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MadBizarrice: Spring Heeled Jack, o demônio saltador

Já imaginou topar com o capeta numa noite fria e escura? Na Era Vitoriana esse tipo de ideia não era nada absurda, mas tão bizarra quanto é para nós atualmente. Isso porque, apesar dos avanços tecnológicos (lembre-se de que a revolução industrial veio nessa época), a superstição era também muito forte entre as pessoas.


Os relatos iniciais
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Em uma noite de 1837, no vilarejo de Barnes, na Inglaterra, um vendedor voltava para casa. Ele resolveu pegar um atalho que cruzava por um cemitério e no meio do caminho notou uma figura no mínimo curiosa. Era um homem alto, com nariz, orelhas e queixo grandes e pontudos. Os olhos brilhavam como lanternas, na cor vermelha e ele, de alguma forma, conseguiu saltar por cima de um portão de 3 metros de altura atrás do homem. Assustado, o pobre vendedor correu como se não houvesse o amanhã.


A história se espalhou mais rápido que a peste negra na Europa medieval e isso acarretou em mais relatos igualmente bizarros. Os jornais o chamaram de Spring Heeled Jack, também conhecido na língua portuguesa como “Jack Calcanhar de Mola” ou “Jack Saltador”. A expressão “spring heeled” denota um tipo de sapato masculino da época que tinha um saltinho, mas também se refere à capacidade da criatura de pular como se tivesse molas (mola = spring em inglês). Os jornais adoraram a história e começaram a vender outros relatos menores sobre o caso, mas nada nunca foi tão intenso quanto o primeiro. Bom, pelo menos até começarem os ataques às moças.
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Outro relato foi de um ataque a um grupo de pessoas, cerca de 2 mulheres e 1 homem. Assim que um estranho pulou sobre eles, todos correram, mas Polly Adams acabou sendo alcançada pelo figurão que rasgou suas roupas e lhe causou arranhões pelo corpo. Em choque, a pobre jovem desmaiou e posteriormente foi encontrada por um policial.
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Um mês depois, Mary Stevens ia trabalhar em Lavender Hill quando uma figura saltou sobre ela, a imobilizou, beijou seu rosto e a apalpou com o que ela descreveu ser uma mão “fria e mole como de um cadáver”. Mary gritou desesperada e a figura fugiu. Muito embora os residentes locais se empenhassem, ninguém encontrou nada nos arredores. No dia seguinte, no entanto, o figurão voltou por Mary para uma visitinha em sua casa. Desta vez ele saltou em frente a uma carruagem, o que assustou o condutor que tentou desviar e bateu o carro, se ferindo e provavelmente ferindo os cavalos também. O acidente grotesco chamou a atenção das pessoas que relataram ver alguém saltando por cima de um muro de 2 metros sem esforço e soltando uma gargalhada estridente enquanto fugia.


Uma terceira mulher foi atacada perto de Clapham Curch, mas desta vez o agressor tinha deixado evidências: duas pegadas de 7 a 8 cm de profundidade. Os investigadores concluíram na época que o figurão usava algum tipo de mecanismo com molas nos sapatos.
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Um fato interessante que encontrei sobre os dois relatos a seguir é que há duas versões de cada um bastante distintas na internet. Eu francamente não sei qual é a verdadeira, se é que existe algo verdadeiro nessa história.
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Cerca de um ano depois do primeiro relato, o Spring Heeled Jack voltou a atacar. Aos arredores de Old Ford, próximo a Londres, a noite já tinha caído. Uma série de insistentes batidas na porta foram ouvidas pela jovem de 18 anos Jane Alsop. Era um evento incomum e ela teve receio em atender. Antes perguntou quem era e uma voz masculina do outro lado respondeu que era um policial. Também pediu para que ela trouxesse uma lanterna, pois supostamente teriam pego o tal Spring Heeled Jack numa ruela próxima. Assim que ela tentou abrir a porta com uma vela em mãos, alguém empurrou a porta com extrema força, jogando a jovem no chão. A figura que apareceu era de um homem alto que vestia um sobretudo escuro, chapéu e que segurava uma lanterna de luz fraca. De sua boca saíam labaredas azuis, brancas e frias. O rosto pouco iluminado parecia ter feições diabólicas, cujos olhos eram vermelhos e as orelhas eram pontudas. Ele se agachou sobre ela e começou a rasgar as roupas da moça com uma navalha afiada. Ao ouvir os gritos desesperados e ao ver a figura assustadora, as duas irmãs de Jane correram para buscar socorro dos vizinhos. A figura levantou e fugiu antes que mais alguém pudesse aparecer. Só o que restou foi uma moça em estado de choque, roupas rasgadas e cortes por todo o corpo dela. O mais interessante deste relato é que uma vizinha que morava em frente viu toda a cena e confirmou toda a história. Era uma viúva chamada Freda Carrington que disse ter visto o demônio pular por cima do telhado de uma casa enquanto fugia.
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Uma outra versão conta que o homem usava uma espécie de elmo na cabeça e que as roupas eram justas, onde parecia haver uma estrutura de tiras de metal como costelas por baixo do colete. Aqui, Jane não está caída no chão, mas está na frente da casa. Ela tenta correr para dentro, mas é alcançada pelo homem que a puxa pelos cabelos e rasga suas roupas com algo como garras. Assim que consegue se desvencilhar, a irmã a puxa para dentro e tranca a porta. Spring Heeled Jack continua batendo freneticamente na porta e depois foge saltando pelos telhados vizinhos. Algumas pessoas ainda relataram ter visto o maníaco deixar seu casaco para trás que foi pego logo em seguida por outra pessoa, o que fez muitos suspeitarem que ele teria um cúmplice.
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O relato a seguir conta que alguns dias depois ocorreu um novo ataque. Lucy e Sara Scales voltavam para casa à noite seguindo pela Green Dragon Alley em Limehouse. Em determinado ponto, uma figura horripilante apareceu bem diante dos seus olhos. Era novamente um homem muito alto, que usava um sobretudo preto e que carregava uma lanterna. O homem puxou Lucy pelo braço e a garota tentou se desvencilhar batendo nele, mas era inútil. Ele a arrastou com força até a viela de onde tinha saído e os dois sumiram, deixando a irmã Sara em pânico. Dois soldados que estavam de folga vieram ao seu socorro e correram para a viela. Lucy estava desmaiada no chão e só voltou a si dias depois. As roupas rasgadas e os cortes pelo corpo denunciavam que Spring Heeled Jack estava à solta ainda.
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A segunda versão relata que na verdade Lucy e Margareth Scales (note que o nome da irmão mudou) retornavam para casa após uma visita ao seu irmão quando viram um homem parado adiante vestido com uma capa negra. Quando elas passaram pelo figurão, de repente ele cuspiu chamas azuis no rosto de Lucy, o que a fez cair no chão e convulsionar por horas. O homem fugiu saltando pelos telhados, enquanto o irmão que ouvira os gritos de Margareth tinha vindo socorrer as duas. Margareth descreveu o maníaco como um homem alto, magro, muito bem vestido, usando uma capa negra e segurava uma lanterna como as que os policiais usavam.
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Dois ataques em tão pouco tempo chamaram a atenção das autoridades e a preocupação era iminente. Como capturar uma figura com descrições tão macabras?

A carta misteriosa e a grande caçada

O prefeito de Londres, Sir John Cowan, recebeu uma carta assinada por alguém que se identificava como “Morador de Peckham”. O texto contava sobre uma suposta aposta de 5 mil libras feita por um grupo de jovens nobres, cujo propósito era que um desses jovens se fantasiasse e fosse “assombrar” os vilarejos ao redor. Na carta ainda continham os lugares onde ocorreriam os “ataques”. Aparentemente os ataques de fato aconteceram e cerca de 7 moças haviam desmaiado, sendo que 2 delas teriam tido consequências posteriores de um colapso nervoso incurável, tornando-se um fardo para as famílias. Uma criada, ao ver o figurão diante de si, entrara em choque e até aquele momento não tinha se recuperado.


Os jornais continuavam a publicar sobre o caso e outras cartas de outras pessoas começaram a chegar para o prefeito. Todas elas relatavam casos bizarros de aparições e pegadinhas de muito mal gosto. Alguns ainda afirmavam que as moças eram machucadas por garras metálicas que o figurão vestia nas mãos. Em outros casos, as pessoas tinham literalmente morrido de susto, porém apenas um assassinato foi atribuído a Spring Heeled Jack.


Uma verdadeira caça às bruxas se iniciou. Grupos de busca foram formados e começaram a vigiar a cidade em busca do maníaco. A recompensa para quem o pegasse era boa. O respeitado Duque de Wellington, naquela época com mais de 70 anos, disse ter se deparado com o maníaco diversas vezes, mas nunca o pegaram. Cowan estava farto. Era hora de agir. Duas investigações policiais seriam importantes neste caso. A Polícia Metropolitana estaria a cargo de uma e a outra seria de responsabilidade de um membro da Patrulha de Bow Street, o James Lea, um famoso detetive da época.


Sobre o caso de Jane Alsop, Lea apurou que a jovem tinha bebido na véspera e ainda estava sob o efeito do álcool. Isso por si só poderia ter sido motivo para que ela tivesse confundido o rosto do agressor com algo mais demoníaco. Ele chegou ainda a interrogar diversos suspeitos, mas não obteve nada conclusivo, o que fez com que o caso fosse encerrado de repente por ineficiência dos procedimentos adotados na investigação. Isso não agradou a população local e iniciou-se uma histeria coletiva. Agora o Spring Heeled Jack era visto em cada canto por várias pessoas e várias vezes por dia. A criatura ganhou uma fama ainda mais mítica, sendo chamado de “O terror de Londres” (The Terror of London).

Histeria coletiva

Naquele mesmo ano os relatos pipocaram. As aparições variavam de um homem alto e bem vestido a uma criatura com chifres. Mulheres eram constantemente atacadas, algumas diziam que tinham sido estupradas e um pobre marinheiro quase foi linchado por uma multidão por simplesmente dirigir a palavra a uma mulher.


É claro que todos também tinham suas teorias de como e de quem era o agressor. Alguns diziam que um demônio teria escapado do porão de uma igreja, outros contavam que era um fantasma de um estuprador morto séculos antes e tinham ainda os que achavam que ele era o filho degenerado de um Lorde.

Os retornos

Com o passar do tempo o caso esfriou e as pessoas esqueceram. O Spring Heeled Jack se tornou apenas uma lenda local. Era uma época de transformações e avanços, então os londrinos não tinham tempo pra gastar com lendas.
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Porém, em 1845 surgiu um novo relato vindo de Jacobs Island, ao sul do rio Tâmisa. Maria Davis, uma prostituta, foi abordada por um figurão que vestia sobretudo e capuz. De repente ele a atacou com garras metálicas e afiadas, deixando-a bastante machucada. Em pânico, Maria pulou de uma ponte. Quando foi resgatada, revelou o que tinha visto às autoridades: um homem alto, com chifres na cabeça e uma face demoníaca. Ela ainda revelou que o viu saltar por cima de um prédio antes de ataca-la. Seria um novo ataque do Spring Heeled Jack? Ninguém nunca soube dizer.
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Outro relato igualmente estranho veio à tona em 1877, no Quartel de Aldershot em Surrey. O lar de 10 mil soldados era também o centro de comando do exército britânico. Já era de tarde quando um sentinela guardava o portão norte. Ele então ouviu o barulho de molas metálicas e avistou uma figura encapuzada e alta saltitando. O jovem guarda tentou abordá-lo, mas num salto o figurão escapou por cima do muro do quartel. O guarda revelou que os tiros pareciam não afetá-lo. Nas semanas seguintes os guardas relataram terem visto e ouvido coisas estranhas ao redor do lugar. Temendo o pior, o comandante distribuiu munição e redobrou a guarda, o que resultou num guarda assustado atirando contra um suposto vulto sinistro. Na verdade eram 3 cidadãos inocentes e um deles acabou morto. Os jornais então começaram a divulgar que Spring Heeled Jack tinha retornado.
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Novamente começou uma histeria coletiva e toda semana apareciam pequenos relatos sobre o figurão sinistro, sendo que em um deles os moradores de um vilarejo tinham atirado com rifles e quando as balas atingiam o Jack, este fazia um barulho metálico, como se as balas estivessem de fato batendo em alguma placa de metal. Ele foi o culpado de atacar carruagens, pessoas, de passar as noites pulando de telhado em telhado, de assustar as pobres moças e em alguns casos teve a ousadia de aparecer para grupos inteiros. Felizmente este caos durou bem menos que a primeira histeria e logo todos esqueceram do maníaco sinistro.


Quase 70 anos após o primeiro ataque, por volta de 1888, Spring Heeled Jack voltou a ser notícia. Naquela época o Jack, o estripador tinha feito suas vítimas, mas o antigo maníaco voltou para competir. Seria Jack, o estripador, o mesmo maníaco demoníaco de mais de 3 décadas antes? A lenda ganhou força quando um jornal contou que o maníaco saltava pelos telhados dos prédios para escapar da polícia. Entretanto os casos grotescos revelavam que tudo ia além de uma simples lenda. A coisa toda era macabra demais e as autoridades levavam a sério, o que as fez descartar imediatamente a possibilidade de ser um retorno tardio de Spring Heeled Jack.

Spring Heeled Jack centenário

Acredite se quiser, mas em pleno século XX houveram mais relatos de aparições do maníaco. Em 1904, uma figura alta e veloz apareceu saltando do chão ao topo de um prédio diante de um grupo de 100 pessoas que estavam nos arredores da estação William Henry em Liverpool em plena luz do dia. Ninguém entendeu o que aconteceu, mas logo vieram as teorias. Spring Heeled Jack tornou a ser notícia. Nas décadas seguintes ele não foi esquecido, sendo inclusive relatado em 1967 um figurão atacou duas jovem em Trafalgar Square. Em 1976 um maluco saltou sobre o teto de um carro e depois para cima de uma estátua no Hide Park e em 1997 um bando de turistas flagrou uma figura saltitante nas margens do rio Tâmisa.

Um olhar cético

Mas seria possível criar um sapato com molas? Sim e os alemães por pouco não obtiveram sucesso durante a segunda guerra. Eu sei que parece mais coisa do Inspetor Bugiganga, mas é possível. O problema que os alemães encontraram foi a aterrissagem que geralmente era catastrófica, pois acabava em ossos das pernas quebrados e quadris deslocados. Nada impedia de os vitorianos criarem algo mais arcaico, já que era a era das invenções.

Hoje nós temos botas especializadas para um esporte específico, o Skyrunner, e que podem chegar a mais de 2 metros de altura em um pulo. Não é muito comum no Brasil, mas na Europa e nos Estados Unidos é uma febre.


Também tem os kangoo jumps (ou botas suíças) que são botas com uma espécie de mola embaixo e que são usadas principalmente pra fitness e corridas.


Mas, claro, nenhum desses dois chega nem perto do design dos sapatos da Era Vitoriana, o que faz a gente questionar a altura dos saltos do Spring Heeled Jack.
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A teoria mais aceita, entretanto, é de que algum jovem rico engraçadinho resolveu fazer brincadeiras de mau gosto. Os outros casos, se é que são verdadeiros, podem ter sido uma confusão de ataques de estupradores e ladrões que já eram bastante comuns pra época. Vamos contar também com a ajuda do sensacionalismo, que provavelmente manteve a lenda viva e atingiu em cheio a imaginação das pessoas. Por fim, a histeria coletiva deu um poder quase mítico a essa figura.

Literatura e cultura

Spring Heeled Jack é um tema abordado constantemente na literatura, tendo ganhado até mesmo menção em séries de prestígio internacional. Na Era Vitoriana ele se tornou uma lenda tão forte que era representado em teatros de pessoas e fantoches constantemente. Ele se tornou parte do folclore inglês, tendo quase a mesma importância do Saci Pererê aqui no Brasil.
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Aliás, o termo “Spring Heeled Jack” é usado pelos londrinos para descrever fenômenos sobrenaturais ou ameaçadores.

Veja mais:
Carta anônima ao prefeito Cowan de Londres na íntegra (em inglês): link


Para ver outras coisas estranhas e incomuns, acesse a nossa coluna de bizarrices!

MadBizarrice - Especial de Dia das Bruxas: CHUPA-CABRA


Por fim chegamos à última postagem do especial de dia das bruxas de 2015! Essa lenda talvez seja a mais famosa da lista e também exclusiva das Américas, principalmente a Latina. É uma das poucas lendas que não perdeu a força mesmo depois de vários anos e que intriga muito caçador de monstros.

Os ataques

Casos foram relatados em Porto Rico, República Dominicana, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Honduras, El Salvador, Nicarágua, Panamá, Peru, Estados Unidos, México e Brasil nos anos 90. A repercussão foi maior no México, onde houveram mais casos.

Aparentemente os fazendeiros encontravam cabras mortas de forma bastante estranha. Parecia que as criaturas tinham sido literalmente sugadas, pois não havia uma gota de sangue em suas carcaças. A única marca que ficava era uma dentada no pescoço ou no tórax do bicho. Daí o nome “chupa-cabra”.


No Brasil foram detectados inicialmente 8 mortes em um só ataque em 1995. Até o final daquele ano foram registrados cerca de mil mortes. Outros animais também foram atacados pelas Américas como ovelhas, carneiros, galinhas, porcos, coelhos, cães e o pequeno gado como os bezerros.

Quem é o chupa-cabra?

Ninguém sabe ao certo. De vez em quando aparece um relato de avistamento de algum bicho estranho, mas nada é comprovado. Fotos também são controversas. A maioria é de animais comuns que vivem na mata e cachorros em decomposição. As únicas coisas que se sabem sobre ele é que é um tipo de vampiro que adora sangue de animais e que é muito bom em se esconder. Alguns acreditam que seja um morcego gigante, outros acreditam que sejam ETs que pegam sangue para fazer experiências e ainda há os que defendem que é uma criatura geneticamente modificada que fugiu de algum laboratório. Não vamos esquecer que ainda tem os defensores da ideia de que o chupa-cabras nada mais é do que um demônio solto na Terra pra nos castigar. Outras teorias populares sugerem que possa ser um animal que ainda não foi descoberto pela ciência ou que seja um fóssil vivo, ou seja, um animal que vivia na época dos dinossauros e que todos nós achávamos que estava morto, mas não está e atacou as pobres cabras. Os ataques também sempre ocorrem durante a madrugada, o que dificulta ainda mais flagrar o bicho em ação. Foram também encontradas pegadas próximas dos locais de ataque.


As referências

Provavelmente a história surgiu como uma variação de uma lenda urbana americana de 1967, onde uma égua morreu de forma trágica e muito bizarra. Seu corpo foi encontrado mutilado e aberto, o que assustou os moradores da região. Os boatos não demoraram a correr de que havia um monstro atacando animais ou de que havia uma seita de magia negra sacrificando animais para o chifrudinho. Segundo especialistas, a mutilação era provavelmente uma técnica de sacrifício, já que o animal sofria de infecção generalizada. Foram dados tiros nas patas e por fim um golpe no pescoço. Acredita-se que algum coiote tenha se aproveitado e tentando arrancar um bife para o jantar, o que explicaria a grotesca aparência da carcaça no final e a falta de alguns pedaços no seu interior. A questão é que o couro do cavalo continuou intacto, exceto pelo corte no pescoço. Essa lenda se espalhou pelas 3 Américas e outros casos semelhantes foram relatados depois.

Outra lenda que pode ter contribuído bastante foi a do “vampiro de Moca”, ocorrido em 1975 na região de Moca, em Porto Rico. Assim como o chupa-cabra, o vampiro de Moca também sugava o sangue de aves e animais de pequeno porte como cabras, mas o diâmetro das feridas chegava a 25mm, o que é bem grande se formos analisar. Seriam belos dentões entrando no pescoço da pobre vítima. Os ataques também ocorriam somente de madrugada, mas o bicho nunca foi pego. As autoridades suspeitaram de rituais de magia negra, o que explicaria as feridas grandes que poderiam ter sido feitas por um objeto.

As contradições


Logo que começaram os ataques, várias pessoas dos povoados ao redor em Porto Rico revelaram ter visto o chupa-cabras. Infelizmente todos eles davam características diferentes, o que não ajudou nem um pouco as autoridades.


Uns diziam que ele tinha escamas, outros que ele tinha garras como as de um caranguejo, que tinha olhos vermelhos, que andava como um réptil, mãos de 3 dedos, cabeças redondas, cabeças achatadas, que era recoberto com pelo negro, que podia mudar de cor como um camaleão, que podia voar ou saltar, etc... As estaturas variavam de 0,90 a 1,80m de altura.


A verdade

Várias análises das carcaças foram feitas pelas Américas. Em alguns casos foram detectadas marca de ataques de pumas e jaguares. Em alguns haviam ferimentos de picadores de gelo (um espeto de metal usado pra picar blocos de gelo). Outros casos revelaram que as pegadas pertenciam a uma matilha de cães selvagens.

O interessante é que nenhuma análise feita por veterinários confirmou a total ausência de sangue.

Provavelmente este era um cachorro selvagem e não um chupa-cabra.

Animais migram e isso é um fato. Animais atacam para comer e isso também é um fato. Na América do Norte é comum os animais migrarem e essa viagem os deixa tão cansados que é mais fácil para eles atacar outros animais que já estejam enjaulados do que sair caçando pela floresta. Isso poderia explicar a onda de ataques que ocorreu no México, principalmente causada pela migração em massa motivada por uma forte seca. Sabe-se que há animais como os corvos que não dilaceram o exterior das carcaças, somente o interior, o que explicaria porque muitas delas estavam praticamente inteiras. Casos do Brasil, por exemplo, não passaram de ataques de outros animais como onças, leões-da-montanha, etc e que foram interpretados como sendo do chupa-cabras.

O caso na verdade foi um prato cheio para jornais sensacionalistas que, como a gente sabe, são uma erva daninha no jornalismo. Todos os ataques foram relatados por jornais sensacionalistas e nenhuma opinião ou análise de especialistas foi amplamente publicada. Claro, senão a lenda se acabaria de uma vez e eles não teriam mais trabalho a fazer, não é mesmo?




Este post faz parte do especial de dia das bruxas de 2015 - LENDAS URBANAS. Para ver outros posts deste especial clique aqui.

MadBizarrice - Especial de Dia das Bruxas: BEBÊ DIABO


Lembra do jornal Notícias Populares que mencionei na postagem da Loira do banheiro e da gangue de palhaços? Pois é, outra lenda urbana surgiu graças a ele.

A lenda
Na década de 70 as pessoas leram aterrorizadas sobre a vinda do filho do capeta ao mundo e bem no Brasil. Segundo o jornal, o bebê tinha nascido com chifres, casco e um rabo no hospital da cidade de São Bernardo.

"Nasceu o diabo em São Paulo"

As enfermeiras morriam de medo dele, principalmente porque tinha a voz grossa e soltava fogo pela boca. Depois, quando saiu da maternidade as pessoas relatavam que ele pulava telhados, atazanava os vizinhos, tentava sugar o sangue das pessoas, palitava os dentes com um facão, perambulava à noite e atrapalhava os táxis, tocava as campainhas e saia correndo, etc. As pessoas temiam só de pensar que uma criatura dessas podia existir. Logo o Brasil inteiro se viu chocado e aterrorizado.

Durante um parto incrivelmente fantástico e cheio de mistérios, correria e pânico por parte de enfermeiros e médicos, uma senhora deu a luz num hospital de São Bernardo do Campo a uma estranha criatura, com aparência sobrenaturais, que tem todas as características do Diabo, em carne e osso. O bebezinho, que já nasceu falando e ameaçou sua mãe de morte, tem o corpo totalmente cheio de pelos, dois chifres na cabeça e um rabo de aproximadamente cinco centímetros, além de um olhar feroz, que causa medo e arrepios.


A verdade

Segundo o jornalista Jorge Tadeu , autor do livro “Lendas Urbanas” da Editora Planeta, e que investigou o caso, os médicos lhe garantiram que de fato tinha nascido um bebê deformado no hospital naquela época, mas nada passava de um prolongamento no cóccix e duas pequenas saliências na testa. Bastou apenas uma cirurgia na maternidade e o bebê ficou bem. Mas o estrago já estava feito e até as enfermeiras se benziam, rezavam o pai nosso ou se recusavam a falar do caso quando ele perguntava algo a elas.

A edição sensacionalista bateu o recorde em vendas do jornal, mas a que preço? Satirizar e demonizar um bebê que nasceu com uma deformidade não é algo legal, concorda? Ainda sim a história vendia tanto que por 37 dias o assunto esteve na capa do jornal, explorando todas as possibilidades e meios de aterrorizar as pessoas com mentiras das mais descabidas possíveis. E a coisa toda não se limitava somente às histórias fantasiosas. Padres, especialistas, médicos e tudo quanto era gente vinha dar entrevistas e explicar os ocorridos e os motivos da existência daquela coisa.

Confira algumas notícias que foram destaque naquele mês macabro (clique para ampliar):

"Mais 7 viram o bebê diabo"

"Viu bebê diabo e ficou louca"

"Fazendeiro é o pai do bebê diabo"

"Nós vimos o bebê diabo"

"Procissão expulsará bebê diabo"

"Sequestrado bebê diabo"

"Bebê diabo nos telhados das casas do ABC"

Nas manchetes que seguiram, o bebê diabo infernizou pessoas, pulou em telhados, pediu sangue para beber, tocou campainhas, palitou os dentes com um facão e até parou um táxi à noite, deixando o motorista assustado ao falar que o destino da corrida seria o inferno. Um belo dia ele sumiu e ninguém nunca mais ouviu falar do tal bebê diabo, que hoje seria um adulto.

"Bebê diabo desaparece"

Amado por uns, odiado por outros e temido por milhares, o bebê diabo aterrorizou moradores de São Paulo e do Brasil, mesmo sem ter existido.


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MadBizarrice - Especial de Dia das Bruxas: SERINGAS CONTAMINADAS


A lenda surgiu na década de 90, logo depois do BOOM da AIDS nos anos 80. As pessoas ainda temiam muito a doença e não se tinha tanta informação como hoje, o que provavelmente explica o surgimento de uma lenda tão ridícula e ao mesmo tempo clássica. A lenda se espalhou pela internet e teve como palco várias cidades do mundo, incluindo Rio de Janeiro e São Paulo.


Segundo a história, alguém espalhou seringas contaminadas com sangue de aidéticos pelas poltronas de um cinema. Os pobres espectadores sentavam-se e levavam uma picada. Pronto, estavam contaminados e condenados pelo resto de suas vidas. Há versões que contam ainda que um rapaz, após ter sido picado e descoberto a seringa ainda encontrou um bilhete que dizia: “Bem vindo ao mundo real, agora você também faz parte do mundo do soropositivo!”. Depois ele fez um exame de sangue e constatou que realmente estava contaminado.

A lenda da lenda

Ela provavelmente derivou de uma antiga lenda da década de 30 do “homem da agulha” que circulava pela Europa e Estados Unidos. As pessoas contavam que um homem andava com uma seringa escondida na roupa e sempre ia ao cinema para fazer as suas vítimas. Assim que encontrava uma mulher sozinha, ele e um ajudante se sentavam um de cada lado dela e aplicavam uma injeção de morfina que a fazia cair no sono. Ela era então retirada do cinema e nunca mais ninguém a via. Algumas pessoas acreditavam que essas garotas eram submetidas à prostituição forçada. A lenda servia para alertar as moças dos perigos de se andar sozinha.

Mas é realmente possível se contaminar com uma seringa?

Sim. É por isso que nos hospitais e clínicas sempre tem uma caixinha amarela de descarte de seringas. Aquele material é levado ao incinerador depois e ninguém deve enfiar a mão lá dentro.

Outra prova são os altos índices de aidéticos entre viciados em drogas injetáveis, pois costumam compartilhar as agulhas e acabam se infectando. Gia Carangi, a primeira supermodelo do mundo, se infectou dessa forma nos anos 80 e morreu algum tempo depois aos 26 anos (na época ainda não tinha aqueles coquetéis de remédios).

Gia Carangi

Há também diversos casos e relatos de ladrões que tentaram assaltar lojas e atacar policiais com agulhas teoricamente infectadas com AIDS. Inclusive na década de 90, na Austrália, um prisioneiro atacou um policial com uma agulha infectada com seu próprio sangue com AIDS. O pobre policial realmente contraiu o vírus.

Entretanto vale lembrar de que o vírus não dura muito tempo fora do organismo, de forma que o criminoso maluco teria que tirar o sangue quase que na mesma hora que você se sentasse na poltrona para conseguir te contaminar com certeza, o que é um fato que por si só já faz toda a história ruir. A AIDS só pode ser transmitida quando há troca de sangue, ou seja, se uma ferida aberta recebe sangue contaminado, então o vírus entra no seu organismo. Sem isso, é impossível se contaminar (sim, você pode abraçar pessoas aidéticas sem problema algum).



Este post faz parte do especial de dia das bruxas de 2015 - LENDAS URBANAS. Para ver outros posts deste especial clique aqui.

MadBizarrice - Especial de Dia das Bruxas: FAMOSOS QUE FIZERAM PACTO COM O DIABO


É comum pensar que um artista que consegue uma fama lendária e de forma relativamente rápida possa ter algum “adicional” à sua carreira, uma “sorte extra” digamos assim. Há casos na história de celebridades que realmente apelaram por uma ajuda com o pata rachada. Aqui no Brasil são raros os casos, mas até hoje repercutem pra valer e chegam até a ser motivo de chacota.

Rainha dos baixinhos do mal - claro que a Xuxa não poderia ficar de fora dessa. Xuxa foi acusada várias vezes de ter feito pacto com o diabo, pacto este que teoricamente lhe rendeu uma bela fortuna e fama por todo o mundo. Entretanto, a história toda por trás desse boato dos anos 80 é tão bizarra quanto o próprio boato em si. Acontece que essa falácia toda não começou no Brasil, por incrível que pareça, e sim no Chile. Segundo Marlene Mattos, uma antiga assessora de Xuxa, grupos satanistas chilenos distorceram as fitas de música da Xuxa nos anos 80. A coisa toda ficou tão macabra que chegou a virar notícia sensacionalista de jornal de TV chileno. Segundo estes mesmos grupos, era possível ouvir a frase “El diablo es magnifico” (O diabo é magnífico) quando se tocava as músicas de trás pra frente. Tais fitas não demoraram a chegar nas mãos de adolescentes nas escolas e toda a história se espalhou mais rápido que a peste negra na Europa medieval. Eles também afirmavam que símbolos nas roupas dela eram satânicos.


O pastor fanático Josué Yrion (sim, o mesmo cara que tentou demonizar o Pokémon e a Nintendo) foi o primeiro a espalhar o boato pelas Américas e afirmava que ela doava sangue ao tinhoso, sem contar que também espalhava que o nome “Xuxa” era uma junção de dois demônios brasileiros chamados “eXU” e “oriXA” (ele chamou de demônios, não eu). Yrion trabalhava na época numa missão naquele país. Xuxa chegou a ser hostilizada 3 vezes em shows que fez pelo país, principalmente no mundialmente famoso “Festival de Viña del Mar” que ocorre todos os anos no Chile. Entretanto, vale lembrar de que o público chileno também é conhecido como “El monstro” pela sua péssima mania de hostilizar qualquer um no palco, inclusive artistas chilenos (qual é o problema desses caras?). Se aqui no Brasil ela é adorada, no Chile ela tem uma fama destruidora e muito negativa até hoje.

Os boatos chegaram ao Brasil graças ao bruxo “tio Chico”, mas com menos força e, apesar de perdurarem até os dias atuais, não foram capazes de manchar pra valer sua imagem por aqui. Entretanto, Xuxa chegou a receber uma indenização de 150mil reais em 2011 de um processo contra a igreja Universal porque eles publicaram em 2008 que ela tinha feito pacto com o rabo de seta na Folha Universal, o jornal da própria igreja. Curiosamente agora ela trabalha na emissora do dono da Universal, o Edir Macedo. Vai entender...


O ex-paquito Xand confessou também que rituais satânicos eram feitos para Xuxa e muitas vezes contavam com a sua presença. Nada nunca foi provado e Xuxa desmente tudo, além de provar unicamente que é uma católica fervorosa e que não tem preconceito contra religiões pentecostais. Seja como for, eu acho melhor ela ficar bem longe do Chile.


Política diabólica – já rolavam uns boatos de que Fernando Collor estava metido em alguma espécie de pacto com o tinhoso, mas ninguém nunca acreditou. Por fim sua ex-esposa Rosane Collor o dedurou. Sim, Collor fez uns rituais macabros de sacrifício humano em troca de poder. Segundo ela, Collor e seus assessores faziam rituais de magia negra em cemitérios e costumavam sacrificar animais e bebês humanos. Quem comandava tais atrocidades era a bruxa Maria Cecília, que curiosamente aparece ao lado dele em várias fotos da época em que foi presidente. Hoje, Maria Cecília é pastora evangélica e não desmentiu nenhuma história dos rituais. Entretanto, revelou que recebeu ameaças de Collor por telefone para que se calasse. Alguns acreditam que mexer com o tinhoso foi o motivo pelo qual Collor foi o único presidente do Brasil a passar pela vergonha máxima de receber um belo e pesado impeachment nas costas, ou seja, um belo castigo divino. E não é pra menos, afinal o cara travou a economia brasileira e roubou milhões. Enfim, o caso é que Collor nunca fala sobre o assunto, ou seja, não diz a verdade, mas também não desmente os boatos.


Axé de Exu - Rolaram alguns boatos de que a rainha do axé, Ivetão Ivetchy Ivete Sangalo, teria feito pacto com o diabo pela fama e fortuna. Alguns fanáticos afirmam que suas músicas são uma espécie de louvor ao capeta. Daniela Mercury também foi envolvida em boatos do tipo, principalmente depois de assumir a sua homossexualidade.

Daniela e Ivete.


Sertanejo macabro – depois do rompimento do relacionamento, uma ex-namorada de Luan Santana, a Jade Simões, afirmou que o rapaz teria feito pacto com o diabo. A moça ganhou fama depois que fotos dos dois juntos foram divulgadas para abafar um print de uma suposta conversa no MSN (limpa a garganta) "quente" do cantor com outro homem. Enfim, abaixo está o que a moça disse ao jornalista do site "O canal":


Ouvi comentários de que o cantor teria feito um pacto com o diabo. Sabe alguma coisa a respeito?
- Em Maio de 2008, familiares do Luan teve uma recaída espiritual, sobre alguns problemas que tiveram, e eles iriam a falência, nem o Empresário haveria chance de reverter a história, e eles procuraram uma mulher de Ponta Porã para ajudá-los, e ela deu várias opções a eles em relação ao sucesso do Luan, somente ele iria reverter tudo aquilo, ela propôs ao Empresário e aos familiares do Luan, fazer uma associação com “Espiritismo” e a carreira do Luan seria abençoada e teria fama para o resto da vida, em troca ela queria um apartamento no Rio de janeiro e uma quantia de dinheiro na sua conta, eles aceitaram e fizeram o combinado, a mulher disse “depois que eu fazer o trabalho, a fama dele vai crescer rapidamente com essa música ‘Meteoro’”. Quando eles mandaram a musica para ela fazer o trabalho, a música veio com vozes de fundo, coisa assustadoras e quem ouvisse a música iria viciar, ele teria um número imenso de fãs, e esses fãs não iriam conseguir ficar mais que três dias sem ouvir Luan Santana.

Isso, claro, assustou muitos fãs e a notícia se espalhou pelos amantes da música sertaneja. Por sorte ela desmentiu depois, mas quem é que pode nos garantir que o moço não esteja envolvido em maracutaia de magia negra? Principalmente porque ele conseguiu uma fama extraordinária praticamente do nada! Ficamos só nas especulações mesmo...


Este post faz parte do especial de dia das bruxas de 2015 - LENDAS URBANAS. Para ver outros posts deste especial clique aqui.

MadBizarrice - Especial de Dia das Bruxas: PALHAÇOS MALDITOS


Nunca entendi porque alguém se assusta com palhaços. A Neverland sempre odeia quando eu a chamo pra ir no circo. Enfim, tem gente que tem tanto pavor de palhaços que precisa até de tratamento psiquiátrico. Sério. Isso se chama Coulrofobia.

Acontece que na década de 90 circulou uma notícia de que havia um grupo de palhaços assassinos à solta. Notícia criada pelo famigerado “Notícias Populares”, é, aquele jornal que eu mencionei no post da loira do banheiro e que tinha o costume de inventar histórias sensacionalistas de 5ª categoria. A histeria tomou conta primeiro da cidade de Osasco, na grande São Paulo, depois da capital e por fim do Estado todo de São Paulo. Nunca houveram provas de que o caso fosse real, mas as lendas contavam que um grupo de palhaços abordava crianças e as atraía com doces, depois as enfiava em sua Komb azul ou branca, as sequestravam, tiravam seus órgãos e vendiam no mercado negro.


Outra versão conta que esse grupo de palhaços e uma bailarina se apresentavam em praças. Durante a confusão de suas palhaçadas, eles sequestravam as crianças da plateia. Seu objetivo era vender os órgãos das crianças no mercado negro e tráfico humano para prostituição.

Inspiração em uma história real

Na década de 60, um maluco serial killer chamado John Wayne Gacy se vestia de palhaço, atraía garotos adolescentes, dopava-os, amarrava, molestava, torturava e por fim os matava. Acredita-se que matou mais de 30 garotos e os enterrou no porão de sua casa. Essa história macabra foi real e aconteceu nos Estados Unidos. Gacy tinha transtorno de personalidade por causa de traumas de infância, então quando se tornava o “palhaço” (tinha 4 personalidades ao todo), também se tornava um assassino cruel e sádico. Provavelmente as lendas urbanas brasileiras surgiram como uma variação desse caso americano, entretanto nós nunca tivemos de fato um palhaço assassino no Brasil (por enquanto).  Aliás, o filme It teve inspiração nesse caso também.

Sabe quando a sua mãe avisa pra que você não fale com estranhos? Essa lenda é a ilustração perfeita disso e provavelmente foi muito difundida pra aterrorizar as crianças e adolescentes afim de que os poupasse de contato com estranhos.



Veja mais:
Coulrofobia


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