Mostrando postagens com marcador universo. Mostrar todas as postagens

Uma viagem para fora do planeta gravada por uma GoPro

Essa camerazinha tem revolucionado a forma como vemos o mundo. Mas apenas o mundo não é o suficiente. Esses americanos resolveram levar uma GoPro para o espaço num pequeno foguete. As gravações você confere no vídeo a seguir:

MadCurioso: Fatos e coisas interessantes encontradas no universo - parte 2


Semana passada fui boazinha na lista e postei sobre coisas mais próximas do nosso planeta e não tão letais. Desta vez a lista conterá os maiores monstros estrelares que você jamais imaginou existirem. Prepare-se e confira:

**Algumas imagens são meramente ilustrativas e todas elas podem ser ampliadas clicando-se sobre as mesmas.**

Anel invisível - que Saturno é o planeta dos anéis tudo mundo já sabe, mas recentemente foi descoberto mais um anel e dessa vez muito maior do que se poderia imaginar. Utilizando infravermelho, os astrônomos descobriram que Saturno tem mais um gigantesco anel de pó de gelo disperso, o que explicaria porque é praticamente invisível com equipamentos comuns. Chega a ser 20x mais espesso do que a altura de Saturno (e olha que ele é um planeta enorme!) e ainda conta com respeitáveis 12milhões de km de extensão, ou seja, é 7mil vezes maior do que o próprio raio do planeta. Essa descoberta na verdade destruiu a teoria de que anéis que ficam muito longe de planetas são impossíveis, já que formariam novas luas ao invés de se manter espalhados ao redor dele. Apesar de ser tão grande, suas partículas estão dispersas demais, portanto 1km³ não teria mais do que 100 pedacinhos de gelo. O gigante anel agora é chamado de "anel Febe".

Um estranho no ninho - no universo, graças às forças gravitacionais, quase tudo tem uma forma circular ou esférica. Planetas, galáxias, até as nebulosas se expandem nesse formato circular. Entretanto há uma nebulosa que está intrigando os astrônomos porque ela é quadrada. Na verdade ela tem um formato mais de cruz ou de 2 cones juntos, mas no final das contas forma um quadrado. O brilho intenso do centro é provocado por uma estrela que está prestes a explodir e quando isso acontecer, aí sim talvez ela se torne mais redonda. A "nebulosa vermelha quadrada" é um fenômeno raro e pouco conhecido da ciência. Outra nebulosa descoberta tinha um formato retangular e 2 estrelas em seu centro.

Nebulosa quadrada.
Nebulosa retangular.
As estrelas frias - diferente da série "Futurama" de Matt Groening (criador dos Simpsons também) que brincava com anúncios de apartamentos de baixo custo à venda no Sol, nós nunca poderíamos passear ou morar em algo do tipo. Estrelas são uma amostra grátis do inferno, literalmente. São quentes, explosivas e tornam a ideia de morar no interior de um vulcão ativo mais viável do que morar nelas. Bem, isso agora já não é mais verdade. Depois da descoberta das anãs Y, você poderia começar a cogitar ter uma casa de veraneio intergalática, já que essas estrelas frias contam com a temperatura de apenas 27 graus, menos do que a temperatura do corpo humano. Mas há 2 grandes problemas: esse tipo de estrela é bem difícil de ser detectada porque quase não emitem calor e acredita-se que a gravidade delas é extremamente brutal de tão alta, o que te esmagaria com facilidade. Virar torresmo ou pastel? Melhor ficar na Terra mesmo e ir pra casa da sua tia em Santos.


Open Bar espacial - perto da Via Láctea há uma gigantesca nuvem que está intrigando pra valer os cientistas. Basicamente é uma batida de rum com framboesa que o universo fez. Você pode achar que estou caçoando, mas é verdade: é uma nuvem de rum com framboesa MESMO. Vou explicar: essa nuvem com 150 anos-luz de extensão chamada de Sagitário B2 contém cerca de bilhões e bilhões de litros de álcool porque é basicamente composta das mesmas moléculas do álcool e de metanoato de etila, um composto que tem cheiro de rum e também é o mesmo componente que dá o sabor à framboesa. Se por um lado é uma boa notícia ter um batidão grátis flutuando no universo capaz de gerar o coma alcoólico mais astronômico no universo, por outro lado é melhor ainda porque esses compostos podem indicar que há vida em outros planetas, já que o álcool precisa de organismos vivos para ser criado. Já não bastasse uma nuvem gigante, ainda tem os “garçons” correndo pelo universo que nada mais são do que cometas etílicos. O cometa Lovejoy, por exemplo, corre liberando uma grande quantidade de álcool e açúcar etílico. Alguns especulam que ele libere o equivalente a 500 garrafas de vinho por segundo. Ele é também um dos cometas mais brilhantes e ativos que temos rodando pelo nosso sistema solar.

Sagitário B2
Cometa Lovejoy

Estilingue galático - estilingues podem ser armas letais, mas também podem ser brinquedos divertidos. Entretanto, um estilingue astronômico gerado pela colisão de 2 galáxias pode ser um verdadeiro pesadelo! No sistema CID-42, um fenômeno assustou os astrônomos: duas galáxias se juntaram e lançaram um massivo buraco negro bem longe e bem rapidinho. Este vídeo mostra uma simulação de como os cientistas acham que tudo aconteceu. O ponto branco no vídeo é teoricamente o buraco negro, mas pode ser uma estrela ou qualquer outra coisa realmente poderosa. Acredita-se que a força para lançar algo tão grande e poderoso é tão absurdamente colossal que nossas mentes sequer podem imaginar. O fenômeno só foi descoberto porque uma bola branca massiva de energia apareceu entre as 2 galáxias e está se movimentando bem rápido para fora de toda aquela confusão. Seja lá como for, vamos agradecer aos céus por não estar no caminho dessa coisa!

A última viagem - quando você olha pro céu noturno e vê um rastro brilhante, imediatamente chama aquilo de "estrela cadente". Esse termo está muito errado simplesmente pelo fato de que nenhuma estrela passou por ali e sim um meteorito queimando loucamente e deixando um rastro para trás. Estrelas geralmente ficam paradas ou se movimentam muito pouco, mas parece que a Mira resolveu viver seus últimos dias com uma certa glória destruidora. Por algum motivo, Mira está literalmente correndo pelo universo a uma velocidade de 469.319km/h! O majestoso rastro que deixa para trás mede memoráveis 13 anos-luz e é composto de materiais que possivelmente ajudarão na formação de novas estrelas e planetas. Essa foi a primeira "estrela cadente" real que detectamos.

Faça um desejo!
Kitsune espacial - Kitsune é uma raposa do folclore japonês que possui até 9 caudas, mas o universo tem o P/2013 P5, um cometa que tem 6 caudas. Ninguém sabe ao certo porque ele tem tantas caudas, mas uma das teorias sugere que seja material ejetado de uma pilha de escombros presa nele. Na verdade, alguns astrônomos afirmam que ele sequer seja um cometa, mas sim um asteroide que está passeando por aí em alta velocidade e se desintegrando aos poucos. O formato de peteca intriga os especialistas, pois parece que o asteroide gira às vezes. É a primeira vez que um asteroide é detectado com tantas caudas.


O brilho misterioso – em 2006 o Hubble andava xeretando universo afora quando de repente flagrou algo interessante na constelação de Boieiro: um brilho intenso no meio do nada com uma forma totalmente estranha. Uma estrela? Uma pulsar? Uma super nova? Um buraco negro? Curiosamente o objeto não combinava com nenhuma forma ou brilho já conhecido pela astronomia. Conhecido como SCP 06F6, o fenômeno se manteve brilhando por 100 dias e depois misteriosamente diminuiu até desaparecer durante mais 100 dias. O brilho das super novas dura apenas 20 dias e desaparece em um pouco mais de tempo, mas não chega a 100 dias. O espectro incomum impediu que os astrônomos medissem sua distância com infravermelho e sequer sabemos se ele estava dentro ou fora da nossa galáxia. Outro fato interessante é que o local onde ele foi encontrado raramente tem estrelas e se tem, elas são fracas ou distantes demais. O satélite europeu XMM Newton detectou raios-x no fenômeno que chegava a ser 2x mais intenso do que de super novas. O fenômeno se tornou o mais brilhante já descoberto na história da astronomia, mas ninguém faz ideia do que era e por que ele brilhava tanto. Certamente era necessária muita energia, mas muita energia mesmo para conseguir esse feito. Entretanto, numa região do universo que não tem quase nada, essa energia toda se acumular é praticamente impossível! De qualquer forma, muitos cientistas mantém a teoria de que era um novo tipo de super nova, mais massiva, mais destrutiva e muito, mas muito mais brilhante. O mistério permanece.

Comparado aos outros "brilhos" ao redor, o SCP 06F6 era muito mais forte.
Ímã astronômico - pulsares, super novas e quasares são assustadores, mas uma nova descoberta pode te trazer mais pesadelos! Chamados de Magnetares, essas estrelas mega pesadas tem potência suficiente pra apagar o seu cartão de crédito há anos-luz com seu magnetismo! Basicamente ele converte calor e energia rotacional em energia magnética super forte em certos intervalos de tempo. Eles também emitem um brilho constante de raios-x em alta potência e seu campo magnético pode chegar a ser 1000 trilhões mais potente do que o do nosso planeta. Sua superfície queima a respeitáveis 10 milhões de graus celsius. Mas toda essa energia e magnetismo são cruéis para a pobre estrela que se deforma de tempos em tempos e libera feixes de radiação gama capazes de ofuscarem as estrelas mais potentes, o que é basicamente um suicídio lento e doloroso para o magnetar. Acredita-se que se estivéssemos a cerca de 10 anos-luz de um magnetar, ele destruiria a nossa camada de ozônio e consequentemente a vida na Terra. Teorias sugerem que eles surjam de super novas, mas é um fenômeno bem raro pra nossa sorte.

O batatão – os medievais estavam errados quando disseram que a Terra era plana e os modernos mais errados ainda quando disseram que a Terra era redonda. Se tirarmos toda a água, tudo se resume a uma forma bem desigual e até meio feia que parece mais uma batata do que uma bola. É isso mesmo, nós vivemos num batatão de rochas inundado de água que flutua no espaço!hehe Veja-o aqui em 3D.

O Everest que se cuide! – O monte Everest é bem conhecido por todos nós, principalmente por ser um dos mais altos do nosso planeta. Mas em Marte há o DEUS de todas as montanhas descobertas até agora! Seu nome é “Monte Olimpo” e acredita-se que ele seja um vulcão também. Pra se ter uma ideia, ele é maior do que a França em extensão e quase 3x mais alto do que o Everest, sendo que pode chegar bem próximo de quase sair da atmosfera de Marte. Se você ficasse numa ponta da boca dele e olhasse para frente, não conseguiria ver o final porque ele se perderia no horizonte de tão gigantesco que é.

A França está em cinza e em bege está o monte Olimpo.
A rainha das galáxias - IC 1101 está a 1 bilhão de anos-luz da Terra. Medindo cerca de 6 milhões de anos-luz, contém até 100 trilhões de estrelas a mais do que a Via Láctea que supostamente tem 200 milhões de estrelas. Tudo isso lhe dá o título de maior galáxia já descoberta. É um verdadeiro monstro que faz a Via Láctea parecer um grão de mostarda.

Da esquerda pra direita: Via Láctea (nós), a galáxia de Andrômeda, a galáxia M87 e por fim a majestosa IC 1101.
A gigante - e por falar em coisas gigantes, logo na constelação de Canis Major fica a VY Canis Majoris, a maior estrela já descoberta. Ela é tão gigantesca que chega a ter 1500x o tamanho do sol, tornando-o um grão de areia perto dela. Se pudéssemos viajar de avião a 900km/h, demoraríamos 1100 anos para completar uma volta ao redor dela.


Esta é uma foto dela.

Astronômico é pouco - ficou assustado (a) com a galáxia gigante ou a estrela gigante? Pois saiba que há coisa pior e muito, mas muito mais destrutiva. Conhecido como "Large Quasar Group" ou LQG, é na verdade uma coleção de 74 quasares próximos uns dos outros. O quasar é basicamente uma estrutura massiva e muito poderosa que chega a ser mais potente que uma estrela, mas menor do que uma galáxia, apesar de ter tanto brilho quanto a nossa via Láctea. Os quasares são a única coisa conhecida no universo que é capaz de liberar altíssimas quantidades de energia. Ninguém sabe o que são realmente, mas algumas teorias sugerem que sejam grandes buracos negros poderosos o suficiente pra destruir até pensamento! Agora imagina um bando dessas coisas juntas? Certamente você não iria querer topar com o LQG, cujas dimensões chegam a ser 40mil vezes maiores do que as da nossa singela galáxia. Pra se ter uma ideia, levaria 4 bilhões de anos pra atravessar o LQG de uma ponta a outra na velocidade da luz. A coisa toda quebra uma pancada de teorias da física, principalmente as que discutem sobre a formação do universo e sobre o tamanho máximo de estruturas que podem existir no espaço.

Cada bolinha preta é um quasar.
Viagens com cuidado quadruplicado – depois de saber o que tem pelo universo, você certamente entendeu que viagens espaciais terão que ser bem planejadas e com rotas alternativas, pois encontrar com um asteroide ou uma estrela como a Mira pelo caminho com certeza seria uma péssima ideia. Um acidente com um meteorito em alta velocidade poderia ainda estraçalhar com as naves, fazendo com que as pombas e patos que são sugados pelas turbinas dos aviões sejam brincadeira de criança! Claro que há mais espaço livre no universo do que ocupado, o que por si só deixaria muitas rotas livres de grandes estrelas e planetas, mas ainda sim tem coisas invisíveis pelo caminho que poderiam nos atrapalhar como buracos negros, por exemplo. Já pensou ir visitar a sua avó na galáxia de Andrômeda e dar de cara com um grande buraco negro intrometido? E ainda teríamos que lidar com a massiva radiação cósmica, a mais alta já detectada e a rainha do espectro de radiações ionizantes. Ela poderia literalmente te cozinhar em minutos ou segundos! Atualmente há vários governos e empresas privadas desenvolvendo motores especiais e carcaças de naves capazes de aguentar o tranco das viagens espaciais, mas quem sabe nos próximos séculos consigamos tal feito? Isso, é claro, se a humanidade não se acabar em bombas atômicas antes. Talvez uma escolha viável sejam os vazios mencionados no post anterior, pois lá poderíamos testar nossas naves super velozes sem ter medo de bater em nada. Quem sabe até montar uma pista de corrida espacial?


Mais alguns dados sobre nós - a distância entre a Terra e a Lua é tão grande que os outros planetas caberiam entre elas. Hoje a Lua está a 400 mil quilômetros, mas se afasta 3 centímetros a cada ano.






Durante a noite, apenas as estrelas contidas nesse pequeno círculo amarelo são visíveis da Terra a olho nu.


Os sinais de rádio emitidos da Terra alcançam apenas este espaço mostrado no quadrado da figura.


Esta animação mostra como seria se Júpiter estivesse no lugar da Lua. Só pra finalizar, veja este vídeo com o tamanho das coisas do universo, começando da Lua e indo parar na VY Canis Majoris. Sinta-se um átomo no universo!


Afinal, existe mesmo vida lá fora? – depende do que você considera como “vida”. Eu sempre respondo que sim e eis o porquê: inúmeras rochas espaciais já vieram parar aqui e muitas tem organismos unicelulares bem simples. Isso, para mim, é vida. E não surgiu aqui na Terra. Agora vida inteligente, bem, aí já são outros 500! E você, leitor (a), o que pensa a respeito?


VEJA MAIS:
Parte 1
Como seria viajar pelo universo? – um homem reuniu uma série de fotografias do satélite Spitzer e criou um ambiente totalmente 3D. Ponha os fones de ouvido, habilite a definição HD do vídeo (se possível), bote em tela cheia e dê o play! É uma experiência única, te garanto! 
Super Nova na sua tela – o Hubble registrou por 4 anos uma série de fotografias da estrela V838 Monocerotis que colapsou e gerou uma super nova há 20mil anos-luz daqui.
Artigo científico sobre a descoberta do SCP 06F6 - o brilho misterioso que até hoje intriga os astrônomos
4 telescópios online para ver o universo de perto - o pessoal do Tecmundo fez uma lista interessante de telescópios que você pode acessar online e obter imagens exclusivas do universo.
Veja a aurora boreal - a Agência Espacial Canadense disponibiliza imagens em tempo real da aurora boreal no Canadá. Mas preste atenção ao fuso horário, já que a câmera não funciona enquanto estiver de dia por lá. O fuso Brasil-Canadá é de cerca de 1 a 4 horas atrás do horário de Brasília, dependendo da região, então programe-se, acesse o site e, se você tiver sorte, verá algumas auroras boreais riscando o céu noturno do hemisfério norte. E leve em conta o horário de verão também. Perdeu a transmissão? Não fique triste, pois eles também disponibilizam um replay do que foi capturado no próprio site e assim você poderá rever ou ver o que perdeu.
Veja a Via Láctea - um fotógrafo foi até uma montanha na Espanha e filmou este espetáculo do céu noturno que mostra uma pequena parte da nossa galáxia.

Ficou ainda mais curioso? Então veja o que já publicamos de curioso aqui!

MadCurioso: Fatos e coisas interessantes encontradas no universo - parte 1


Ok, serei honesta com vocês. Essa série de postagens na verdade seria um “extra” das postagens sobre os planetas, mas eu acabei achando tanta coisa, mas tanta coisa que tive que fazer uma série só das coisas mais curiosas encontradas universo afora. Então apresento-lhes uma seleção memorável de fatos, curiosidades e bizarrices que existem ao nosso redor. Deliciem-se!

**Algumas imagens são meramente ilustrativas e todas elas podem ser ampliadas clicando-se sobre as mesmas.**

A legião que nos protege – o nosso sistema solar conta com um cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter. Esse cinturão foi o que restou da formação do sistema solar e poderia ter facilmente virado um planeta se tivesse sido submetido à força gravitacional do sol, porém Júpiter está próximo demais pra deixar isso acontecer e esse “cabo-de-guerra” acabou apenas mantendo os “pedregulhos” soltos. Composto de asteroides, meteoros, meteoritos, muita poeira e até alguns planetas anões, o cinturão de asteroides nos dá a vantagem de proteger o nosso planeta de asteroides e meteoros atrevidos que entram no nosso sistema solar. Claro que nem sempre é eficaz, mas esse cinturão já nos salvou de umas poucas e boas, segundo alguns cientistas!


Os generais que nos salvam – toda legião precisa de um general, certo? A nossa legião de asteroides tem um chefão chamado Júpiter. Esse gigante é um conhecido devorador de lixo espacial. Sua força gravitacional intensa puxa pedregulhos e outros objetos que possam ser potencialmente perigosos para a Terra. Veja toda a ação aqui. Certa vez um astrônomo francês descobriu que um cometa estava vindo na nossa direção, mas por sorte Júpiter o fisgou e o engoliu em sua atmosfera antes que fizesse um estrago por aqui. Ufa! Saturno também é um excelente devorador de lixo espacial, cooperando com a vida na Terra de vez em quando.


Grandes gulosas – galáxias não apenas podem se movimentar, mas também atrair planetas, estrelas, asteroides e...galáxias! Sim, as galáxias podem ser as maiores canibais já vistas neste universo. Inclusive a galáxia de Andrômeda está tão próxima da Via Láctea que os astrônomos acreditam que a nossa galáxia esteja se preparando para fazer um lanchinho em cerca de 3 bilhões de anos.

Esquema de como provavelmente acontece a colisão de duas galáxias.

O buraco e a teoria – buracos negros nunca foram de fato fotografados ou vistos. Isso se deve a vários fatores, mas 2 deles são os principais: estão muito distantes daqui e não refletem a luz (o que torna bem difícil saber suas dimensões, profundidade e forma). Basicamente eles existem apenas na teoria. Só o que foi visto foram estranhos fenômenos em que estrelas, asteroides e planetas eram de repente sugados por alguma coisa e sumiam, como neste vídeo onde uma estrela é sugada e deixa um rastro de destruição pra trás. Ninguém sabe se foram destruídos, ou se foram parar em outra dimensão, ou se simplesmente se perderam numa nuvem de matéria escura. Então quando você for falar dos buracos negros, vá com calma! Eles nunca saíram de fato do papel.


O irmão gêmeo - todo mundo já ouviu falar dos buracos negros que teoricamente devoram com certa facilidade estrelas, planetas e galáxias inteiras! Mas há um suposto irmão gêmeo e branco: os buracos brancos. Basicamente ele é o oposto do buraco negro, ou seja, ele ejeta matéria ao invés de sugá-la. Mas de onde viria essa matéria? Eis um grande mistério. Algumas teorias sugerem que ele seja o outro lado do buraco negro, a saída de toda aquela matéria engolida. Há ainda quem acredite que eles podem ficar em outra dimensão e expelir matéria do nosso universo para outro. Assim como os buracos negros, os buracos brancos nunca foram de fato detectados e fotografados. Existem mesmo só na teoria. Quem já jogou "Portal" provavelmente lembrou dos buracos multidimensionais azuis e laranjas que você criava no jogo para entrar em salas inacessíveis ou acessar outras partes das salas, não é mesmo? Buracos negros e brancos teoricamente poderiam funcionar da mesma forma, exceto pela parte que você seria desintegrado ao nível atômico, ou seja, você entra como um punhado de átomos agregados e sai como uma nuvem de átomos dispersa.


Os pilares desabaram – os “Pilares da Criação” (nome dado porque acreditava-se que era um grande berço de estrelas) foram fotografados pelo Hubble em 1995. Fruto de uma super nova, ou seja, uma estrela que entrou em colapso e explodiu, a poeira restante formava 3 pilares (daí o nome). Porém, atualmente os pilares não existem mais porque a poeira já se dispersou graças a explosão de uma outra super nova. A verdade é que esses pilares já devem ter deixado de existir há uns milhares de anos, mas como a luz demora um certo tempo pra chegar aqui, então conseguimos ver ainda os pilares apesar de sabermos que eles não existem mais. Em mil anos, porém, não poderemos mais vê-los. Sorte nossa que detectamos antes de se dissipar!

Pra que máquina do tempo? – como eu disse anteriormente, a luz demora um tempo pra chegar aqui na Terra dependendo da distância de onde foi originada. Isso significa que aquela estrelinha que você está vendo no céu noturno da sua casa provavelmente já nem existe mais. Olhar para o céu às vezes é olhar para o passado, literalmente! Claro que a luz é a coisa que rápida do universo até agora, mas acho que Douglas Adams estava certo quando disse no livro “O guia do mochileiro das galáxias” que a única coisa que corre tão rápido quanto a luz são as más notícias.

Os espaços impossíveis - a "Deep Field Space" é sem dúvidas a foto mais famosa do Hubble por nos mostrar toda uma gama de galáxias e estrelas vizinhas, uma imensidão colorida e brilhante que só o espaço poderia ter, mas nem só de estrelas e galáxias é feito o universo. Descobertas recentes chegaram a intrigar os cientistas pra valer: vazios no universo. O vazio de Boötes nada mais é do que uma grande região do espaço em que não há mais do que 60 galáxias, um número tão baixo que se estivéssemos vivendo em uma dessas galáxias e olhássemos com nossos telescópios de chão, acharíamos que estávamos sozinhos no universo e somente com satélites e sondas entenderíamos que havia mais galáxias pelo universo. Outro espaço vazio intrigante é o encontrado na constelação de Eridanos. Neste não há uma constelação sequer, tampouco matéria escura. É apenas um espaço vazio, sem nada, nem um buraquinho negro pra contar a história, nada, nadica de nada! Apenas muito vazio e uma baixíssima temperatura, talvez a mais baixa já registrada. Um terceiro vazio foi encontrado na direção do céu austral (céu do hemisfério sul do planeta Terra, pra quem não sabe). Com 3,5 bilhões de anos-luz de comprimento, esse vazio desafia a própria física e também não contém nada dentro dele. E por fim, o mestre de todos: também conhecido como "Giant Void" ou "espaço gigante", fica localizado na constelação de Canes Venatici. É simplesmente o maior espaço vazio já detectado no universo e fica no céu boreal (no hemisfério norte do planeta). O vazio de Eridanos comparado com o esse é apenas um buraquinho. Medindo astronômicos 1,5 bilhões de anos-luz e descoberto em 1988, esse espaço frio tem simplesmente NADA. Fica próximo do vazio de Boötes que tem 1/4 do tamanho do grandalhão vazio. Se enviarmos radiofrequências ou infravermelho pra esses vazios, ou eles não refletem nada ou refletem tão pouco que nem chega a ser significativo, ou seja, não há nada neles, nem matéria escura. Se tornaram espaços impossíveis porque a teoria do Big Bang é simplesmente estraçalhada com a existência desses espaços já que, segundo ela, espaços tão gigantescos não seriam possíveis uma vez que a massiva explosão que criou tudo não permitiria apenas pequenos vazios por ali, pois espalharia a matéria pra todos os cantos do universo. Bem, parece que os criacionistas ganharam um ponto desta vez! E só pra fins de curiosidade: alguns equipamentos e satélites de telecomunicações são calibrados com esses espaços vazios. Não tendo frequência ali, eles podem determinar a frequência zero e a partir dali começar a medir frequências ao redor que aumentam gradativamente.

Deep Field Space - observe as galáxias e estrelas ao redor. Quantas você consegue achar?
Imagem meramente ilustrativa, é claro. Mas este seria o super ou giant void.
A cor do universo – você olha pro céu noturno e vê um tom bem escuro, às vezes azul e às vezes preto. A verdade é que a nossa atmosfera, aliada à luz das estrelas, distorce um pouco as cores. Sem contar que antes o universo tinha mais estrelas azuis e agora tem mais estrelas vermelhas, o que muda drasticamente a cor de tudo e também afeta a visão dos satélites que estão lá fora. Analisando uma imagem do Hubble, cientistas chegaram à conclusão de que o universo tem uma cor marrom mais clara, quase um café-com-leite e não azul ou preta. Surpreso (a)? Eu não estou inventando! Deixarei links dos estudos no final da postagem.


A lua dos magnatas - Titã é uma das luas de Saturno e também era um grande mistério até pouco tempo atrás. Com uma atmosfera super densa, o que torna os dias e as noites em eternamente nublados, os cientistas tiveram um trabalhão para finalmente desvendar seus mistérios e eles são incríveis: já imaginou voar? Em Titã isso será possível e sem precisar de aviões, planadores ou qualquer outra quinquilharia pesada. Basta apenas um par de asas, uma roupa protetora e voilá! A baixa gravidade possibilitaria voar com apenas um salto. Porém nem tudo são rosas, pois a lua tem uma atmosfera rica em metano líquido e alguns criovulcões (vulcões que não expelem lava, mas sim substâncias voláteis) que expelem constantemente água e amônia, materiais tóxicos para nós. A boa notícia é que toda essa química do mal nos pode ser útil, já que acredita-se que os lagos polares possam ter tanto petróleo quanto a Terra jamais teve e também muito, mas muito gás natural.


 A segunda Lua - por vezes um asteroide de 5km de diâmetro chamado "Cruithne" é confundido como uma segunda lua da Terra. A verdade é que ele orbita o Sol, mas acaba encontrando o nosso planeta às vezes e isso não o torna nossa segunda lua. Confira a trajetória de sua órbita aqui. Os astrônomos afirmam que ele não tem chances de colidir com a Terra, mas revelam que em 5mil anos o Cruithne poderá se tornar uma segunda lua para o nosso planeta. A órbita mudará e ele virá para mais perto daqui. Entretanto nós só teremos essa segunda lua por 3mil anos, já que depois disso ele corrigirá sua rota novamente e voltará para o seu velho amigo sol. Provavelmente ele não iria alterar as nossas marés, já que seria muito pequeno. Ainda sim uma noite com 2 luas seria bem interessante de se ver. Que inveja dos nossos descendentes! (se é que a humanidade sobreviverá até lá...)


A nossa velha conhecida – moramos na Via Láctea, uma simpática galáxia de forma espiralada que está na média de tamanho, ou seja, não é grande demais, nem pequena demais, apenas do mesmo tamanho que a maioria das outras galáxias ao nosso redor. Também é bastante saudável e relativamente jovem. Ao que tudo indica, há também duas galáxias pequenas praticamente anexadas à nossa. Elas fazem parte das “Nuvens de Magalhães”. Este sim é um fenômeno raro. Tais galáxias satélites tem curta vida, então provavelmente perderemos as nossas em alguns poucos milhões de anos. Achou interessante? Pois saiba que NGC 1073 é o nome dado a uma galáxia vizinha e ridiculamente semelhante à Via Láctea. Ela é tão parecida que tem não só quase o mesmo tamanho, mas tem até 2 galáxias satélites ao seu redor. (invejosa!) Os cientistas estão aproveitando a descoberta para observá-la e tentar entender como a nossa própria galáxia pode funcionar.

Brilha, brilha estrelinha – tem gente que ainda não se tocou de que o Sol é na verdade uma estrela. Sim, o nosso sol é uma das menores estrelas do universo, mas representa 99% da massa do nosso sistema solar e é uma esfera quase perfeita de puro gás, fusões nucleares e muito calor. O polo sul dele é mais frio do que o polo norte sabe-se lá Deus por que. Ele também é uma das estrelas mais brilhantes do universo e a única coisa que brilha mais do que ele aqui na Terra é o holofote do Luxor Resort and Casino em Las Vegas, Estados Unidos. Mas você saberia dizer qual é a cor da nossa estrelinha adorada? Amarela? Laranja? É na verdade branca! A nossa atmosfera distorce a cor e parece que é amarela, mas não é. Os astrônomos também utilizam filtros para poder atenuar o brilho e tentar enxergar a superfície, então ele fica numa cor alaranjada quando aparece numa fotografia ou vídeo espacial, mas ainda é uma estrela branca. O sol pode ter alguns bilhões de anos terrestres, mas e anos galácticos? Algumas teorias sugerem que possa demorar de 225 a 250 milhões de anos terrestres para o sol dar uma volta completa ao redor do centro da Via Láctea, ou seja, 250 milhões de anos terrestres = 1 ano galáctico. Acredita-se que isso já tenha sido realizado 18 vezes, o que significa que o sol tem 18 anos galácticos. Já pode ser preso, hein! Ao que tudo indica, há grandes chances de que o fim do sol seja bem menos dramático do que das estrelas maiores, já que ele aparenta estar perdendo sua força gradativamente. Parece que não teremos um espetáculo de super nova por aqui tão cedo, mas não significa que a Terra esteja à salvo. Ela ainda pode ser brutalmente sugada ou chamuscada pelo Sol de repente.

Os amigos de Plutão - foi um choque para todos nós, nascidos antes dos anos 2000, saber que Plutão não era mais um planeta. Nem mesmo a sonda New Horizons que passou por ele e nos enviou a imagem mais fofa do universo, revelando que Plutão é uma amigável bolinha com um coraçãozinho no fim do sistema solar, salvou-o do rebaixamento para "planeta-anão". Esse tipo de planeta é pequeno demais para ser considerado um planeta como os outros (a Terra equivale a 170 Plutões), mas como não orbita nenhum planeta maior, então também não é uma espécie de lua. Há, entretanto, 5 planetas-anões no nosso sistema solar: Ceres, Eris, Haumea, Makemake e Plutão. Pelo menos ele não está sozinho.

Foto tirada pela sonda New Horizons em 2015 de Plutão.
Da esquerda pra direita: Ceres, Eris, Makemake e Haumea (que mais parece um ovo).
Anéis pra que te quero - Saturno não é o único que tem anéis no nosso sistema solar. Praticamente todos os planetas grandalhões tem anéis como Netuno, Urano e até mesmo Júpiter. Como estamos muito distante deles, não podemos ver esses anéis que estão em menor quantidade do que os de Saturno. Mas que eles tem, tem! Supõe-se até que a Terra tenha tido anéis um dia, mas provavelmente eles viraram a Lua. Isso é só uma teoria de como a Lua se formou, é claro.

Da esquerda pra direita: Netuno, Urano, Júpiter e, claro, Saturno.
Asteroides vão te surpreender - apenas planetas tem luas, certo? Não é bem assim. Astrônomos descobriram que há uma série de asteroides que tem luas orbitando ao seu redor. Um deles é o 243 Ida que mede 30km de diâmetro e possui uma lua de 1,6km em sua órbita chamada Dactyl. Outra descoberta fascinante é que não apenas podem ter luas, mas também anéis! O asteroide Chariklo, localizado orbitando entre Saturno e Urano, possui pequenos anéis de gelo densos o suficiente para serem detectados. O asteroide mede apenas 247km e põe em cheque a teoria de que é necessária uma grande força gravitacional para se ter anéis.

243 Ida e sua adorável lua Dactyl ao fundo.
Chariklo e seus vistosos anéis.
A vida imita a arte - A Estrela da Morte era uma estação espacial capaz de manter um enorme exército e seus comandantes, como o Darth Vader e sua trupe de stormtroopers. Isso, claro, no filme Star Wars. A forma lendária dessa estação é uma esfera com um espécie de vale circular na parte superior. Na vida real não temos a Estrela da Morte, mas temos Mimas, uma lua de Saturno que foi brutalmente atingida por um asteroide e ganhou uma cratera circular grande o suficiente para ser confundida com a estação espacial do filme. A descoberta dessa lua só ocorreu 3 anos depois do lançamento do filme, então George Lucas não podia ter se inspirado nela.

A grande lua - Ganimedes é uma das luas de Júpiter. Ela chega a ser muito maior do que o planeta Mercúrio, mas como não orbita o sol e sim um outro planeta, então é classificada como uma lua. Essa gigante tem seu próprio campo magnético, coisa que nenhuma outra lua tem, e até uma fina camada de oxigênio. Cientistas também acreditam que há atividade geológica abaixo de sua superfície. Algumas teorias sugerem que ela era um planeta, mas acabou sendo atraída pela força gravitacional do gigante Júpiter e virou sua lua.
  

Sabe de mais alguma curiosidade que não colocamos na lista? Conta pra gente nos comentários!

SAIBA MAIS:
Parte 2
The universe used to be more blue (O universo costumava ser mais azul) - excelente artigo explicando como teoricamente o universo está mudando de cor. (em inglês)
Artigo científico sobre a descoberta da provável cor do universo ser café-com-leite (em inglês)
Monitoramento solar SOHO - quer ver o sol sem queimar os olhos? Aqui é possível com imagens atualizadas de hora em hora do observatório SOHO.
Monitoramento do planeta Terra - pra saber as temperaturas dos oceanos, como anda a camada de ozônio, o índice de UV (ultravioleta), os terremotos que estão acontecendo e sua magnitude, etc.
Monitoramento do Brasil - para saber as temperaturas pelo país, a velocidade dos ventos, a umidade relativa, as chuvas, a temperatura dos mares, etc.
Circulação dos ventos no planeta Terra - para ver como os ventos estão se comportando pelo planeta e as correntes de ar mais famosas podem aparecer ali também, tudo em tempo real!
Temperatura pelo planeta - em tempo real você pode ver como anda a temperatura do nosso planeta.
Chuvas e precipitações - aqui você pode acompanhar as chuvas e as nuvens em tempo real por todo o planeta.
Visão do planeta Terra do espaço - acompanhe a viagem diária de um satélite de monitoramento do planeta e sua trajetória, tudo em tempo real e com imagens do espaço!


Ficou ainda mais curioso? Então veja o que já publicamos de curioso aqui!
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...