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MadCurioso: os planetas mais estranhos já encontrados fora do nosso sistema solar - parte 2


Continuando a nossa singela listinha da semana passada com os planetas mais incríveis já descobertos no universo visível. Vamos lá:

**Algumas imagens são meramente ilustrativas e todas elas podem ser ampliadas clicando-se sobre as mesmas.**
O leve - HAT-P-1 fica a 453 anos-luz, na constelação de Lacerta. É um pouco maior do que Júpiter, mas curiosamente pesa menos do que cortiça. Acredita-se que esse peso se deva pelo fato de que ele possui mais gás (hidrogênio e hélio) do que massa propriamente dita e há quem acredite que de tão leve ele possa boiar na água. De qualquer forma ainda é um planeta muito quente.

Comparação de tamanho entre Júpiter (à esquerda) e HAT-P-1 (à direita).

O infernal - CoRoT-7b fica a 500 anos-luz. Com raio 80% maior do que o da Terra, esse planeta é um dos mais rochosos do universo. Com a temperatura de infernais 2500 graus, graças à sua órbita próxima da estrela, sua superfície é composta de lava líquida e por causa disso ele é talvez um dos únicos planetas que consegue gerar manchas estelares. Acredita-se que pode chover pedra por lá.


O pequenininho - Kepler-10b fica a 564 anos-luz. É apenas 1,4x maior do que a Terra, mas também o menor planeta fora do nosso sistema solar. Basicamente é composto de rochas. Quando sua órbita o traz para perto da sua estrela, ele forma uma cauda de cometa. Infelizmente ele é quente demais para a vida, sendo que sua temperatura seria capaz de derreter ferro, mas pode dar pistas sobre fenômenos que acontecem com Mercúrio.


O vizinho - HD 22049 b fica a 10,5 anos-luz, na constelação de Eridanus. Também é conhecido como AEgir e Epsilon Eridani-b. É o planeta mais próximo da Terra, tanto que nossos telescópios conseguem vê-lo sem problemas. Com uma órbita bem longe de sua estrela, ele não é um candidato para a vida e também provavelmente não tem água líquida.


O congelado - OGLE-2005-BLG-390Lb fica a 21,5mil anos-luz. Chega a ter 5,5x mais massa do que a Terra e provavelmente é composto de rochas. Orbita uma estrela anã vermelha e fica tão distante dela que sua superfície pode chegar a -220 graus, dando-lhe o título de planeta mais frio do universo.


O inclinado - XO-3b fica a 568 anos-luz. Tem raio 1,2x maior do que o de Júpiter e o intenso calor produzido por sua estrela torna a superfície desse planeta em um vermelho quente. Acredita-se que este planeta tenha uma inclinação de até 37 graus em relação ao equador de sua estrela, o que o torna o planeta mais inclinado do universo (geralmente os planetas se inclinam a 70 graus).

No pequeno quadro na parte superior é possível ver uma órbita típica dos planetas. No quadro azul você pode ver a bizarra órbita do XO-3b.

O ligeirinho - SWEEPS-10 fica a 22mil anos-luz. Esse planeta fica tão próximo de sua estrela que 1 ano lá dura 10 horas terrestres. Isso também lhe dá o título de planeta mais rápido. Nem preciso mencionar que ele é super quente né?


O peso pesado - COROT-exo-3b fica a 2200 anos-luz. Apesar de ter o tamanho de Júpiter, chega a ter 20x mais massa, o que significa que ele é 2x mais denso do que o chumbo. Há ainda a suspeita de que ele sequer seja um planeta, mas sim uma estrela que não deu muito certo também conhecida como “anã-marrom” (essas estrelas não conseguem fazer a fusão e portanto brilham muito pouco).


O esquecido - CFBDSIR2149 fica a 130 anos-luz. Tem uma massa que chega a ser de 4 a 7x maior do que a de Júpiter. O planeta em si não tem nada demais, entretanto um fato curioso o pôs nesta lista: é um planeta que aparentemente não pertence a nenhum sistema solar, também conhecido como “planeta-órfão”. Ele está simplesmente vagando pelo universo e não orbita nenhuma estrela, aliás, alguns até acham que ele possa ser uma anã-marrom. Fica na região conhecida como "Associação Estelar de AB Doradus". Como e por que ele foi parar ali é outro mistério. Ele não é o único planeta-órfão, mas é o mais próximo daqui.


O inimaginável - HD 189733b fica a 63 anos-luz. Odeia as tempestades aqui da Terra? Certamente você não iria gostar das tempestades desse planeta, já que chove vidro constantemente. Isso mesmo, vidro! A atmosfera é formada de silicato, o que lhe dá uma aparência e um brilho azul incrivelmente lindo, porém esse mesmo material vira vidro quando é submetido a altíssimas temperaturas. É exatamente isso o que acontece nesse planeta: o silicato sofre com altas temperaturas, vira vidro e cai na superfície. E já não bastasse chover vidro, ainda tem constantes furacões com ventos de mais de 6mil km/h! Já imaginou encarar um furacão de vidro?


O irmão - Kepler 438-b fica a 470 anos-luz. Descoberto em 2015, este planeta se tornou o queridinho dos astrônomos simplesmente por ser o "irmão gêmeo" da Terra. Numa escala de 0 a 1, onde 0 é classificado como "inabitável" e 1 é classificado como "igual à Terra", esse planeta tirou a nota 0,88! Ele tem uma boa superfície rochosa, parecida com as nossas superfícies aqui, e também tem água líquida. Além do mais, este planeta parece estar na zona habitável, ou seja, não está afastado demais e nem próximo demais da sua estrela, o que significa que a temperatura nele é bem semelhante à daqui e propicia a vida. Cientistas agora o monitoram constantemente e querem descobrir se já tem vida por lá. Ele também é o planeta mais cotado para a colonização e exploração espacial, já que nós aparentemente poderíamos viver muito bem por lá.


O deslumbrante - HD 69830 c fica a 41 anos-luz. O que faz este planeta excepcional é o simples fato de que o céu noturno dele deve ser uma das coisas mais espetaculares que poderíamos ver neste universo! Há um feixe eterno de luz no céu, como um grande cometa que nunca vai embora. O fato de ter um cinturão de asteroides até 10x mais próximo do que o nosso cinturão e 20x mais massivo também possibilita que o céu seja mais iluminado e que seja possível ver constantes chuvas de meteoros. Certamente esse planeta se tornaria um dos mais procurados para o turismo num futuro próximo.

Na primeira imagem há uma simulação de como seria o céu noturno em HD 69830 c. Na segunda imagem é o céu noturno daqui da Terra, um velho conhecido nosso.

O baladeiro - PSR B1257 + 12 b fica a 980 anos-luz, na constelação de Virgem. Todo planeta orbita uma estrela, certo? Errado! Este aqui, que chega a ser até 4x maior que a Terra, orbita uma pulsar que são estrelas de nêutrons menores, mas mais densas e poderosas, provavelmente formada de restos de uma estrela que já entrou em colapso. É basicamente uma estrela em fase terminal, prestes a virar um buraco negro ou coisa pior e por fim explodir em uma super nova. Depois disso é só velório (e uma fotografia colorida espetacular que os satélites tiram e a gente fica de boca aberta). No caso deste planeta, ele orbita uma pulsar violenta que emite luzes intermitentes de forma que andar na superfície dele seria como estar numa rave com luzes diversas (como nessa simulação). Por outro lado a radiação seria tão violenta que não seria uma boa ideia sequer ir pra lá, já que não sobreviveríamos. Bom, na verdade o PSR B1257 + 12 b é também um planeta condenado porque provavelmente a pulsar vai suga-lo em breve. Imaginava-se que planetas pudessem orbitar pulsares, mas só depois da descoberta deste planeta é que essa teoria ficou provada.


A patricinha - GJ 504b fica a 57,3 anos-luz, na constelação de Virgem. Este planeta tem uma cor bastante interessante: ele é de um rosa bem forte. Certamente agradaria as “patricinhas” de plantão. Chega a ter quase o mesmo tamanho de Júpiter, mas está mais distante de sua estrela do que Netuno está do sol. O sistema solar onde está localizado é um dos mais jovens conhecidos e isso explicaria em parte o porquê do GJ 504b ter a cor rosada. Sistemas solares jovens ainda não tiveram tempo de perder seu calor e então tem muito brilho infravermelho.


Acha que esquecemos de incluir algum planeta na lista? Conhece outro planeta bizarro também? Conta pra gente nos comentários!

Veja mais:
Parte 1
Fatos e coisas interessantes encontradas no universo 1
Fatos e coisas interessantes encontradas no universo 2


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MadCurioso: os planetas mais estranhos já encontrados fora do nosso sistema solar - parte 1


Gás, rochas, lava, diamante, vidro, gelo ou pura água líquida. Componentes estes que compõem planetas, essas estruturas gigantescas que flutuam pelo universo quase sempre atraídos pelas estrelas ao seu redor. Alguns são incríveis, outros são bizarros, alguns podem suportar a vida e outros podem ser infernais, mas todos tem o seu encanto. Infelizmente nós só podemos observar a maioria pelas lentes dos satélites que estão viajando pelo universo neste momento. Entretanto, você tem ideia do que pode estar ao nosso redor no universo que chamamos de “visível”? Muita coisa já foi descoberta! Confira esta listinha intrigante:

**Algumas imagens são meramente ilustrativas e todas elas podem ser ampliadas clicando-se sobre as mesmas.**

O exagerado - J1407-B está a 116 anos-luz da Terra. O mais incrível desse planeta é que ele tem anéis 200x maiores do que os anéis visíveis de Saturno (explicarei depois esse negócio de “anéis visíveis”). É tanto anel e eles são tão grandes que o planeta quase se perde de vista ali no meio. Eles se estendem por 180 milhões de quilômetros e há uma certa área vazia entre eles onde pode haver um satélite natural com o tamanho da Terra que completa sua órbita a cada 2 anos terrestres. Os astrônomos não fazem ideia de como o J1407-B conseguiu ter tantos anéis. Para se ter uma ideia, se Saturno tivesse os mesmos anéis se tornaria totalmente visível da Terra.


O romance proibido - HD 106906 b está a 300 anos-luz da Terra, na constelação Crux. Chega a ser 11x maior que Júpiter e por isso é chamado às vezes de "Super Júpiter". A coisa bizarra sobre ele é que está tão distante da estrela do seu sistema solar que seria o equivalente a 22x a distância entre o nosso Sol e Netuno, ou seja, é distância pra caramba! É raro um planeta ficar tão distante assim, o que lhe dá o título de planeta mais solitário e isolado do universo. Outro fato interessante é que há apenas ele e sua estrela em seu sistema solar, estrela esta que chega a ser 1,5x maior que o sol. Uma teoria sugere que o planeta surgiu em outro sistema solar e veio de alguma forma parar na órbita da nova estrela um tempo depois, o que explicaria a longa distância entre eles. É uma longa história de amor entre um planeta e uma estrela que não conseguem se aproximar e que ainda espera para ser desvendada.

Essa é a rota orbital do HD 106906. Repare que a estrela é a bola colorida massiva do lado direito e o planeta está mais acima.

O sombrio - TrEs-2b está a 750 anos-luz da Terra. É o planeta mais escuro do universo. Curiosamente reflete 1% da luz que recebe de sua estrela, o que significa que carvão reflete mais luz do que a atmosfera do TrEs-2b. O pouco que reflete se traduz num baixo brilho avermelhado. Provavelmente esse planeta tem uma das atmosferas mais tóxicas também, o que explicaria sua cor vermelha bizarra e principalmente o fato de que ele absorve 99% da luz, teoricamente composta de sódio vaporizado e óxido de titânio. Tem quase o mesmo tamanho de Júpiter.


O melhor amigo das mulheres - 55 Cancri-e está a 40 anos-luz, na constelação de Câncer. Cientistas acreditam que o planeta seja um grande diamante flutuando no espaço atraído pelo sol do seu sistema solar e é apenas um pouco maior do que a Terra. Uma teoria sugere que o planeta antes era uma grande massa de carbono, mas graças às altíssimas temperaturas e pressão da estrela próxima, ele tenha se transformado numa joia flutuante. Sua superfície é composta de grafite, mas abaixo está a grande joia. Cerca de 1/3 de sua massa total é diamante. Se formos calcular o valor dele, pode chegar a uma quantia que é tão absurda que nem as calculadoras poderosas poderiam lidar com tal valor. Entretanto não se iluda: minerar essa quantidade massiva de diamantes e trazê-los para a Terra faria com que a pedra desvalorizasse tanto que não valeria nem 1 centavo furado, sem contar que quebraria o mercado global. Acho que não é tão bom amigo assim...


A estrela fracassada - PSR J1719-1438 fica a 4mil anos-luz. Uma teoria sugere que o planeta antes era uma estrela, mas graças à uma estrela próxima maior e mais poderosa que sugou boa parte da sua massa, acabou sobrando apenas o carbono submetido a altíssimas temperaturas e pressão em seu interior, ou seja, o diamante. Sim, é outro planeta composto basicamente de carbono e diamante.


O paradoxal - Gliese 436 b está a 36 anos-luz, na constelação de Leão. Tem praticamente o mesmo tamanho de Netuno. O interessante desse planeta não é que ele foi o primeiro planeta fora do nosso sistema solar onde foi detectada água, mas sim que está tão próximo da estrela do seu sistema solar que o gelo em sua superfície se incendeia constantemente. Como é possível que gelo se incendeie? Basicamente a gravidade desse planeta é tão forte, mas tão forte que o gelo da superfície não consegue evaporar. Entretanto sua proximidade com a estrela o aquece de tal forma que o gelo pegue fogo. Esse tipo de gelo é conhecido como “gelo V” (gelo cinco). Já imaginou um boneco de gelo que aguentasse temperaturas de 500 graus sem derreter? Com esse tipo de gelo é bem possível. Que paradoxo!


O suicida - WASP-12b está a 870 anos-luz. Este planeta orbita ainda mais próximo da sua estrela e isso está destruindo o pobre coitado, pois a estrela está devorando-o aos poucos. Cada vez que ele completa uma volta, perde mais e mais massa. Isso lhe dá uma forma diferente dos outros planetas do universo, uma forma semelhante à de um ovo de galinha. Por enquanto ele chega a ter 1,5x a massa de Júpiter e o dobro do seu tamanho. Sua superfície pode chegar a 2200 graus e é composto basicamente de gás. Foi na verdade o primeiro planeta a comprovar a teoria de que as estrelas podem devorar planetas e está sendo monitorado para que possamos entender os estágios finais da vida deles. É também o planeta mais quente conhecido. Mas não fique chateado (a), pois estima-se que ainda vai demorar uns milhões de anos para ele ser totalmente engolido pela estrela. Certamente um longo adeus!


A linha da vida - Gliese 581-c está a 20,5 anos-luz, na constelação de Libra. Alguns cientistas acreditam que esse planeta possa suportar a vida, assim como a Terra. Seu diâmetro é 50% maior do que a Terra, é 5x mais maciço e por isso é conhecido também como “Super Terra”. Ainda assim ele é um pouco diferente da nossa bolinha azul flutuante. Orbitando uma estrela vermelha anã (o que provavelmente tornaria o céu diurno em um vermelho carmesim bizarro, um crepúsculo eterno praticamente), a proximidade com a estrela o fez parar de girar em seu próprio eixo, ou seja, não faz o movimento de rotação e isso é um grande problema porque um lado fica frio demais com noite eterna e o outro quente demais com dia eterno, portanto a vida só seria possível no meio termo, ou seja, na linha tênue que divide o lado quente do lado frio. Ali teria a temperatura ideal para a vida, porém não haveriam estações e ainda teríamos que lidar com tempestades de vento e chuva constantes. Acredita-se ainda que a atmosfera seja mais densa por lá e a luz vermelha da estrela forçaria as plantas a fazer fotossíntese com espectro infravermelho, o que lhes daria uma cor negra ao invés de verde. Em 2008 cientistas mandaram uma mensagem na direção desse planeta, esperando que alguma forma de vida um dia possa responder. Deve chegar lá em 2029. Quem sabe?


O aguado - GJ 1214b fica a 40 anos-luz. Esse planeta simplesmente não tem terra em sua superfície, ou seja, 100% da superfície é recoberta com água na forma líquida. Alguns o chamam de "planeta oceano". Acredita-se que esse oceano interminável é também muito profundo. Algumas teorias sugerem que no fundo de todo esse oceano infinito há uma grossa camada de gelo, mas não se engane porque esse gelo não é o típico que você conhece e provavelmente tem no freezer da sua casa. Esse gelo todo se forma porque é submetido a uma pressão altíssima e não por causa de baixas temperaturas, o que o bota numa categoria diferente de gelo chamada de “gelo VII”. Por baixo do gelo há rocha.


O grandalhão - WASP-17b fica a 1000 anos-luz, na constelação de Escorpião. É o maior planeta já descoberto. Chega a ser até muito maior do que Júpiter. Esse tamanho todo é um grande quebra-cabeças para os astrônomos, já que põe em xeque todas as teorias de como os planetas se formam e ainda por cima o coloca como “planeta impossível”, já que esse tamanho todo em teoria é impossível de existir. Sua atmosfera também é pouco densa. Ele ainda orbita na direção contrária que sua estrela gira, o que é bastante raro também. Por que ele faz isso? Grandes mistérios do universo!

Comparação do tamanho entre Júpiter (à esquerda) e WASP-17b (à direita).

O iluminado - HD 188753 fica a 149 anos-luz, na constelação Cygnus. Está localizado no sistema solar mais bizarro e único do universo porque tem não apenas uma estrela, mas TRÊS! Acredita-se que qualquer coisa nesse planeta possa ter 3 sombras. Provavelmente os eclipses solares são constantes e é possível ver a luz de qualquer lado que você olhe, sendo que os dias são bem longos por lá, sem contar que o planeta é muito quente por orbitar bem próximo de uma das estrelas.

Simulação de pôr-dos-sóis com 3 sóis.

O evaporado - HD 209458-b fica a 150 anos-luz, na constelação de Pegasus. Também conhecido como Osíris, nome dado em homenagem ao deus egípcio. Outro planeta que vive super próximo de sua estrela. É 30% maior do que Júpiter. O calor é tão alto (cerca de 1000 graus celsius) e ele sofre tanta pressão que seus gases atmosféricos como oxigênio, carbono e hidrogênio simplesmente evaporam para fora do planeta. Na verdade, se você tiver um binóculo ou um telescópio comum poderá vê-lo! Foi o primeiro planeta descoberto fora do nosso sistema solar, também o primeiro a ter sua atmosfera medida e o primeiro a confirmar que tem vapor de água.


O idoso - PSR B1620-26-b fica a 12.400 anos-luz, na constelação de Escorpião. Acredita-se que seja 3x mais velho do que a Terra, o que o torna um dos planetas mais antigos do universo e lhe rende o apelido de "Matusalém" com respeitáveis 12,7 bilhões de anos. Chega a ter 2,5x o tamanho de Júpiter e completa sua órbita em aproximadamente 100 anos, sendo que está a uma distância do seu sol semelhante à distância entre o sol e Urano.


O novinho - HAT-P-11b fica a 122 anos-luz, na constelação Cygnus. Também é conhecido como Kepler-3b. Chega a ser 4,7x maior do que a Terra e até 26x a massa dela. Orbita próximo de sua estrela e possui temperatura de 590 graus, e olha que a estrela mede 3/4 do nosso Sol e é mais fria. É considerado o planeta mais novo do universo.

Comparação de tamanho entre HAT-P-11b (à esquerda) com Netuno (à direita).

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