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MadCurioso: o misterioso jogo Deadly Double


A tensão causada pela segunda guerra já estava se tornando tão palpável que quase podia ser cortada com uma faca. Bastava uma pequena faísca para tudo explodir de vez. Esse era o cenário em 1941, ano em que os Estados Unidos entraram na guerra pra valer. Mas enquanto nada de fato acontecia, dois anúncios estranhos apareceram em uma revista chamada "New Yorker".
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Os anúncios estranhos
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Aparentemente inofensivo, o primeiro anúncio que ficava na página 32 da revista tinha a palavra "atenção" em 3 línguas: uchtung (alemão), warning (inglês) e alerte (francês). Na parte inferior tinha uma figura de dois dados, um branco e outro preto, com os números 12, XX (seria 20 em algarismos romanos?), 24, 5, 0 e 7. O anúncio pedia para que o leitor visse um segundo anúncio na página 86. Por fim, havia a marca da empresa anunciante: Monarch Publishing Co. - Nova Iorque. Mesmo naquela época, o anúncio parecia ser bastante incomum e ter um design estranho.

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Então a pessoa ia até a tal página 86 e encontrava um anúncio muito maior e mais específico que tinha uma figura cuja parte superior retratava um ataque aéreo e a parte inferior retratava um grupo de pessoas aparentemente confinadas numa espécie de abrigo ou bunker e jogando dados. Em seguida as 3 traduções da palavra "alerta" apareciam novamente. O texto a seguir contava mais o que era tudo aquilo:
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Esperamos que você nunca tenha que passar uma longa noite de inverno num abrigo antiaéreo, mas estávamos apenas pensando...é apenas senso comum estar preparado. Se você não estiver muito ocupado entre o agora e o Natal, por que não se sentar e planejar uma lista de coisas que irá querer ter em mãos.
...Enlatados, claro, e velas, sterno*, água engarrafada, açúcar, café ou chá, conhaque e alguns cigarros, blusas de frio e cobertores, livros ou revistas, cápsulas de vitaminas...e embora não haja tempo, de fato, para pensar no que está na moda, apostamos que a maioria dos seus amigos irá lembrar de incluir estes intrigantes dados e fichas que se tornaram o jogo favorito de Chicago
"O DUPLO MORTAL"

*Sterno é um tipo de lata com combustível que se usa para cozinhar coisas em acampamentos por exemplo, ou seja, praticamente um fogão portátil e descartável.
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Evidentemente todos estes itens citados seriam bastante úteis em caso de ataque aéreo, onde as pessoas teriam que ficar num abrigo por horas ou até dias. O anúncio então terminava com a figura de uma águia de duas cabeças segurando um escudo com dois "X"s no centro. Havia por fim um pequeno aviso de que o tal jogo estaria disponível em todas as lojas de departamentos do país.

O que torna tudo ainda mais estranho é o fato de que parece que todos ignoraram completamente o que se dizia nos anúncios. A verdade é que na época todos os anúncios eram tão apelativos e dramáticos que as pessoas já nem se importavam mais. Então por que o deadly double se tornou uma lenda?
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Numerologia
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A numerologia trata de encontrar coincidências em números que incialmente parecem desconexos. Entretanto, apesar da árdua tarefa de analisar cada número e conectá-lo a eventos futuros ou passados, a maioria das teorias é balela e não tem credibilidade alguma. Mas é claro que os numerologistas não poderiam deixar os famosos dados do jogo passarem desapercebidos.
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Analisando melhor a situação, o que se percebeu foi que os anúncios tinham sido publicados apenas 16 dias antes do famoso e fatal ataque de Pearl Harbor acontecer, ou seja, a “desculpa” que os Estados Unidos usaram pra entrar de vez na segunda guerra. Teria sido de propósito ou foi só uma coincidência?

O destroier USS Shaw que estava em Pearl Harbor explodiu depois que foi bombardeado pelos japoneses no dia 7 de dezembro de 1941.
Quanto aos números: 12, XX (ou 20), 24, 5, 0 e 7.
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O ataque aconteceu no dia 7 de dezembro daquele mesmo ano, ou seja, 7/12. Os números 5 e 0 foram interpretados como sendo 5 de 24 horas. Entretanto o ataque ocorreu às 7 da manhã, então alguns acreditam que 5 era a hora planejada, mas houve um atraso e acabou acontecendo às 7. O número 20 seria a latitude do alvo. Sobrou então o número 24. Teorias apontam que podia significar um código de identificação do responsável pelo anúncio.
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Seria então um aviso de que um ataque aéreo poderoso estava por vir?
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Imagens
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A imagem do segundo anúncio ainda levanta discussões. Há quem ache que a superfície é terra e há quem ache que é água. Se for água mesmo, então podemos ver uma explosão no canto esquerdo e holofotes iluminando o céu. As figuras no céu podem ser interpretadas como aviões bombardeiros. Como Pearl Harbor ficava no Havaí, então seria bastante coincidência ter água na imagem e um ataque aéreo acontecendo.
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Na parte inferior da ilustração, as pessoas no bunker não parecem incomuns e estão contentes em jogar e fazer suas apostas nos dados. Claro que há um rapaz no canto direito olhando meio estranho, mas é algo que foi relevado.
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No final do anúncio havia a estranha águia. Esse símbolo era muito conhecido e amplamente utilizado pelos nazistas. Podia talvez representar duas grandes potências da época: Alemanha e Japão. O nome do jogo “deadly double” poderia ser uma alusão do ataque que as duas estariam promovendo contra os americanos.
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Estariam as duas tramando mesmo contra os Estados Unidos?
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As investigações
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O FBI não deixou barato. Aquilo tinha que ser investigado porque poderia ser uma espécie de código secreto para armar um ataque. Quando procuraram pela Monarch Publishing Co., descobriram que ela não existia. Acharam que poderia ser uma empresa fantasma.
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O jeito foi interrogar o pessoal da revista New Yorker. Um dos editores revelou que os anúncios tinham sido entregues por um homem branco que pagou tudo em dinheiro e nunca revelou o seu nome. As investigações então continuaram e até encontraram um suspeito chamado Roger Craig. O problema é que ele tinha morrido misteriosamente em um acidente recentemente. A então recente viúva do Sr. Craig, a Sra. E. Shaw Cole of Montclair, afirmou que ajudou o marido a bolar os anúncios, mas que não tinha nada a ver com o ataque japonês de Pearl Harbor. Ela também não tinha ideia de onde ele tinha tirado os números estranhos dos dados e que tudo não passou de propaganda apelativa e coincidência. Por fim contestou como anúncios em uma revista local poderiam ser um aviso para o exército japonês que ficava do outro lado do Oceano Pacífico, principalmente numa época em que a comunicação era mais difícil de ser transmitida rapidamente.
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O jogo não foi encontrado em nenhuma loja de departamentos.
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Sem mais pistas, o caso acabou arquivado.
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O que a internet nos revelou
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É estranho pensar que esse jogo era tão misterioso e parecia prometer tanto, o que tornou tudo bizarro e parece ter sido esquecido com o tempo. A verdade é que tem fotos do tal jogo na internet. A caixa com a águia de duas cabeças impressa na frente é a prova de que algo nessa história não está batendo. Dentro, dois dados (um preto e um branco já amarelado pelo tempo) e valores estranhos se apresentam junto com um manual de como jogar. Se esse jogo existiu de fato, como ninguém o encontrou nas lojas?

"O Duplo Mortal - Um jogo para jogar por sua conta e risco"

Caixa e dados originais.
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Manual
 A verdade é que a viúva deixou claro que o jogo chegou a ser vendido nas lojas, mas não tão bem quanto eles esperavam e acabaram sendo retirados. Há alguns disponíveis para venda na internet, principalmente no Etsy e no Ebay.
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Os anúncios parecem apenas ter pego a onda do medo da guerra e usaram o mais puro marketing pra vender algo que era comum naquela época: jogos de dados. Por que não criar um mistério ao redor de um jogo tão simples? Venderia mais, certamente!
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Eu encontrei ainda um terceiro anúncio explicando o que era o Deadly Double, quanto custava e onde encontrá-lo (podem haver erros de tradução, então me corrijam nos comentários por favor).
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Clique para ampliar.
O Duplo Mortal
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Um jogo para jogar por sua conta e risco
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À venda nas lojas de departamentos e artigos esportivos e presentes para homens.
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O Duplo Mortal
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É apenas uma das armadilhas que está aguardando o desportista que se apossar deste fascinante novo jogo de pegar-e-tirar, a menos que o duplo mortal o pegue antes. É um joguinho muito bom e silencioso - pode ser jogado por qualquer número - ninguém tem que sentar e "apostar", mas certas regras devem ser escrupulosamente observadas.
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Não jogue em um cômodo que tenham facas à vista.
Não jogue em casa se você mora com seus parentes.
Não jogue com estranhos.
Não jogue se você só tem mais essa última camisa.
Não pense que pode derrotar o jogo com um "sistema".
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O que é afinal
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Tem dois dados muito inocentes. Você notará que tem números estranhos em um e até no outro. Mas não os deixe te incomodar. Tudo o que você tem que fazer é manter a cabeça erguida e sua mão firme, então jogue os dados. Tudo ficará bem por uns cinco minutos e então alguém atingirá o "duplo mortal". Você aprenderá o resto logo.
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As regras
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Podem ser aprendidas em poucos minutos de jogo. Tem 6 valores simples de pontuação.
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0,60 pela Edição Padrão numa caixa do tamanho para bolso.
2,50 pela Edição de Luxo, incluindo 200 fichas coloridas. Um presente diferente.
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Aqui a gente pode observar a ironia do Sr. Craig e como ele brinca com certas coisas, como dizendo que o jogo é silencioso, o que provavelmente é ótimo pra quem quer se esconder de soldados inimigos durante a guerra e ao mesmo tempo espantar o tédio. Também sobre não brincar com facas à vista ou com parentes por perto porque pode dar briga se você vencer o jogo. Há ainda uma menção a uma tabela que postei um pouco mais pra cima com 6 valores básicos de pontuação (matching number). E por fim ele explica que pode-se obter nas lojas de departamentos e em 2 versões, sendo uma mais completa e também mais cara.
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Essa é a versão de luxo. Repare nas fichas na parte inferior da caixa revestida com couro.

Uma análise sobre as imagens me fez pensar um pouco. Qual seria o sentido de pessoas comuns se esconderem em um bunker sob a água? Principalmente se estão morando num continente? Esse jogo certamente sequer chegou às ilhas do Pacífico, então não teria sentido mesmo. A superfície acima delas parece ser terra e nada mais, com uma montanha num dos cantos. E por que as pessoas estão tão contentes quando suas casas estão sendo bombardeadas? Talvez o Sr. Craig quisesse apenas criar a ilusão de que o jogo de dados era tão legal que você poderia se distrair e esquecer um pouco os horrores da guerra.
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A águia de duas cabeças não era exclusividade dos alemães nazistas. Uma rápida pesquisa me mostrou que ela era e ainda é um símbolo muito utilizado por toda a Europa, incluindo países como a Rússia (a águia bicéfala, como é conhecida, faz parte do atual escudo de armas russo), Áustria e Sérvia. Até mesmo o império bizantino usava ela. Isso por si só põe dúvida se o jogo tinha algo mesmo a ver com os nazistas.
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O que sabemos, entretanto, é que Craig tinha trabalhado para o Office of Strategic Services (Gabinete de Serviços Estratégicos), o precursor da CIA, durante a segunda guerra. Isso por si só poderia explicar o porquê dele utilizar símbolos tão estranhos e apelar tanto para o temor da guerra em seus anúncios.
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Não vou negar que ainda tenha um certo mistério ao redor do jogo, principalmente por envolver tantos símbolos suspeitos, mas talvez a Sra. Montclair estivesse certa, talvez tudo não tivesse passado de uma simples coincidência.
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E você, leitor (a), o que acha de tudo isso? Concorda ou discorda de mim? Diga pra gente aí nos comentários!
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Ficou ainda mais curioso(a)? Então veja o que já publicamos de curioso aqui!

A cara do comandante nazista Joseph Goebbels

...ao saber que o fotógrafo era judeu.




-Cê ta me tirando, mano?

Uma garotinha polonesa que cresceu num campo de concentração nazista

...desenhando sua "casa".


Propaganda nazista que mostra americanos bombardeando civis inocentes


Beseige nazista


O que diabos ta acontecendo com esses gamers?

Filmes que eu recomendo #70 - Fênix

Quanto você confia nas pessoas ao seu redor? Quanto você conhece delas? Às vezes os que são de sua confiança são os que menos merecem a sua atenção, afeto e principalmente confiança. O filme de hoje é "Fênix".

Nelly sobreviveu a um campo de concentração nazista e agora, com a ajuda de uma amiga, planeja retomar sua vida. De volta à Alemanha pós-guerra, ela busca um especialista para reconstruir seu rosto dilacerado por uma bala. Entretanto, o médico logo avisa: o rosto nunca mais será o mesmo. Já recuperada, ela decide procurar por seu marido. Ela o encontra trabalhando numa boate chamada Fênix e tenta uma reaproximação. Ele, por sua vez, não a reconhece e acha que é viúvo, mas lhe faz uma proposta no mínimo inusitada para conseguir ganhar a rica herança da família dela. Por outro lado, sua amiga esconde segredos obscuros sobre o passado do marido de Nelly. Será que ela irá conseguir voltar à sua vida de antes? Será que ela aceitará a proposta? E afinal, quais são estes segredos?

Excelente fotografia e trilha sonora! Vi esse filme há pouco tempo no cinema Caixa Belas Artes da Consolação (São Paulo) e fiquei realmente encantada com a história (e ainda está em exibição! Corre lá pra ver, é do lado da estação Paulista do metrô: link). Vale a pena assistir!


Título original: Phoenix
Lançamento: 2014 - Alemanha e Polônia
Direção: Christian Petzold
Elenco: Nina Hoss, Ronald Zehrfeld, Nina Kunzendorf, Imogen Kogge, Michael Maertens, Uwe Preuss, Claudia Geisler-Bading, Daniela Holtz, Felix Römer, Frank Seppeler, Kathrin Wehlisch, Michael Wenninger
Gênero: Drama


Quer conhecer outros filmes interessantes e legais? Acesse a nossa coluna de filmes!

MadCurioso: Invenções roubadas por nazistas


Os nazistas foram talvez o grupo mais interessado em avanços que o século XX teve. Eles procuravam pelas melhores tecnologias porque sabiam que isso lhes garantiria vantagens e de certo modo alguns privilégios. Entretanto seus engenheiros às vezes precisavam de um empurrãozinho para desenvolverem as técnicas e os inventos mais estranhos que o mundo já viu. Muitos deles foram roubados dos inventores originais, mas principalmente de um dos maiores gênios do mundo, o sérvio Nikola Tesla.

Listei aqui 3 deles:

O raio da morte - Nikola Tesla desenvolveu um projeto no mínimo bizarro e que tinha como função a proteção, já que ele era contra a guerra.
Na época ele procurava atrair a atenção dos militares para que pudessem patrocinar seus inventos e suas pesquisas. Dai surgiu a ideia de um raio da morte. O invento consistia em torres estrategicamente localizadas ao redor do pais e ao menor sinal de um iminente ataque aéreo, tais torres disparariam raios tão fortes que conseguiriam literalmente derreter qualquer aeronave, motores e cargas letais que pudessem carregar. Também tinha a vantagem de exterminar mísseis nucleares a uma boa distância. Tesla ainda afirmava que era possível exterminar facilmente um exército de um milhão de soldados de uma só vez. Ninguém sabe ao certo se Tesla conseguiu desenvolver tal raio, mas justamente no dia em que ele supostamente testou a arma, houve uma explosão em Tunguska, na Sibéria, que até hoje ninguém sabe como diabos aconteceu porque não tinham resquícios de meteoritos, bombas ou coisa do tipo.


Assustado, ele desmontou a arma e só foi revelar os detalhes anos depois para os militares americanos. Infelizmente eles nunca deram muita importância a esse invento até que começaram a surgir suspeitas de que os nazistas tinham tido acesso aos documentos originais. O interesse deles era vencer a corrida atômica, afim de desarmar ou criar algo mais poderoso do que a bomba que os aliados estavam desenvolvendo. Atualmente temos uma arma parecida: os lasers super poderosos e antimísseis.

Motor antigravidade - também conhecido por “black box” ou “caixa negra/preta”. Na época a marinha americana buscava algo para camuflar suas embarcações. A solução foi uma camuflagem óptica, na verdade uma ilusão que fizesse com que os aparelhos inimigos não detectassem as embarcações americanas.
Tesla e mais 3 amigos criaram uma espécie de amplificador que consistia em 3 grandes geradores conectados afim de obter um campo eletromagnético capaz de enganar radares. A caixa negra continha um motor que funcionava com um plasma chamado HHO que inflamava dentro dela, o que era mais seguro do que um motor a combustão comum. Por fim um poderoso campo eletromagnético era gerado, capaz de atrair até as peças de metais mais pesadas e por isso necessitava de uma supervisão constante e muito cuidadosa. Entretanto, qualquer deformação na caixa poderia causar o caos. O motor não funcionaria direito e poderia causar destruição ao seu redor. A operação ficou conhecida como “Operation Rainbow Project” ou “Experimento Filadélfia”. Os testes, no entanto, assustaram os cientistas militares.
O USS Eldridge quase sumiu e as pessoas relataram uma estranha névoa verde no lugar onde ele estava. Já alguns membros da tripulação queixaram-se de náuseas durante e depois do teste. A pedido da marinha, Tesla recalibrou o equipamento e fez um novo teste. Da segunda vez o navio desapareceu em um raio azul, mas os efeitos na tripulação foram catastróficos: além das fortes náuseas, agora tinham tontura forte, amnésia e alguns chegaram a desenvolver esquizofrenia depois. Alguns marinheiros foram encontrados presos em estruturas que tinham derretido na proa, sem contar que alguns desapareceram. Logo o projeto foi cancelado. Porém dois espiões nazistas, Otto Skorzeny (ex-guarda-costas de Hitler) e Reinhard Gehlen, afirmaram anos depois que conseguiram roubar um motor de antigravidade do segundo teste. Roubaram também outros projetos como o do disco voador (que falarei a seguir) e do raio da morte, depois mataram Tesla sufocado e em seguida fugiram em um submarino alemão para entregaram os projetos ao próprio “chefão”.

Otto Skorzeny e Adolf Hitler

Hitler queria vencer os aliados a qualquer custo, por isso grampeou o telefone de Tesla e seus espiões ficaram de olho nas invenções que ele criava para as forças armadas aliadas. Dias antes de roubarem, os dois espiões enganaram Tesla para que contasse quase tudo a respeito de seus projetos militares. Quanto aos espiões, bem durante o julgamento de Nuremberg foram ouvidos e sentenciados. Mais tarde o governo americano concedeu novas identidades em troca de informações valiosas e eles viveram até a velhice numa boa.

Disco voador - Utilizando 3 motores de antigravidade em um disco, mas distribuídos de forma estratégica, Tesla conseguiu fazer com que o disco flutuasse e pudesse se mover tão rápido que acreditava-se que chegava na velocidade da luz. Cada um dos motores tinha buracos que permitiam ver a luz do plasma inflamando lá dentro.


Tesla pretendia mostrar o invento na Convenção de Genebra e seria um equipamento para a paz, propagando energia wi-fi (sem fio).

Não demorou muito para os nazistas botarem a mão nos projetos e começarem a desenvolver os seus próprios discos voadores “Foo Fighters” conhecidos como Haunebu, Hauneburg-Geräte, ou Reichsflugscheiben (fala isso em voz alta e rápido haha). Nos bunkers subterrâneos, os engenheiros desenvolveram diversos tipos de discos sob a supervisão de Victor Schauberger. Naturalmente a maioria deles era equipado com canhões e artilharia pesada. Os primeiros da série foram os 4 Haunebus, depois veio o Die Glocke (ou sino nazista), os 11 Vrils e por fim criaram os 7 RFZs. Todos tinham uma característica em comum: eram circulares. Como eles podiam se mover tão rápido, então usavam uma tecnologia interessante: afim de não alterar o tempo-espaço, eles comprimiam o tempo-espaço frontalmente e o expandiam pela traseira. A velocidade também não passava de 15mil km/h graças à anulação de efeitos gravitacionais. Soldados aliados acabaram flagrando os testes várias vezes em vários lugares do continente.

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Fotografias de Eduard Meier em Hinterschmidtrüti, na Suíça, revelam um equipamento com as mesmas especificações dos projetos de Tesla. Essa nave é chamada de Plejaren. A suposta nave extraterrestre tinha 44 esferas ressonadoras distribuídas pelo casco circular e que podiam emitir 44 frequências que ia num espectro desde o audível até o supersônico inaudível. Acredita-se que tal nave seja capaz de controlar o vapor de água afim de modificar atmosferas planetárias e facilitar o voo em diferentes planetas.


Na verdade essa tecnologia não é desconhecida por nós, humanos. Governos de todo o mundo tem maneiras de manipular o clima com campos eletromagnéticos colossais. Um desses países é, obviamente, os Estados Unidos que especula-se ter pelo menos 300 torres de campos eletromagnéticos instaladas por todo o pais e no Canadá também.

Conhecidas como HAARP e temidas pela galera das teorias da conspiração, essas instalações podem estar mudando o clima de uma forma jamais vista antes e causando terror com seus terremotos, tsunamis, tornados e monções intermináveis. O que se sabe é que ate o projeto HAARP é baseado no projeto “Nick” (Nick de Nikola) sob o comando do general LC Craigie, que foi quando o próprio governo americano copiou alguns projetos de Tesla sobre o motor antigravidade depois da Segunda Guerra Mundial para testar sua veracidade. Depois de um tempo o projeto foi descontinuado, os resultados nunca foram publicados e os documentos sumiram misteriosamente. Outro fato curioso é que muitas fotos de discos voadores das décadas de 30 a 60 foram tiradas durante os testes realizados com essas máquinas. Os civis comuns os viam, fotografavam e achavam que eram coisas extraterrestres quando na verdade eram só naves protótipo, verdadeiros drones das forças armadas americanas. Outros grupos desenvolveram vários tipos de discos voadores para diversas finalidades pelo mundo. Um deles vem da França com o projeto “Montgolfier”.


Agora pense um pouco. Será que os nazistas não poderiam ter desenvolvido a nave de Plejaren também?

Quase!
Por muito pouco os nazistas não roubaram os documentos da bomba atômica do projeto “Manhattan”. Já imaginou o estrago que fariam com uma coisa dessas na mão? Na verdade os alemães já sabiam dividir um átomo, mas era só uma questão de tempo para desenvolverem uma arma que usasse essa técnica.


Depois do final da guerra, os aliados descobriram toneladas de urânio enterradas por toda a Alemanha. As caixas deixavam claro que era um carregamento destinado aos Estados Unidos, ou seja, os caras interceptaram os carregamentos que provavelmente seriam usados em pesquisas e no desenvolvimento do projeto Manhattan.

Direitos autorais roubados

Apesar de muitos considerarem Nicolas-Joseph Cugnot como o primeiro a construir um carro que era movido a vapor em 1770, outros consideram Gotlieb Daimler e Carl Benz como os inventores do automóvel com o Benz Patent-Motorwagen em 1886.


Mas há outro inventor. Siegfried Marcus, um inventor judeu que morava em Viena, na Áustria, inventou o automóvel em 1870.


Baseando-se em fotos da época, sabe-se que motor alimentado por petróleo usado nesse carro “pré-histórico” foi criado por volta de 1864 e depois usado em 1870 para mover um veículo. O protótipo foi testado na rua Mariahilfer Strasse, onde Marcus tinha sua oficina. Ele não tinha freios, embreagem, bancos e nem volante. Isso tudo tornava a condução bem difícil e as curvas eram feitas de algum jeito com as rodas traseiras. De qualquer forma é um veículo movido a um motor de combustão. Em meados de 1880, Marcus desenvolveu um segundo protótipo e desta vez bem mais parecido com o que temos hoje.


Tinha 4 rodas, ignição elétrica, bancos e uma alavanca que era usada pra guiar o veículo. Não era muito eficiente, mas dava pra andar nele. Assim que os nazistas assumiram o poder e botaram as mãos nos projetos, decidiram que um judeu não deveria ser a grande mente por trás de algo tão revolucionário. Então o que era melhor para a propaganda do governo nazista a aquela altura? Dar créditos a um austríaco judeu ou a dois alemães? A resposta é óbvia e até hoje nós creditamos os caras errados. Por fim os nazistas construíram seus carros com base nos projetos de Marcus secretamente. Das auto?

O traidor da coroa

George H. Scherff era o ajudante de Tesla. O prodígio de 14 anos estava cada vez mais inteirado nos projetos do inventor. O que Tesla nunca poderia imaginar é que o maledeto (maldito) era alemão, nazista e um informante. O garoto tinha sido enviado pelo próprio tio Adolfinho aos Estados Unidos afim de se infiltrar no meio do laboratório de Tesla. O inventor sempre reclamava da sua imensa e insaciável curiosidade, chamando-o de “George, o curioso”. Provavelmente foi graças aos seus relatos que Tesla acabou sendo morto. Em 1989, George H. Scherff se tornou o 41º presidente dos Estados Unidos. Mas calma, a coisa vai piorar muito! Veja bem, o antigo espião nazista Skorzeny alega que George H. Scherff era na verdade George H.W. Bush, o pai do George W. Bush! A prova? Há esta foto onde George, com uns 14 anos, aparece no meio vestido de marinheiro e ao seu redor está uma galera já bastante conhecida por todos nós.


Supostamente ele foi um dos primeiros alemães “agraciados” com a mudança de identidade fornecida em troca de informações valiosas, mas jamais poderia ter sido presidente por não ser americano. E sim, George W. Bush é descendente de um ex-nazista.


Há um grupo chamado "The Bush Connection" (A conexão de Bush) tentando coibir as ações dele na política internacional porque não confiam nessa família.

E hoje?

Logo depois da morte de Tesla, o serviço de inteligência americana entrou em ação e tratou de pegar todos os seus projetos o quanto antes. Notaram que alguns tinham desaparecido e logo suspeitaram dos nazistas. De fato alguns projetos estavam com eles, mas outros haviam sido vendidos pelo próprio Tesla para pagar suas dívidas. Ainda hoje a maioria não apareceu. Projetos recuperados estão supostamente trancados às 7 chaves em algum bunker-cofre americano. O caso é que depois da guerra, a operação “Paperclip” recuperou alguns desses projetos dos cofres de Hitler e seus engenheiros. Uma parte dos projetos ficou com os russos e outra com os americanos. Há décadas não se tem mais notícias desses documentos.

Larápios de primeira

E se você acha que os nazistas roubaram apenas projetos, então sabia que roubaram quadros valiosos e crianças também.

Os nazistas prezavam muito pela arte, fosse em quadros, livros, cerâmicas e até mesmo artigos religiosos. Eles achavam que nada disso deveria ser destruído por uma guerra, então roubavam as obras e relíquias das cidades que invadiam e as guardavam em segurança ou colecionavam mesmo. Hitler chegou a planejar construir um grande museu em Linz, na Áustria, onde morou quando criança. O museu teria o nome de “Führermuseum” e ali seriam expostas as melhores peças de arte do mundo, mas a guerra ficou mais difícil e os planos foram deixados de lado. Até hoje tem obras sendo recuperadas e devolvidas, mas há uma parte que ou sumiu ou foi destruída ao longo dos anos.

Enquanto judeus, homossexuais, negros e inimigos eram exterminados nos campos de concentração, os nazistas almejavam repopular o planeta com uma raça perfeita: a raça ariana. Há boatos de que haviam bunkers com mulheres loiras à disposição dos soldados e oficiais para a procriação em massa, praticamente um bordel “autorizado”. Eu acho difícil isso ser verdade porque Hitler era muito pudica. Duvido até que algum dia ele tenha dormido com a Eva, sua esposa, quem dirá autorizado um prostíbulo ariano. Ele mesmo já tinha dito várias vezes que sexo era uma coisa asquerosa e que prostitutas deveriam ser exterminadas. De qualquer forma, outra medida estava sendo tomada: salvar as crianças arianas. Um dos casos mais famosos aconteceu na Criméia, onde soldados sob o comando de Heinrich Himmler, um dos maiores defensores da ideia de a raça ariana ser perfeita, sequestravam crianças brancas e loiras de suas mães. Quando chegavam à Alemanha eram adotadas por famílias ricas nazistas. A ideia era oferecer do bom e do melhor a essas crianças de forma que acreditassem piamente de que o nazismo era correto e de que a raça ariana era perfeita. Acredita-se que pelo menos 12mil crianças tenham sido sequestradas por toda a Europa. No final da guerra muitas dessas crianças foram largadas ou mortas (muitas foram adotadas por oficiais e quando eles se suicidaram por causa do final da guerra, elas acabaram morrendo junto). Até hoje tem gente procurando suas raízes pela Europa.


Quanto a Heinrich Himmler, o “gênio” por trás da ascensão ariana, o covarde se suicidou logo que a guerra acabou para não ser preso e julgado. Grande raça! Fogem como ratos ao menor sinal de ameaça.


Saiba mais:

A conexão de Bush - site que fala de toda a família de Bush vinda supostamente da Alemanha e de outros nazistas que também se envolveram na política internacional depois da guerra. Também tenta desmascarar os principais atentados terroristas e tramóias do governo americano. (em inglês)
Adolf Hitler ganhou a guerra - Laura Botelho explica porque muitos consideram que Hitler tinha ganhado a guerra quando na verdade o resto do mundo achava o contrário.
Tecnologia nazista - artigo de 1946 sobre a tecnologia nazista publicado pela revista HARPER. (em inglês)
A misteriosa explosão de Tunguska - antiga postagem sobre a explosão na Sibéria que ninguém tem ideia de como aconteceu até hoje.
Die Glocke: o sino nazista - mais uma antiga postagem em que expliquei o que era essa invenção bizarra e que provavelmente usava um motor antigravidade.
Gustav: o maior canhão da história - outra postagem antiga em que expliquei e mostrei esse monstro criado pelos nazistas e que fez muito estrago por onde passou.
Nikola Tesla: o mais incrível louco da história - mais uma postagem que fiz sobre a vida deste incrível gênio.

Leitura indicada:

Se você quer saber mais quem era Hitler, o que ele pensava, como chegou ao poder, como foi sua vida e principalmente como supostamente foi sua morte sugiro que leia o livro "Hitler" escrito por um dos maiores catedráticos sobre esta figura chamado Ian Kershaw. Na Submarino sai por 50 reais - link. Eu tenho e recomendo!

Este post foi uma indicação feita por Dionatan Diego. Indique você também pelos comentários algum assunto que queira ler aqui!


Ficou ainda mais curioso? Então veja o que já publicamos de curioso aqui!
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