen. Ela detestava dançar e quando o fazia, falhava impiedosamente. Para se safar, seu subconsciente arranjou uma contorção na perna sem motivo algum.
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O gás terrorista – uma funcionária do aeroporto em Melbourne, na Austrália, desmaiou na escada rolante. Sem qualquer motivo, outras duas mulheres também desmaiaram no local. Os funcionários entraram em pânico, pois aquilo só podia significar uma coisa. O sistema de ar condicionado foi imediatamente desligado, já que acreditava-se que um gás venenoso poderia se espalhar pelo aeroporto. Cerca de 50 pessoas foram hospitalizadas com sintomas semelhantes aos da funcionária que tinha desmaiado. Apesar dessa história estranha, a polícia nunca encontrou nenhum indício de substância tóxica no local. Provavelmente ela e as outras duas mulheres tiveram um mal súbito, uma coincidência estranha, mas aparentemente nada fora do normal.

Geisy e o famoso vestido rosa.

O vestido do caos – Geisy Arruda foi às aulas da UNIBAN (Universidade Bandeirante de São Paulo) com um vestido curto. Lá dentro foi perseguida por cerca de 200 alunos que a xingavam e tiravam fotos dela. Um professor tentou escondê-la em uma sala, mas a multidão lá fora só aumentava ao ponto de 700 alunos se reunirem para persegui-la. O furor do momento fez com que alguns quebrassem seu carro para impedi-la de sair e a polícia teve que escolta-la até em casa. O caso ganhou repercussão internacional e foi classificado como histeria coletiva sexista. Geisy processou a universidade, que a expulsou num primeiro momento por desobedecer o código de conduta (roupas inapropriadas são proibidas nesses lugares, pra quem não sabe) e depois voltou atrás. Hoje é uma celebridade e empresária, já posou para algumas revistas masculinas, participou de um reality show e aparece vez ou outra na TV. E sim, ela terminou o curso em outra universidade.
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VEJA MAIS:
Piada mais engraçada do mundo - Monty Python: link
Parte 1
Parte 2
Parte 4
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Ficou ainda mais curioso(a)? Então veja o que já publicamos de curioso aqui!

MadCurioso: 40 casos bizarros de histeria coletiva - parte 2

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Semana passada apresentei 10 casos de histeria coletiva. Aqui vai a segunda parte:
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Queimem a bruxa! – com certeza esse foi o episódio mais brutal, grotesco e maldito de histeria coletiva de que se tem registro. O caso das bruxas de Salém é conhecido no mundo todo e ocorreu entre 1692 e 1693 em Massachussetts, nos Estados Unidos. Tudo começou com duas garotas de 9 e 11 anos, a Elizabeth Parris e a Abigail Willams, que tinham convulsões, espasmos violentos e gritavam incontrolavelmente do nada. O diagnóstico médico? Bruxaria, é claro! Naquela época a sociedade do lugar era extremamente religiosa e puritana, então tudo de ruim era vinculado ao diabo. Aos poucos outras meninas do vilarejo de Salém começaram a apresentar os mesmos sintomas. Pouco tempo depois, Tituba, a escrava da família Parris, foi acusada junto com outras duas moradoras do vilarejo Sarah Good e Sarah Osborn de serem bruxas e terem feito algum feitiço para as meninas, além de terem obrigado elas a realizarem rituais obscuros onde se bebia sangue, invocavam o demônio e realizavam pactos. Tituba então resolveu mentir e acusar outras mulheres da cidade, tudo para se safar. A única coisa que ela conseguiu foi implantar o caos e o pânico. A caça às bruxas começou e 25 pessoas acabaram sendo executadas de diversas maneiras, mas principalmente na fogueira e na forca. A coisa ficou tão feia que até homens e cachorros foram executados acusados de terem pacto com o diabo. Cerca de 150 pessoas foram presas e o local das execuções ficou conhecido como “Colina da Forca”. As pessoas eram constantemente torturadas e as sentenças eram decretadas com base em provas circunstanciais e evidências ambíguas. Hoje sabe-se que as meninas mentiram, meio que de propósito, como numa brincadeira de muito mau gosto. Há diversas teorias do porque as pessoas acreditaram nessas mentiras, mas principalmente sobre o mal que acometera essas meninas que morreram um tempo depois do início das convulsões. A mais aceita é de que talvez o envenenamento por um fungo no trigo possa ter causado alucinações nas pessoas do vilarejo e aí viam bruxas em todos os cantos, sem contar que as crianças eram as mais afetadas e tinham convulsões e espasmos. Claro que a hipótese de que tudo foi fruto do fanatismo religioso não foi descartada. Seja como for, o juiz Samuel Sewall, responsável pela execução e caçada, admitiu mais tarde que as sentenças foram um erro e que ocorreu um exagero nas torturas e execuções.
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O terror do homem-macaco – que a Índia é estranha todo mundo já sabe, mas em 2001 eles resolveram elevar a bizarrice pra um patamar acima. Naquela época correram boatos de que uma criatura metade homem e metade macaco estava atacando e matando as pessoas durante a noite. A criatura era descrita tendo 1,2m de altura, pelos pretos, usava um capacete, tinha garras longas e afiadas que pareciam ser de metal, olhos vermelhos que brilhavam e três botões no peito. Cerca de 3 mortes foram atribuídas ao homem-macaco quando as vítimas tentaram fugir e acabaram se matando, outras 15 vítimas também relataram terem se machucado quando fugiam do figurão que aparecia de repente em seus quartos. Sabendo dos casos, a população entrou em histeria. Começaram a surgir mais e mais relatos sobre o caso, mas nunca pegaram nenhum homem-macaco e também ninguém podia provar fisicamente que ele existia. Entretanto, como tudo na Índia, a criatura no final das contas foi vista como uma manifestação do deus Hanuman do hinduísmo. 
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Terror no cinema – algum engraçadinho gritou “fogo!” no cinema Oberdan em São Paulo em 1938. O pânico foi imediato. As pessoas saíram correndo desesperadas, algumas tentavam sair dali para salvar seus filhos e outras tentavam apenas salvar sua própria pele. Várias pessoas acabaram sendo pisoteadas e ficaram machucadas. Pelo caminho até a saída do prédio só restaram os sapatos dos desesperados e mais de 30 mortos. Entretanto não houve incêndio algum e alguns espectadores relataram terem ouvido os gritos de outro espectador que via uma cena em que dois aviões se chocavam. A polícia, no entanto, tirou outra conclusão: um garoto precisava ir ao banheiro e não encontrava o lanterninha (lembre-se de que naquela época as salas não tinham a iluminação fraca no chão que as salas modernas tem hoje, portanto um funcionário com uma lanterna ajudava os clientes a saírem da sala quando precisavam), mas de alguma forma conseguiu chegar ao banheiro que tinhas as luzes apagadas. Para ver onde estava e o que estava fazendo, ele acendeu um jornal e fez uma tocha. As chamas assustaram outro espectador que passava em frente e este começou a histeria gritando aos 4 cantos do cinema sobre o falso incêndio.
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A marvada Coca-Cola – sempre tem alguém tentando demonizar o refrigerante mais famoso do mundo e em 1999 quase conseguiram. O fato que aconteceu na Bélgica foi que a imprensa iniciou uma série de reportagens de relatos sobre envenenamentos por Coca-Cola. O resultado? Histeria coletiva, é claro! Mais de 100 estudantes foram hospitalizados, incluindo crianças, e todos tinham os mesmos sintomas e causa: o refrigerante. Diziam que a Coca-Cola tinha um odor forte, sabor estranho e coloração incomum. Temendo o pior, o Ministério da Saúde belga baniu a empresa, causando um prejuízo de milhões à empresa. De fato havia um fungicida presente no exterior das latas, mas a quantidade era tão insignificante que a intoxicação era impossível. E o líquido? Não tinha nada de errado com ele.
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O milagre do sol – em 1917, 3 crianças afirmaram ter visto a Virgem Maria em Fátima, Portugal. A santa disse às crianças que um dia apareceria pela última vez e faria um milagre para que todos acreditassem em suas aparições. Cerca de 70mil pessoas se reuniram em Fátima afim de ver a aparição milagrosa. Tinha chovido o dia inteiro, mas de repente o sol apareceu por entre as nuvens, mudou de cor e girou. Alguns relataram que parecia ser um objeto circular do tamanho da Lua e que fazia movimentos em zigue-zague. Houve ainda quem relatou que suas roupas molhadas pela chuva secaram mais rápido do que o normal e que paralíticos, cegos e outros doentes foram imediatamente curados. O acontecimento durou 10 minutos e as 3 crianças afirmaram terem visto Jesus, Nossa Senhora da Conceição e São José abençoando a multidão. O interessante é que algumas pessoas da multidão não viram nada daquilo no dia. Não foi reportada nenhuma anomalia solar e acredita-se que algumas pessoas sofreram uma espécie de alucinação visual por ficarem olhando diretamente para o sol tempo demais (isso por si só explicaria a mudança de cor do sol e ele girando ou tremendo). Até hoje alguns fiéis que fazem uma peregrinação ao local são encorajados a olhar diretamente para o Sol. Mas cuidado, isso pode prejudicar a sua visão!
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Coceira Bin Laden – em 2001 aconteceu o ataque terrorista às torres gêmeas. Depois dessa tragédia, milhares de crianças e adolescentes começaram a apresentar erupções cutâneas na pele que coçavam muito. Algumas duravam horas e outras duravam semanas, mas sumiam um tempo depois (não, não era sarampo ou catapora). O problema é que os Estados Unidos estavam passando por uma paranoia sobre o terrorismo, então obviamente o caso foi visto como bioterrorismo. Estariam os terroristas atacando as pessoas de forma sutil com algum gás ou pó como o antrax? Apavorados, os pais lotaram as emergências médicas e muitos estudantes ficaram semanas fora das escolas. Na verdade não era nada de anormal. Crianças sempre tem erupções cutâneas quando ficam em aglomerações, como as das escolas. É uma espécie de reação do sistema imunológico. Também foi descoberto que muitos espertinhos lixavam a pele para faltarem às aulas. Some tudo isso ao pânico gerado pelo terrorismo e você terá a receita perfeita para uma histeria em massa. O caso ficou conhecido como “Bin Laden itch” (coceira Bin Laden).
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O ataque das viúvas-negras – em 1659, o papa Alexandre VII foi informado que um grupo de mulheres estava envenenando seus maridos na Itália. O grupo se encontrava frequentemente para discutir como seria a emboscada, mas as mulheres acabaram presas e punidas. Outras 30 mulheres foram banidas do país depois de serem chicoteadas. Mas isso não inibiu algumas mulheres que tentaram (algumas até conseguiram) envenenar seus maridos na França. Restou apenas aos maridos entrar em pânico e criar uma histeria em massa.
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Os pequenos latidores – em 1676, as crianças de uma escola de um orfanato em Hoorn, Holanda, de repente começaram a agir como cachorros, latindo e andando como os animais. Segundo os registros do teólogo Balthasar Bekker, que viu tudo com seus próprios olhos, a cena era assustadora. Primeiro as crianças tinham um olhar estranho e depois se jogavam no chão, se comportando como cachorros. E quem era o culpado de tudo isso? O diabo, é claro! Compadecidas, as pessoas rezavam nas igrejas pela salvação das pobres criaturinhas. Tudo finalmente acabou quando as crianças voltaram para as suas famílias.
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O maníaco imaginário  – Mary Gladhill andava por uma rua na Inglaterra numa noite de 1938 quando começou a ser perseguida por um homem munido de um martelo. Segundo ela, o figurão usava chapéu, sobretudo, sapatos com fivelas brilhantes e era muito mau encarado. Ele gargalhava e ameaçava arrebentar a cabeça dela com o martelo. A polícia não encontrou ninguém. Na noite seguinte a vítima foi Gertrude Watts, que relatou o mesmo figurão. Cinco dias depois e Mary Suthcliffe foi a nova vítima, relatando que agora o homem tinha uma navalha e que isso explicava seus ferimentos nos braços e face direita. Logo o maníaco ganhou o nome de “Matador de Halifax”. Nos dias que se seguiram, outras mulheres relataram terem sido perseguidas pelo maluco com facas, porretes, navalhas e martelos, o que foi um prato cheio pra imprensa sensacionalista. Por fim a Scotland Yard foi chamada para averiguar o caso e tentar pegar o maníaco. Todo dia surgiam novos relatos de mulheres em pânico. Entretanto os casos começaram a ficar estranhos: o figurão tinha sido visto no mesmo horário, mas em locais diferentes, sem contar as características físicas que mudavam significativamente como tamanho dos cabelos e barba, estatura, sotaque, etc. Uma vítima surgiu com cortes horríveis no rosto e relatou ter sido atacada a garrafadas na porta de um pub, mas o local sequer tinha funcionado naquela noite como foi constatado posteriormente. Vários suspeitos foram presos e interrogados. Parecia que toda agressão a mulheres era atribuída ao matador de Halifax. Um psiquiatra conversou com as vítimas e constatou que algumas tinham machucado a si próprias com cacos de vidro e facas para provar o ataque de um maníaco que sequer existia. A histeria só terminou quando os jornais publicaram toda a história e botaram em xeque a veracidade dos acontecimentos. E a história voltou a ser notícia em 1956 em Taiwan e em 1965 em Taipei, com dezenas de vítimas e um maníaco imaginário.
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Sumiu! – africanos e asiáticos olharam para baixo e...ué, sumiu? Bem, pelo menos era o que eles pensavam que estava acontecendo. Houveram diversos relatos de que os pênis de muitos homens estavam retraindo cada vez mais até sumirem por completo, o que terminava em morte certa. Desesperados, os homens usavam agulhas, ganchos, cadarços, linhas de pesca ou o que estivesse disponível para impedir a retração a qualquer custo, mas a única coisa que conseguiram foram lesões, algumas graves. O pior surto aconteceu em Singapura em 1967. Tinha até a crença de que um lote de vacinas tinha contaminado a carne de porco que, quando consumida, afetava o pênis e matava o homem. Mas tudo não passava de um boato e as autoridades fizeram campanhas maciças para explicar à população de que era anatomicamente impossível de acontecer algo desse tipo. O caso ficou conhecido como “Penis Panic”.
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Parte 3
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MadCurioso: 40 casos bizarros de histeria coletiva - parte 1

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Pode acontecer na sua rua, na sua escola, na sua igreja, no seu trabalho, na sua cidade. Sintomas comuns e que surgem de repente, mas que atacam as massas e provocam o pavor. A histeria coletiva é uma realidade e os casos relatados ao longo da história não são poucos. Por mais que a ciência explique e tente evitar, todos nós estamos propensos a passar por isso, mas não se preocupe, é algo passageiro.
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Alguns casos merecem destaque e são deles que iremos falar agora:
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A praga do Pokémon – a série japonesa de desenhos do Pokémon foi um baita sucesso no final dos anos 90. O mundo conheceu as simpáticas criaturinhas que enfrentavam as batalhas mais alucinantes e divertidas da TV. Porém, em 1997, um episódio ficou marcado na história do Japão. O episódio com o Pikachu emitia luzes piscantes que causou convulsões, náusea e dores de cabeça em crianças. Cerca de 12 mil crianças foram acometidas do mal. Apesar de os médicos suspeitarem de um tipo raro de epilepsia fotossensível na época, foi só em 2001 que os especialistas entenderam que tudo não tinha passado de histeria coletiva, já que a mídia sensacionalista cobriu o assunto de forma agressiva. Há um episódio dos Simpsons que satiriza esse episódio.
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Os Batmans da Lua – em 1835 Richard Locke publicou uma matéria sensacionalista em um jornal de Nova York. Ali ele contava como o astrônomo Sir John Herschel tinha feito uma descoberta incrível no Cabo da Boa Esperança. Com um telescópio potente criado por ele mesmo, Herschel conseguiu ver a superfície da Lua com precisão e encontrou nela torres e criaturas bem estranhas. As “vespertilio-homo” (literalmente homem-morcego) tinham o tamanho de homens, asas negras como de morcegos e voavam livremente pelas cidades com torres. Em um mês foram vendidas 60mil cópias e logo as pessoas começaram a relatar avistamentos estranhos na Lua. Algumas diziam terem sido visitadas pelos homens-morcego e outros relataram que tiveram suas fazendas atacadas por eles. Tiveram até histórias de sequestros de pessoas pelos homens-morcego e quase todos os dias tinham novas notícias publicadas sobre o caso. No entanto, Herschel desmentiu a história e revelou ter encontrado uma nova lua em outro planeta e não vida na Lua, como diziam. Mesmo assim as histórias de avistamentos estranhos continuaram surgindo até o começo do século XX.
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Os miados do convento – no livro “Epidemics of the middle ages” de J. F. C. Hecker e escrito em 1844, pode-se encontrar um relato intrigante. O livro descreve um episódio ocorrido em um grande convento francês em que uma noviça acordou pela manhã miando como um gato. Segundo a moça, tudo começou depois que ela tinha encontrado um gato preto no convento e alimentado com leite. O bichano deu-lhe uma mordida e sumiu na sombra como mágica. Naquela época os gatos eram associados frequentemente com o diabo, então essa história não pareceu nada estranha para as outras freiras e autoridades. Os miados a impediam de realizar suas orações matinais, o que obviamente só poderia ser visto como obra do tinhoso. Em pouco tempo outras freiras fizeram o mesmo até que praticamente o convento inteiro só miava. O fato ocorria por várias horas do dia. Assustadas, as pessoas que moravam próximas do convento acionaram as autoridades e bloquearam os portões do convento para impedir que o “mal se espalhasse”. Soldados foram enviados com chicotes e porretes. Os miados só cessaram depois de várias surras que as pobres freiras tomaram. Uma coisa interessante é que histerias coletivas eram muito comuns em conventos e monastérios naquela época. Imitar animais também era comum, já que acreditava-se que animais como gatos, corvos e lobos poderiam facilmente possuir pessoas com demônios.
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Santa mordida – e por falar em convento, em 1500 outro convento teve um episódio bizarro de histeria coletiva, mas desta vez ocorreu na Alemanha. De repente uma freira mordeu outra sem motivo e acabou sendo presa numa espécie de solitária. A marca que a mordida deixou era incomum e também deixou o local roxo. Quando finalmente foi solta, a freira maluca voltou a atacar outras freiras a mordidas. O jeito foi amordaça-la e assim que voltou temporariamente à lucidez, explicou que não tinha controle e que era melhor não ser solta novamente. Não demorou muito pras outras freiras começarem a suspeitar de que era obra do diabo. O pânico era geral e outras freiras começaram a apresentar os mesmos sintomas que a freira inicial, mordendo umas às outras. A coisa foi tão grave que se alastrou pelas cidades e chegou à Holanda, virando uma preocupação e grande dor de cabeça para o Vaticano. Por sorte o mal acabou sozinho e as freiras foram perdoadas pela igreja. O azar mesmo foi das mulheres das cidades que acabaram sendo acusadas de bruxaria, foram presas, amordaçadas e algumas tiveram até os dentes arrancados.
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Insetos beijoqueiros – a imprensa sensacionalista adora inventar histórias e isso não é nenhuma novidade, mas o que o repórter James McElhone fez foi muito mais do que uma simples reportagem sensacionalista. Numa manchete para o Washington Post em 1899, James contou sobre um caso em que as pessoas apareciam com marcas estranhas em volta da boca. Ele atribuiu a causa a uma picada de um inseto que poderia facilmente se tornar uma nova peste. O pânico se instaurou nos Estados Unidos da noite pro dia. Manchetes e mais manchetes surgiram relatando novos casos, alguns até graves com ferimentos por todo o rosto. O caso ficou conhecido como “Bug Kiss” (literalmente “beijo de inseto”). Até os mendigos ficaram com medo e tentavam se proteger com ataduras. Coube aos especialistas desmentir a notícia e acalmar o povo.
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O fantasma está à solta! – em 1800, a região de Hammersmith em Londres estava em pânico. Um fantasma estava assombrando o cemitério, as vielas e as ruas. Ele era descrito como muito alto e muito branco. As pessoas tinham tanto medo que evitavam sair de casa e grupos de patrulha foram formados. Passados 4 anos, a história não tinha perdido a força e as patrulhas ainda rondavam a região em busca do tal fantasma. Em janeiro de 1804, um homem ficou cara-a-cara com o fantasma, o que motivou as patrulhas a serem mais “energéticas”. Munido até os dentes, Francis Smith patrulhava durante a noite quando entrou em Black Lion Lane e avistou uma figura branca vindo em sua direção. Ele não teve dúvidas e abriu fogo imediatamente. O fantasma caiu no chão e quando Francis se aproximou, viu que era um inocente pedreiro chamado Thomas Millwood. Mais tarde descobriram que o fantasma era na verdade um velho sapateiro chamado John Graham e que só queria dar um susto em seu aprendiz.
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Arranhador intergaláctico – em Uttar Pradesh, na Índia, pessoas começaram a surgir com arranhões e queimaduras no rosto e às vezes em outras partes do copo. O culpado foi um tal de “muhnochwa” (arranhador de rosto), um suposto alienígena que tinha vindo de um OVINI que apareceu no céu com luzes vermelhas e azuis piscantes. Pra piorar tudo, as mortes de 7 pessoas também foram associadas à bizarra criatura. A polícia, por sua vez, declarou que tinha fortes suspeitas de o OVINI era um drone usado pelos paquistaneses para espionar as pessoas. Os moradores começaram a ficar revoltados com a polícia e a acusaram de incompetência. Eles então formaram grupos de vigilância para caçar a besta, mas nunca conseguiram encontrar nada, obviamente. Acredita-se que o muhnochwa era na verdade um fenômeno natural raro chamado “ball lightning” (relâmpagos globulares) que ocorre quando há um longo período de seca e pode queimar a pele humana com facilidade. Outras lesões, porém, foram auto infligidas pelos próprios moradores graças à histeria em massa.
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Gravidez de mentirinha – no início dos anos 70, uma garota de 17 anos chamada Louise estava internada num hospital psiquiátrico de Londres. Ela contou às outras pacientes da enfermaria que estava grávida. O problema é que Louise tinha um longo histórico de comportamentos exagerados, tudo para buscar a atenção das pessoas. Louise começou a sentir e experimentar todos os sintomas de uma gravidez, mas não havia nada de fato ali. Isso é chamado de “gravidez psicológica”. O caso é que ela contou tudo de forma tão convincente que outras pacientes começaram a sentir os mesmos sintomas de gravidez psicológica, inclusive uma mulher que ainda era virgem. A enfermaria em peso entrou em pânico! Somente depois dos exames constatarem que não havia gravidez é que elas se acalmaram e os sintomas desapareceram.
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Estudantes bugados – a síndrome de Tourette é como um bug no cérebro que causa espasmos incontroláveis, gagueira e tiques. É uma doença que até hoje intriga os médicos e não tem cura. Entretanto, em 2012 cerca de 12 alunos da escola LeRoy Junior-Senior High em Nova York, Estados Unidos, começaram a ter alguns sintomas da síndrome. Os pais acharam que era alguma intoxicação alimentar ou pelo ar, mas nada de anormal foi constatado em análises pela escola posteriormente. Os alunos apresentavam espasmos incontroláveis e por vários minutos sem motivo aparente. Tudo terminou do mesmo jeito que começou, ou seja, de repente. O Dr. Laszlo Mechtler, um especialista da área, concluiu que tudo não passou de uma histeria em massa. Ele também informou que esse tipo de histeria é mais comum do que se imagina e já aconteceu em várias partes do mundo.
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El monstro – em 1975 uma criatura começou a atacar animais e sugar seu sangue em Moca, Porto Rico. Ninguém sabia o que estava acontecendo, então apelidaram de “O Vampiro de Moca”. Em 1995 o bicho voltou a atacar, mas desta vez fora flagrado por alguns moradores e chamado de “Chupacabra”. Surgiram relatos do Nicarágua, México, Flórida e Brasil. O pânico era completo e a América Latina ficou em alerta, mas foi o mundo todo que se encantou pela bizarrice das histórias. A imprensa sensacionalista, como sempre, cobriu todo o caso. Os relatos iam surgindo e as pessoas começaram a se preocupar até mesmo nas grandes cidades, mas tudo não passou de uma lenda urbana. Os animais mortos eram na verdade atacados por outros animais e humanos, nada fora do normal. Vez ou outra, o chupacabras torna a surgir. Aliás, nós já falamos dele no blog, veja no link abaixo!
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VEJA MAIS:
Cena com o Pikachu que dava ataques epiléticos na garotada (fica por sua conta e risco!): link
Cena do ataque de epilepsia dos Simpsons no Japão (em inglês): link
Postagem: Lendas Urbanas - Chupacabra: link
Parte 2
Parte 3
Parte 4



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