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Enquanto isso, no Japão...


Mario Kart medieval

Corre Toad!

Não corra!

Só podia ser no Japão.

Uma coisa que a ciência e nem o Buda podem explicar



HEBOCON: A competição de robôs burrinhos e mal feitos


Competição de robôs não é nenhuma novidade e tem gente que leva a sério, mas há no Japão a competição de robôs burrinhos e muito mal feitos. Os robôs podem ser feitos de qualquer coisa, desde que não haja nada de tecnologia de ponta neles. Se essa regra for desobedecida, o robô será desclassificado automaticamente. De bonecas Barbie a folhas de papel sulfite, de iphones a vibradores, os robôs muito mal feitos e com programação básica se enfrentam até que um saia fora dos limites do ringue ou que um caia ou que um se destrua. Até o troféu do campeão é mal feito, criado por uma criança com muita criatividade. Apesar de parecer ridícula, é uma competição muito mais difícil do que parece e também muito mais divertida.

Apreciem:

MadBizarrice: a demoníaca Unidade 731



A tecnologia moderna e a medicina devem muito às experiências do passado. Graças a elas, toda uma gama de possibilidades e limites foi esclarecida para que pessoas do futuro pudessem ter uma vida mais tranquila e saudável. Entretanto, a história nos mostra que o preço a se pagar pode ser muito além do que se poderia alguma vez prever. E se você achava as experiências dos nazistas, russos e americanos cruéis é porque ainda não conheceu as dos japoneses. Os nazistas eram uma criança arrancando as asas de uma joaninha perto dos monstros de olhos puxados.

O exército imperial japonês já foi citado aqui no blog por ter exterminado os samurais no começo do século passado (veja aqui), mas eles tinham planos mais sombrios e ações mais radicais para fazer do que matar os outros a tiros e espadadas. Eles eram os responsáveis pela unidade 731, um dos maiores crimes de guerra da humanidade.

ATENÇÃO: o texto a seguir tem imagens e conteúdo que podem ser fortes a leitores sensíveis. Recomendamos cautela.

O que era a Unidade 731?

Em 1931, o Japão invadiu a Manchúria, na China. Eis que alguns viram uma oportunidade única de construir um complexo de utilidade pública. Inicialmente era o Departamento de prevenção de epidemias e purificação de água, ou seja, era um laboratório químico que tinha a função e responsabilidade de manter a população japonesa saudável de doenças e outras coisas que pudessem contaminá-la. Ok, tudo certo até aí, não é mesmo? Afinal era uma coisa boa, ótima aliás! Só que não nesse caso. O gigantesco complexo, inclusive muito maior do que o de Auschwitz (se quiser conhecê-lo melhor, clica aqui), abrigava edifícios administrativos, laboratórios, galpões, uma prisão para manter as cobaias conhecido como 'Castelo Zhong Ma' e que era o prédio central, um edifício de autópsias e dissecação e três fornos crematórios.


Ficava no distrito de Pingfang, na cidade de Harbin, no estado fantoche (isso significa que é um território cuja liderança é de um país estrangeiro, no caso o estado ficava na China, mas era o Japão que mandava nele, entendeu?) de Manchukuo (nordeste da China), resumindo: ficava na Manchuria. Um campo localizado em Mukden, detinha os prisioneiros de guerra americanos, britânicos e australianos, que também eram usados nas experiências.

A unidade operou durante a Segunda Guerra Mundial e Segunda Guerra Sino-Japonesa. Depois que passou a ser responsabilidade do exército imperial, o responsável pelo local era o médico Shiro Ishi.

Tudo o que acontecia ali era ultrassecreto e o governo japonês fez questão de manter esse segredo por muitos anos, até quase o final do século passado.
“Mesmo que o trabalho de um médico seja curar os doentes, o trabalho que esta equipe está prestes a embarcar é o completo oposto destes princípios.” - parte do discurso de Shiro Ishi  durante a cerimônia de inauguração do complexo
A mão-de-obra

Cientistas e militares faziam parte do quadro de funcionários, mas a verdadeira sacada da coisa toda foi o trabalho forçado de chineses que construiu o complexo todo (nem quero imaginar o que esse pessoal viu por lá...).

Quem era Shiro Ishi?


Uns o chamam de demente, outros de demônio e tem até uns que o chamam carinhosamente de filho de uma meretriz, mas vamos usar as informações oficiais: um médico japonês formado na Universidade de Kyoto, microbiólogo e tenente-general oficial do exército de Guangdong, ou seja, o chefão da coisa toda. Ele adorava pesquisar e desenvolver armas novas para o exército e tinha um carisma notável com qualquer coisa relacionada a isso. Rapidamente ele conseguiu não só subir de cargo, mas também conseguiu uma verba anual excelente e 300 homens para começar suas experiências e desenvolver nada mais, nada menos do que armas biológicas. As cobaias também não foram difíceis de conseguir, o que reduziu seus custos. Seu primeiro trabalho foi chamado de "Unidade Togo" e era ultrassecreto.


Ishi era frio e muito metódico. Tinha todos os dados perfeitamente organizados e jamais se arrependeu de ter feito 1 experiência sequer. Morreu em 1959 de câncer na laringe.

O perfil geral das cobaias
Bastavam os prisioneiros de guerra, criminosos e suspeitos de conspiração ou crime. Estrangeiros como soviéticos, filipinos, chineses e aliados também não escapavam. Não importava se era homem, mulher, idosos ou crianças. Basicamente Shiro via toda e qualquer pessoa que não falasse sua língua, o japonês, como uma cobaia perfeita para os mais variados testes de sua unidade.


Inclusive apelidava as cobaias estrangeiras de "troncos" (marutas), já que para ele não serviam pra muita coisa e também não sabiam se comunicar com ninguém. O restante das cobaias eram tidos como "macacos" mesmo. Eram numerados de 0 a 500, mas ironicamente recebiam uma ótima alimentação e eram obrigados a fazer exercícios. Segundo o tio Ishi: "cobaia boa é cobaia saudável". (ok, ele não disse exatamente assim, mas foi basicamente isso)

As experiências
O tio VIshi gostava de variar. De bactérias letais a câmaras de vácuo, ele tentou de tudo. Aí vai uma singela lista com algumas experiências mais famosas:
-micro-ameaça: bactérias e vírus letais eram aplicados nas cobaias e também disseminados em cidades chinesas ao redor. Anthrax, peste negra, tifo, cólera, doenças venéreas e disenteria mataram milhares. A disseminação geralmente ocorria quando jogavam esses agentes nas plantações ao redor, contaminavam a água e às vezes jogavam roupas contaminadas de aviões sobre as cidades. Depois observavam os dados vindos das populações diminuírem e de óbitos. Um guerrilheiro sobreviveu 19 dias com uma doença grave, febre de 40 graus e só morreu quando o abriram ainda vivo para estudá-lo.

-congelamento: durante o inverno, a atividade militar diminuía drasticamente. Como resolver? Simples: vamos congelar todo mundo e ver no que dá! Pelo menos foi isso o que Ishi pensou e de fato fez. As cobaias eram levadas nuas para o exterior por um bom tempo e a temperaturas muito abaixo de 0. Quando seus membros ficavam congelados, então um soldado batia nele com um pedaço de pau até fazer aquele som metálico que significava que tudo estava realmente congelado. Depois a cobaia era levada a outro laboratório e lá eram aplicadas novas técnicas de descongelamento.

Soldados esperam cobaias congelarem.
-ar, santo ar: Ishi queria saber o que acontecia quando uma pessoa respirava determinado tipo de gás ou o que acontecia quando não havia gás nenhum. Muitos morreram envenenados e sufocados, principalmente com gás fosfina e cianureto de potássio. Quanto à questão da falta de ar, Ishi resolveu com uma câmara de vácuo/descompressão. As cobaias tinham uma morte lenta e extremamente dolorosa conforme eles retiravam aos poucos os gases da câmara como oxigênio e gás carbônico. O grand finale era quando os olhos explodiam (é sério!).

Cena exposta no museu da Unidade 731 mostra uma câmara de descompressão e a cobaia agonizando.
-suspensão: alguns pacientes eram suspensos e ficavam pendurados de cabeça para baixo por longos períodos de tempo ou pelo menos até morrerem asfixiados.
-choque: o que acontece com uma pessoa que leva um tremendo de um choque? Para Ishi, 20mil volts era pouco!
-embolias: eram injetadas variadas quantidades de ar nas veias e órgãos das cobaias. Conforme a evolução, novos dados eram coletados até que a cobaia morria de embolia.
-estranho no ninho: algumas cobaias tinham urina de cavalo injetada em seus rins e sangue de animais injetado em seus órgãos e veias. Algumas eram obrigadas a comer misturas estranhas.

-injeções letais: se uma determinada substância é injetada no corpo, o que acontece? Geralmente quem sobrevivia a alguma outra experiência era mandado para a ala das injeções letais. Nem preciso dizer que a morte era uma das piores do lugar, né?


-sinta a radiação: muitos eram expostos a variadas doses de raios-x para saber o que a radiação fazia com o corpo humano.
 
-vivissecção: para saciar a curiosidade de saber como o corpo humano funcionava por dentro, as cobaias que sobreviviam a certos experimentos e outras que ainda não tinham passado por nada eram deitadas, amarradas e sem anestesia os médicos a abriam ainda viva e acordada. Órgão por órgão era retirado até que finalmente a cobaia morresse. E não pense que eles faziam por fazer não. Tudo era perfeitamente cronometrado para se ter ideia de quanto tempo em média uma pessoa conseguia sobreviver a uma prática dessas.
Cortei abrindo-o do peito ao estômago enquanto ele gritava terrivelmente. Para os cirurgiões, isto era o trabalho rotineiro - Legista anônimo, Unidade 731

Um médico faz uma cesária de uma mulher que engravidou depois de ser estuprada. Aconteceu sem anestesia.

-corta fora: membros eram amputados para saber quanto tempo o paciente aguentava vivo e quanto de sangue saía.

-costura de novo: membros amputados eram costurados em outras partes do corpo pra saber se conseguiam se regenerar e se manter vivos.

-enterrado vivo: alguns eram enterrados vivos pra saber como o corpo reagia a isso e como de fato se ocorria a morte.

 -sem suprimentos: a comida e a água eram tiradas e então começavam a contar quanto tempo a pessoa aguentava viva.

-rodando: pessoas eram colocadas em centrífugas para ver o quanto aguentavam e o que aconteciam (se sobrevivessem, é claro).

-trocando as bolas: removia-se o intestino e depois o costurava de volta, só que de cabeça pra baixo (a parte que se conectava ao reto passa a se conectar com o estômago e vice-versa, entende?) pra ver se continuava funcionando.

-dando uma salgada: era injetada água do mar ou água com quantidades absurdas de sal nas veias e órgãos da cobaia.

-alvos vivos: pessoas eram usadas como alvos para diferentes armas como granadas, espingardas, revólveres, bombas, etc.

-delivery: se o Dr. Ishi precisasse de um cérebro por exemplo, era só dar a ordem e os soldados pegavam uma cobaia, apoiavam seu rosto no chão, com um machado quebravam o crânio, retiravam o cérebro e corriam para entregá-lo no seu laboratório.

Ishi acreditava que a anestesia mudava os resultados e por isso não a usava. Usava a mesma desculpa para justificar o uso de pessoas vivas.
O descarte 
Os 3 crematórios cuidavam dos corpos e das doenças.

A documentação
Ishi era o típico perfeccionista. A documentação de suas experiências era tão organizada que elevou ainda mais a qualidade de seu trabalho e o tornou pioneiro, dando-lhe muita credibilidade. Cada experiência era cronometrada e todos os dados e óbitos eram anotados. Nada era deixado para trás, nada era omitido, tudo era escrito por cada soldado e assistente nas folhas dos relatórios. A única modificação realizada por Ishi afim de manter o segredo sobre as experiências em humanos é que ele substituiu a palavra "humano" por "macaco".


Enfim, os dados fornecem até hoje informações necessárias para a ciência e medicina modernas. Por exemplo, agora sabemos que o vácuo total faz olhos explodirem e que um ser humano pode perder membros congelados com extrema facilidade.
 
Estima-se que pelo menos 200mil tenham morrido segundo os dados oficiais, mas alguns acreditam que o número foi bem maior considerando-se os dados de óbitos das cidades atingidas.

Encerramento das atividades

A guerra tinha finalmente acabado e não havia mais interesse naquele tipo de pesquisa, então as atividades da Unidade 731 foram encerradas e as pesquisas interrompidas. Ishi tomou o cuidado de que todos fizessem um juramento para se manterem calados diante das atrocidades vistas naquele lugar, inclusive as cobaias sobreviventes foram proibidas de revelarem alguma coisa.

O complexo foi destruído e incendiado. Todo mundo foi pra casa e fingiu que nunca viram nada daquilo.

Os insetos e ratos contaminados foram soltos na região e mataram mais gente ainda.

A conspiração
O serviço de inteligência americano possuía uma cacetada de dossiês sobre as atividades suspeitas do local. Sim, eles sabiam exatamente o que o tio Ishi estava aprontando. Entretanto, mais excitados com as possibilidades de obterem dados exclusivos e vantajosos sobre uma possível guerra com os soviéticos, o governo dos Estados Unidos da América do Norte (que fique bem claro) concedeu imunidade a todos e ajudou a encobrir os segredos mais obscuros em troca de cópias dos dados obtidos. Claro que este acordo também foi mantido em segredo e Ishi não queria ninguém atrapalhando suas experiências, então concordou.

Mesmo prisioneiros americanos retornando para casa e denunciando as atrocidades, a justiça já estava avisada e encobria o caso com mentiras, depois coagia os soldados a se calarem. Se uma só denúncia fosse levada a sério, haveriam problemas colossais para todo mundo.

Acredita-se que Ishi ainda morou alguns anos nos Estados Unidos desenvolvendo armas biológicas, mas nunca foi provado.

A caixa de Pandora abre
Depois do encerramento de tudo, Ishi quis continuar algumas poucas pesquisas e para isso levou algumas cobaias para seu laboratório em Tóquio. Feito o trabalho, os corpos foram enterrados sob o chão de Tóquio, em valas comuns.

Tudo certo, tudo ok até que em 1989 trabalhadores que escavavam sob o chão para realizar uma obra pública encontraram um cemitério assustador em seu caminho. Como os corpos tinham ido parar lá? Com tanta pressão já não era mais possível o governo japonês manter o segredo.

As antigas cobaias então decidiram quebrar o silêncio. As histórias bizarras e surreais surgiam de todos os cantos do mundo e se espalhavam rapidamente. Americanos como Joseph Gozzo, cuja experiência foi de bastões de vidro introduzidos em seu ânus, e Max McClain, que passou por inúmeras doses de injeções experimentais, tentaram gritar ao mundo que os monstros ainda estavam soltos. Infelizmente dos 200 sobreviventes, apenas 1 foi chamado para uma audiência.
"Éramos apenas pequenas peças de um jogo, sempre soubemos que existia um encobrimento" - Frank James, ex-prisioneiro de guerra
O governo americano insistiu que os documentos obtidos já haviam sido devolvidos aos japoneses ainda na década de 50, entretanto há havia fotocópia naquela época (vulgo xerox). Claro que poucos acreditaram.

Os governos dos Estados Unidos e Japão continuaram negando a existência de tais experiências, mesmo com documentos americanos ultrassecretos se tornando públicos, principalmente em 1993 com um documento que falava exatamente sobre os planos americanos para armas biológicas da Segunda Guerra Mundial.

Os Estados Unidos e Japão foram acusados de quebrar o acordo de proibição de uso de cobaias humanas em experiências científicas da Convenção de Genebra de 1925, o que é uma das coisas mais graves que um governo pode fazer. Sem contar que eles permitiram que seus próprio cidadãos servissem de cobaias.

Livros usados que eram de um oficial foram encontrados em um sebo e continham anotações detalhadas sobre algumas experiências. Ali foi outra prova de que a Unidade 731 realmente tinha existido e realizado atrocidades com humanos.

Os monstros estão realmente soltos?

Segundo relatos, um dos cientistas chegou a dirigir uma das mais importantes indústrias farmacêuticas japonesas, outro virou presidente do Comitê Olímpico do Japão, outro se tornou presidente da Associação Medica japonesa e vice da Green Red Cross Corporation e um especialista da equipe de congelamento dirige uma empresa frigorífica japonesa. Mas o pior foi que Shiro Ishi  chegou a se tornar o governador de Tóquio na década de 50!  E não, nada aconteceu com eles até hoje.

A situação hoje

O governo japonês nega até hoje grande parte das atrocidades da Unidade 731 e jamais fez um pedido de desculpas publicamente como a Alemanha fez depois da guerra. Também negou indenizações às vitimas ou às famílias delas. Também não puniu ninguém e nem vai punir.

A China fez uma réplica do complexo próximo do local original e criou um museu para provar e mostrar que aquele foi o maior e pior palco de demências que já existiu.


Assim como em Auschwitz podemos ver que a maldade humana, quando não há limites, se torna quase que surreal! E eu imagino quantos outros segredos obscuros estão ocultos pelo mundo, coisas que até Deus, Alá, Buda, Shiva e tantos outros duvidam. Não há escalas para medir a maldade, mas certamente há a história para nos alertar que coisas desse tipo jamais devem acontecer novamente.


Veja mais:
Filmes:  Men Behind the Sun (China, 1988, Tun Fei Mou); Philosophy of a Knife (Rússia, 2008, Andrey Iskanov)
Documentário: 731: Two Versions of Hell (2007, James T. Hong)
Livros: Factories of Death por Sheldon Harris; Unit 731, Japan's Secret Biological Warfare in World War II por Peter Williams e David Wallace:


Para ver outras coisas estranhas e incomuns, acesse a nossa coluna de bizarrices!

MadCurioso: Mulheres samurai


Os samurais são conhecidos no mundo todo. Foram grandiosos guerreiros e muitos se tornaram lendas. Infelizmente eles deixaram de existir já faz um bom tempo. No entanto, o que ninguém quase revela é que também existiram mulheres samurais conhecidas comumente como "onna-bugeisha". Erroneamente nós associamos esse termo samurai à imagem de mulheres independentes e forjadas para a guerra (tipo a Xena, entendeu?rs). Não era bem assim e explicarei mais adiante.

Elas lutavam em batalhas ao lado de homens durante o período feudal no Japão. Eram conhecidas e admiradas por serem extremamente leais e corajosas. Era exigido delas que aprendessem a lutar pelo sentimento de vingança e que não tivessem medo da morte.


Mas quem eram essas mulheres?

A maioria eram esposas dos próprios samurais, mas as viúvas e filhas de famílias nobres também eram requisitadas, ou seja, eram mulheres que pertenciam à alta classe e principalmente à classe bushi (guerreira) cujos maridos ou pais eram samurais e por isso elas cresciam e aprendiam sobre a arte da guerra.

Como elas chegavam a se tornar samurais?
A coisa toda começou porque em tempos de guerra o samurai saía para guerrear e a mulher tinha que assumir toda a casa, as plantações e ainda garantir um estudo de qualidade para os filhos. Mas em certos momentos, muitas se viram obrigadas a lidar com situações tensas em que tiveram que garantir a defesa de seus territórios e de sua família enquanto o samurai estava fora. Por sorte, elas eram treinadas o suficiente e muitas carregavam adagas nas mangas que poderiam ser lançadas facilmente de forma mortal. Quando elas passaram a usar outras armas, a coisa começou a ficar realmente feia pro lado dos inimigos. Algumas possuíam habilidades tão incríveis que eram requisitadas nos campos de batalha para lutarem ao lado de seus maridos. Antes, as mulheres japonesas eram vistas apenas pra procriação e quando começaram a lutar se tornaram extremamente importantes, inclusive são admiradas até hoje pela cultura e história do Japão.


A principal arma utilizada era uma espécie de espada curva fixada numa haste e era chamada de Naginata. É basicamente uma lança com uma lâmina de espada na ponta. Uma das vantagens dessa arma é que podem ser dados golpes de longo alcance, o que ajudava muito para atacar cavalos de saqueadores por exemplo. Homens montados em cavalos eram muito difíceis de derrubar com arco e flecha ou espadas, por isso a Naginata se tornou essencial. Outra vantagem é que não é necessária muita força para aplicar o golpe, principalmente os famosos e mortais golpes circulares. Apesar da longa haste, ela também era utilizada a curta distância para manter a guerreira próxima dos combatentes, mas a real eficácia só se dava pela habilidade da guerreira que a usava, já que peso e força neste caso não faziam diferença. Para se ter uma ideia da importância da coisa toda, no período Edo escolas se especializaram em ensinar a arte da Naginata a mais mulheres do que homens e por isso essa arma ganhou essa fama de ser mais utilizada por elas. Mas nem tudo é um mar-de-rosas e a Naginata era péssima pra ser usada em florestas ou lugares fechados. Arco e flecha, além de espadas e adagas também eram utilizados.

Um campeonato mundial de Naginata sendo disputado por duas mulheres. Dá pra ver que era uma arma bem traiçoeira e chega a ser difícil ver pra onde ela está indo até que golpeia a outra garota.

É interessante ressaltar que já naquela época a mulher japonesa tinha a obrigação de ser subserviente ao homem e tinha certas obrigações como cuidar de sua beleza, cuidar da casa e criar os filhos. Já a onna-bugeisha era mais ou menos o contrário: vivia num campo de batalha, guerreava com qualquer um e vivia armada até os dentes, mas dizem as más línguas que nem todas deixavam de cuidar da sua beleza mesmo no campo de batalha. Algumas chegaram até a liderar seus próprios clãs. No entanto, as que ficavam em casa cuidavam da beleza e se vestiam muito bem, mas ainda sim portavam armas.

Hangaku Gozen vestida com suas melhores roupas e portando sua arma ao mesmo tempo.
Para se ter ideia da bravura dessas mulheres, aí vão alguns exemplos lendários:

Tomoe Gozen com sua Naginata.
=> Os demônios que se cuidem! - Minamoto Yoshinakaera era líder do clã Minamoto e tinha uma esposa chamada Tomoe Gozen (1157–1247 dC - Gozen é uma espécie de título que seria equivalente a "senhora/dama/lady"), uma mulher conhecida pelas suas belíssimas feições, pele branca e cabelos longos. Durante a batalha Awazu contra o primo do Minamoto, o Yoritomo, Gozen passou pelas tropas inimigas, se jogou em cima do mais forte guerreiro, o derrubou do cavalo, imobilizou o cara e arrancou a cabeça dele fora! Alguns diziam que até os demônios fugiam dela, porque a pé ou à cavalo, a mulher era um perigo real! Infelizmente seu marido morreu em uma batalha alguns anos depois e o final de Gozen é incerto: alguns acreditam que ela tenha morrido em batalha também, outros dizem que ela desertou e outros dizem que ela virou sacerdotisa.

Imperatriz Jingu
=> A grande conquistadora - Uma imperatriz chamada Jingu (169-269 dC) se revoltou com a morte de seu marido, o imperador Chuai durante uma batalha. Puta da vida Revoltada, ela se tornou uma das mais épicas samurais da história do Japão ao ter culhão empunhar suas armas e inspirar uma mudança econômica e social ao invadir a Coréia em 200dC. Apesar de tudo, a lenda diz que ela invadiu a Coréia sem derramar 1 gota sequer de sangue. É difícil de acreditar nisso, mas não que ela foi uma baita guerreira a ponto de conquistar a Coréia sozinha. Ah e ela só regeu o Japão naquela época porque o seu filho era criança ainda.

Hangaku Gozen
=> Vai ter sorte assim na China no Japão! - Depois de perder uma guerra do clã Taira, Hangaku Gozen (também conhecida como Itagaki) liderou 3mil soldados para defender o Forte Torisakayama contra um exército de 10mil soldados do clã Minamoto liderado por um tal de Kamakura (isso foi depois que o marido da Tomoe Gozen morreu). Infelizmente ela perdeu mais uma vez e foi atingida por uma flecha. O Xogum ordenou sua morte por seppuku, mas um soldado se apaixonou e conseguiu uma permissão para se casar com ela. Bem, eles tiveram uma filha e viveram felizes para sempre. Foi por pouco hein Itagaki!

Yamakawa Futaba
=> A samurai ativista - Filha e esposa de samurais, Yamakawa Futaba (1844-1909 dC) foi requisitada para lutar em defesa do Castelo Tsuruga contra o exército imperial. Infelizmente eles foram derrotados e todos cometerem seppuku, exceto ela. Mas Futaba não sossegou não, ela continuou lutando num movimento pela melhora na educação das mulheres japonesas, mas aí era mais pro lado da política do que pra guerra, né?

Nakano Takeko (foto tirada um pouco antes da batalha de Aizu)
=> Perdendo a cabeça - Outra filha de um samurai chamada Nakano Takeko (1847-1868 dC) era mestre e instrutora em artes marciais. Dominava uma Naginata como ninguém e batalhou com ela. Durante a última batalha de Aizu, Takeko de 21 anos de idade liderou um exército de mulheres samurais contra o exército imperial em 1868. O problema é que nessa época já existiam armas de fogo e ela foi atingida por uma bala. Vendo que ia morrer, ordenou â sua irmã Yuko que honrasse sua morte ao decapitá-la para que o inimigo não a capturasse. Yuko assim o fez e enterrou sua cabeça sob uma árvore no Templo Hokaiji. As outras samurais continuaram lutando até a morte. Infelizmente foi essa batalha que garantiu que o Imperador retomasse o poder total sobre o Japão e acabasse de vez com os samurais.

A parte triste da história é que as mulheres samurai tinham o costume de cometer suicídio, o sepukku (é como o harakiri, mas destinado apenas a samurais e era assistido por outras pessoas) quando e se o seu marido e família fossem desonrados ou se o seu marido o cometesse. Algumas cometeram em protesto às injustiças. Outra coisa lamentável é que muitas dessas mulheres nem sequer tiveram um registro histórico e, portanto, especula-se que tenham existido muito mais mulheres samurais do que se imagina. Só nos resta imaginar os feitos heroicos que elas fizeram e que ficaram esquecidos sob milhares de anos de história do passado.

Tomoe Gozen em seu "alazão".


Quer ver mais curiosidades? Então veja o que já publicamos de curioso por aqui!

Se consolando com comida


Quem nunca?

Sapatos gigantes


O cara tussiu - recordar é viver

Quem lembra dessa pode-se considerar um ser épico! (principalmente otakus e ex-otakus)


Old but gold!

Por que Japão, por que?


MadBizarrice: A macabra história da mansão Himuro


Aqui no blog já tratamos de bizarrices de várias partes do mundo, mas acho que o Japão vence todas elas. Sério. Eu não conheço filmes que sejam mais aterrorizantes do que os que o japoneses fazem. As lendas então são mais macabras ainda! Enfim, vamos falar hoje de uma mansão assombrada que supostamente existe lá no Japão e quem é gamer com certeza conhece: a mansão Himuro ou Himikyru.

O jogo para Playstation 2 chamado Fatal Frame conta a história de uma garota que sai para procurar o seu irmão desaparecido há 2 semanas e a única coisa que ela sabe é que ele resolveu ir dar uma olhada na famosa mansão Himuro. É então que lá ela encontra o que não quer, obviamente. O caso é que essa mansão de fato existe e a lenda também. O problema é que ninguém sabe (ou não quer) dizer ao certo onde fica a tal da mansão, já que ela é vista pelos japoneses como um lugar extremamente amaldiçoado (e você sabe como eles são supersticiosos). A lenda que circula sobre esse lugar é uma das mais macabras que eu já ouvi. Pesquisando na internet, encontrei várias versões e decidi mostrar todas aqui, que no final tem o mesmo desfecho. As imagens que consegui supostamente são da mansão, mas não há nada confirmado. Há imagens do jogo também. Divirtam-se!

Supostamente localizada na Vila Choko, nos arredores de Tóquio (alguns dizem que é na saída da cidade), a mansão Himuro foi o palco de uma chacina sem precedentes que culminou no seu abandono e principalmente esquecimento. Os camponeses que moram ao redor ainda hoje se recusam a falar sobre o que aconteceu nela e histórias de fantasmas e demônios que foram vistos dentro e fora dela não são incomuns.


Segundo a lenda, tudo começou com uma prática da antiga família Himuro no local. Essa prática consistia em um ritual chamado Shinto e que era dividido em 2 partes: Ritual do Demônio Cego e Ritual do Estrangulamento. Só por esses nomes você já imagina a desgraceira que vem a seguir.

No Japão a propaganda é de outro nível


Acho que de todas, a última foi a menos bizarra.

Segunda Guerra Mundial vs Estados Unidos - vitória WTF?

A União Soviética invadiu a Alemanha e encontrou Hitler morto (suicídio).

Os aliados já estavam no país, mas chegaram depois dos soviéticos em Berlim.

Os japoneses já haviam declarado a rendição, só faltava assinar os papéis e tornar isso oficial.

Os americanos jogaram 2 bombas atômicas em civis japoneses para "forçar a nação japonesa a se render" (leia a frase de cima de novo), matando milhares de inocentes e declarando "vitória".

 WTF americanos?

Eu sei que a URSS só teria chegado em Berlim com a ajuda dos aliados e blá blá blá, mas até hoje não consegui entender porque diabos os americanos jogaram 2 bombas atômicas em civis japoneses que não tinham nada a ver com a guerra e porque isso lhes deu o título de vitória, já que na minha concepção ninguém venceu porque o tio Adolfinho se matou.

Corrijam-me se eu estiver errada. Sério. E justifiquem esse atentado também, por favor.

E esse não foi o único absurdo dos americanos não, veja esse: Corrida espacial WTF?

Doce vendido para crianças japonesas

E aí, encararia?

Cansado de dedos engordurados?

Use a nova técnica asiática para comer batata frita!

Alface de cera



Asiáticos, sempre eles.

Compilado de bizarrices do Japão

Robô japonês de anime é REAL

Sensacional fazer projetos de robôs desse tipo! Parece anime na vida real! Eu não curto mais anime, mas sempre achei os robôs muito legais e com certeza seriam épicas as guerras com essas máquinas!

Comer yakissoba no Japão...

...é algo triplamente bizarro pera o Ocidente!





Mas é perfeitamente normal apra o padrão asiático...U mad Japão?
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