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Defenders - Netflix


Defensores tem uma dura pretensão de unir pontas soltas de cinco temporadas que a antecedem, garantir a união e funcionamento de quatro universos “diferentes”, e por cima ditar novos rumos para esses. Parece muita coisa para 08 episódios, mas não é, isso é cumprido, a falha maior da série não será essa. Com a ação bem dividida, falta de protagonismo do Demolidor para melhor espaço a outras três perspectivas, em especial a do Punho de Ferro, o roteiro tenta dar uma costura de forma que “todos interajam”, fazendo certo peso em momentos que a narrativa precisava desenrolar de vez; A falta de ação nos primeiros episódios não chega a soar incômoda, justamente por desenvolver uma motivação que levará cada antiherói a “trabalhar em equipe” (menos aqueles apaixonados irracionalmente), ELA SE TORNARÁ incômoda mesmo depois que a turma for estabelecida, e o telespectador se der conta de que não há o antagonismo tão necessário para sustentar a briga. “Defensores” não define sua curta meta: Uma hora quer soar como um trabalho fora da caixa, urbano e alheio aos trajes e universo superheroístico (essa palavra existe?!), enquanto outra segue os clichês de velhos gibis com aliança de vilões e coadjuvantes, ambos com planos unidimensionais. É tanto uma montanha de emoções e pequenos contos mal resolvidos, que chega a ser difícil se processar e colocar em palavras o que foi visto, mas vou tentar.

Cage: Já tracei a detetive, a enfermeira, e a outra detetive. E vocês?

Na trama, um abalado Punho de Ferro sente-se próximo de realizar “seu destino” dando fim à organização milenar Tentáculo, embora lhe seja cada vez mais perceptível que a ingrata tarefa não será concluída apenas por ele e sua habilidade com os punhos. Matt Murdock lida com certa exclusão de seus amigos mais próximos advindo da dura descoberta do que “apronta pelas noites”, e semelhante a um dependente químico, luta contra qualquer recaída ao vigilantismo, tentando se convencer de que pode mudar o mundo apenas dentro do tribunal. A cena em que Matt explica a um rapaz cadeirante a dureza de sua nova condição é de uma sensibilidade muito bem sacada do personagem. Luke Cage sai da cadeia como se nada tivesse acontecido, enquanto Jessica Jones continua sem rumo, e negando um pedido de investigação de uma mãe com uma filha, a maneira como a investigara vai entrar na trama pode soar como a mais forçada, graças ao telefonema suspeito. Cada um dos quatro, tem a obvia iluminação dos cenários com sua “cor tema”, o que se pode fazer pesar mesmo é a transição de foco nada sutil de um para o outro.

Cadê o exército do Stick? Bem, o orçamento não deu...


Pausa pro café.
Feitas as apresentações, a que mais vale destaque é entre Danny Rand e Luke Cage. Passada a ótima e obrigatória luta de desentendimento, o diálogo de prejulgamentos de um contra o outro é mais violento que as porradas que trocam (epa). Ao tempo que Murdock tenta colar na Jones, mas sem o mesmo brilho da dupla anterior, conduzindo ao famoso quebra pau do trailer, e todas as piadinhas possíveis –e justificáveis- sobre um cachecol.

A vilã Alexandra – A Grande (Sigourney Weaver) não é feita com desinteresse como eu havia visto em alguns comentários, pelo contrário, ela é um dos poucos aspectos mais objetivos do show: uma secular conquistadora amarga querendo viver mais e continuar liderando tudo, com todos os servindo. Sua dominação do mundo é mais sistemática que a maioria dos vilões, tanto que na lógica dela, um grupo fantasiado é só “poeira e pó” que pode ser derrubado de um dia pro outro, tal qual alguma cidade no caminho dos planos, assim como convence até certo ponto a “filha” que ela vê na ninja assassina Elektra. O empecilho aqui com alguns dos “super-vilões” são eles serem fodonizados previamente, e na hora do “vamo ver” não convencerem. Como exemplo do japa “desovador de urso” e “dono da coleira do Nobu”... Isso enquanto Elecktra se mostra mais eficiente sozinha que todo o exército que a acompanha, ao ponto de dar uma lição na equipe várias vezes, parecendo algumas vezes o “Nêmesis” do game Resident 3 dada a “imortalidade” e “insistência” na caça. cenas de invasão de vários capangas também lembram o jogo...)

Estamos cercados e pondo inocentes em risco, mas dane-se, vamos fazer um sorrizinho e uma pose cool.


Defensores falha ao tentar enganar como série urbana, quando seu núcleo maior é no misticismo. Portanto não abraça de vez o conceito do Tentáculo com ninjas que se dissolvem, e coloca seus protagonistas em constante descrença com todo lado “fantasioso” da proposta. Tenta abraçar um realismo que tropeça no caricato fato dos antagonistas terem chance de assassiná-los várias vezes e o deixar passar pela conveniência. O ritmo não pesa tanto quanto “Jessica Jones”, a ação é interessante, embora no final, se recapitulado com calma tudo o que foi visto, vai ficar o gosto amargo de uma esperança em longo prazo não compensada.


Nota: 6.6

Tia May...


Após algumas semanas de batalhas contra editores de imagens, foda-se o Photoshop eis que estou quase na metade da tradução / diagramação do meu primeiro scans. Após tantos anos me beneficiando desses nobres heróis que há anos trabalham para nos trazer cultura em formato digital (muita coisa a qual que nem chega no Brasil, a exemplo desse material que peguei para fazer), resolvi contribuir com os meus "2 centavos". Consegue adivinhar que título é esse? Uma dica: Foi cancelado pela Panini após 12 míseros números, em um das mais covardes e mal planejadas "manobras editoriais" de todos os tempos -- para mim, é claro. --  A seguir algumas páginas de preview.







DS



“... Fala Sócrates, e Sócrates vai definir o amor em “O Banquete”, através dos séculos. Claro que Platão jamais usou a palavra “amor”, não falava português, aliás, o português nem existia, Platão falava grego, e em grego, o seu amor é “Eros”, “Eros” que você conhece, porque é a raiz de muitas palavras do nosso idioma, como “erotismo”, “erotização”, “erótico”, “Eros motel”, “Eros Drive-in”, “Eros Night Club”... “Eros” faz parte da tua vida”, então “Eros” o que é? A definição é simples: amar é desejar. Ponto. Viu? Nada de dramático, amor e desejo são a mesma coisa, você ama aquilo que deseja, você ama, aquele que deseja, você ama na intensidade que deseja, e você ama, enquanto deseja, a má notícia, claro, é que se o desejo acabou, é porque o amor acabou também. Amor e desejo são a mesma coisa, ora, nesse momento, a pergunta obvia: “Se amor é desejo, desejo é o que então?”, pois “desejo é a falta” (diz Platão). “Desejo é a busca daquilo que faz falta, desejo é pelo que não temos e queremos ter, desejo é pelo que não somos e queremos ser, pelo que não fazemos e gostaríamos de conseguir fazer, e agora você tem a equação completa, você ama o que deseja, e deseja o que não tem! E quando tem, não deseja mais, e como o amor é desejo, não ama mais. Funciona assim, simples e rápido! Amor pela cunhada...



...


E é claro que dentro deste olhar platônico, o único homem no Brasil a não amar Juliana Paes é seu marido. Exemplos vão ao infinito. Minha filha mais nova se chama Natália, tem 11 anos, quando tinha 7 anos, queria porque queria um brinquedinho eletrônico chamado “DS”, queria porque queria, deseja, e como desejo é amor, amava o DS, o DS na loja, ela na vitrine, e assim uma relação de amor de estendeu até o Natal, quando Natália, de tanto merecer, ganhou o DS, nesse momento, desaparece a falta, desaparecendo a falta, desaparece o desejo, e como o amor é desejo, acaba ali, naquele instante, o amor de Natália pelo DS, hoje o DS jaz num baú, num baú de desejos assassinados pela presença, num baú de desejos mortos pelo consumo. Hoje Natália ama o “DS Wii”, o “Wii” ela não tem, e a julgar pelo salário de professor da USP, o amor de Natália pelo DS permanecerá vivo! Erótico! Vibrante! Cada um de um lado do vidro da vitrine...”


LEIA PLANETARY, APENAS... LEIA.


“Olá. Meu nome é Warren Ellis, eu gostaria de fazer uma gangbang no seu cérebro. Se prepare, pois vou colocar nela um pouco de tudo. Mitologia grega, nórdica, Marvel, DC, teoria das cordas, kaijus, cinema antigo, HQs Pulps que talvez você não tenha ouvido falar, História geral do século passado, Teorias de Conspiração e por fim uma peça de quebra-cabeça em cada capítulo dos 26 que vão compor esse estupro memorial e referencial. Meu parceiro nisso tudo vai ser o excelente ilustrador John Cassaday, seu desenhos conseguem ser detalhados, realistas e possuir um dinamismo cinematográfico sem usar uma única onomatopeia! Você está pronto, gracinha?”




É sério. Era isso que deveria ter de introdução no primeiro número, juro. Conheça um mundo que parece ser o nosso, mas não é o nosso, onde a sensação de déjà vu é extremamente proposital, visto que um dos objetivos da série é fazer provocações e referências a respeito de vários arquétipos, ao tempo em que promove um enredo onde “o que aconteceria se...?” É a realidade principal, só não se apegue muito a solidez dessa mesma realidade, visto que o enredo mostra que na metade do século passado já havia um mapa dimensional mapeando 196.833 dimensões. Mandando spoilers, alguns exercícios criativos praticados na série:

·         O que aconteceria se... A trindade alternativa da DC fosse assassinada antes de se encontrarem?

·         Tarzan morasse em Wakanda?

·         Os Iluminattis daquele mundo fosse uma assembleia de heróis “pulps” dos anos 30?
·         O mundo ser uma marionete de uma versão maligna do Quarteto Fantástico que rouba as principais tecnologias do mundo para sí?

·         John Constantine e Spider Jerusalém fossem a mesma pessoa?

·         Não exista céu, apenas um hardware gigante armazenados de ectoplasma?

Imaginou? Interessante? Excêntrico? Curioso? Descartável?

Junte ao fato de termos um enredo desconexo. Isso mesmo, onde aparentemente podemos acompanhar de qualquer número, já que em sua maioria são histórias fechadas, cada qual com uma personalidade própria, tanto que até o logo “Planetary” é algo que nunca se repete de uma edição a outra. 

Daí você começa a ler e acompanhar que uma srta. Jakita Wagner (resistência, super-velocidade e força sobre-humana) e um rapaz chamado Baterista (poder de se comunicar e controlar qualquer matéria informacional e eletrônica) vão recrutar um velho morimbudo que sempre está vestido de branco, cujo nome é Sr. Snown (habilidade de congelar virtualmente qualquer coisa a seu alcance). Lendo descompromissada mente, você vai vendo que Snown tem modestos cem anos de idade, é teoricamente imortal e possuí a maioria dos segredos do século XX na sua cabeça. Logo perceba que não existe nenhuma aleatoriedade presente na obra inteira, e que tem em mãos (ou na tela do PC) um quase impecável quebra-cabeças... Particularmente, só metade da edição 26# me desagradou, eu esperava mais do final, mas asseguro que as 25 edições anteriores são muito boas. Se ainda não leu, corrija esse erro como eu corrigi, e como Alan Moore aconselhou no prefácio dele (Planetary vol. 1, Panini Comics):

“De agora em diante, tente pensar como um Planetário.”

Eu estou.


E você?


CINCO TÍTULOS QUE FARIAM DIFERENÇA NAS HQS



“Hoje em dia eu não compro mais nada atual, só mesmo encadernados de materiais antigos”, vai, não vai, essa frase é dita em alguma discussão sobre quadrinhos. É nítido o descontentamento de boa parte dos fãs veteranos, seja por não ter dado mais chance para personagens que cresceu lendo, ou mesmo por tentado e se decepcionado com essa chance que deu. Quadrinhos como qualquer outra coisa, são um negócio, um comercio, e por mais que me doa admitir isso, é economicamente (leia-se multiplicação de lucros) viável que os quadrinhos sejam nada mais que uma ferramenta para se obter mais dinheiro, logo isso se traduz em aquele editor de décadas passadas que trabalhava por dinheiro e prazer no que fazia, deu local ao editor que não se importa mais com os personagens, que se faça o que quiser com eles, contanto que venda. Tudo vai ficando mais frio e automático, até mesmo a sessão de cartas que era a alegria dos leitores deu lugar a discussões acaloradas na internet, que só gera mais marketing. É o famoso “fale mal de mim, mas fale de mim”. Hoje mesmo eu estava agora pouco lendo umas quinze pessoas discutindo entre si sobre o novo uniforme da Mulher-Maravilha, ou seja, o quadrinho mal estreou, uma porrada de gente xinga a escolha, mas o material vai vender ainda mais, já que muita gente curiosa vai querer conferir, se brincar, até eu. Eu nem sou tão velho e já reconheço que a magia se pegar uma extinta Wizard na banca para ver algumas dicas e entrevistas sobre o que poderíamos esperar nas histórias... Se foi. 
Apesar do público em sua maior força intelectual que acompanha quadrinhos ter se diluído bastante nos últimos dez anos, e não serem necessariamente o alvo das editoras, ainda existem aquelas jogadas que nos vibramos quando determinada equipe criativa se junta, saímos da “mesmice” e procuramos ler aquilo. Afinal é questão de referencial, se você lê trabalhos simetricamente sintonizados como Watchmen do Moore e Gibson ou Hellblazer do Ennis / Dillon, logo você vai se referenciar naquilo e pegar aquele material. Eu fiz uma lista com alguns dos melhores profissionais (para mim) dos últimos anos, tanto em roteiro, quanto em arte, que eu não piscaria em colecionar esses imaginados materiais. Alguns da lista já trabalharam juntos e outros poderiam ser ótimas combinações.


1.  Wolverine – Jason Aaron e Steven McNiven


Essa foi a mais fácil de escolher, e realmente eu não entendo o quanto não pode ser lógico para a Marvel colocar esses dois juntos. Não li toda a fase do Wolverine que Aaron fez, mas é fato que ele é um dos melhores escritores que já trabalhou com o Wolverine. Ele simplesmente tira Logan de todas as histórias açucaradas que ele estava tendo e faz o personagem voltar à essência de guerreiro solitário e indomável. Enquanto McNiven, é sem dúvida, o melhor ilustrador do Wolverine para mim, sua arte em Velho Logan é sem dúvida o ponto mais alto em toda a revista. Como eu já disse anteriormente, deviam ter dado um trabalho digno a ele ao invés de desperdiçá-lo na Morte do Wolverine.

2.  Capitão-América – Mark Millar e Bryan Hitch


Supremos I, II e Quarteto Fantástico (embora esse não tenha sido todo desenhado pelo Hitch). Supremos sem dúvida é considerado o ápice criativo de ambos, mas se teve algo que eu notei neles foi a capacidade que tiveram em tornar o Capitão-América um dos melhores personagens do século XXI. E Hitch nasceu para desenhar o Capitão, tal qual McNiven para Wolverine, é aquele tipo de fenômeno que o desenhista consegue ter um empenho ainda maior quando trabalha com tal personagem. Esse sonho dos dois juntos aqui é um dos mais difíceis, visto que Mark Millar não leva mais nada a sério nos roteiros, e Hitch está na DC lançando uma Ligaque ele escreve e desenha.

3.  Super-Homem – Mark Waid e Frank Quitely

 

Pelo que meu ex-parceiro disse nesse post, aparentemente Waid teve bastante frustração com a DC, de fato eu só vi matérias dele sendo lançado pela Marvel ou Image, enquanto Frank Quitely dá (opa) ultima vez que eu tive notícia, estava fazendo uma versão de Watchmen com Grant Morrison, só que dessa vez com os personagens da extinta Charlton Comics. Mas é outra associação bastante lógica, junte o cara que escreveu Reino doAmanhã com o brilhante cara que desenhou Super-Homem Grandes Astros em uma mensal. Todos os coroas magoados com a DC fariam as pazes com ela e voltariam a colecionar as atuais.

4.  Hulk – Brian Azzarello e Mike Deodato Jr


O único trabalho do Brian com o Hulk foi “Banner”, e não foi apenas mais um trabalho, foi “o trabalho”, em cem páginas nós somos envolvidos em um conto sobre luta interna que afeta todo o mundo. E Brian não é do tipo que só sabe escrever bem em algo fechado, ele é um raro escritor que consegue escrever mensais com padrão de Grafic Novels. Agora junte ele com o nosso BR Mike Deodato Jr, reconhecidamente um dos melhores ilustradores do Hulk. Seria estabelecido um padrão de qualidade que meteria muito medo em quem continuasse o título depois deles.

5.  Liga da Justiça – Brian M. Bendis e Stuart Immonen



Brian M. Bendis deve dormir com uma camisa da Marvel, porque de fato ele é um tipo de profissional que eu no lugar da Marvel o manteria sempre. Sua “fidelidade partidária” fez com que ele fizesse de tudo um pouco com o universo, desde moldar o universo Ultimate, trazer o Vingadores de volta para a linha de frente, aumentar a qualidade do Demolidor e por ai vai. Marvel não seria isso tudo sem o Bendis, dizem que o equivalente dele na DC é o Geoff Johns, sendo assim, nessa infelizmente a DC perde ao meu ver. Já Immonen é um artista ágil e competente, já trabalhou com Bendis em várias vezes, em especial New Avengers. A DC contratando esses dois caras e colocando no título da Liga seria a virada de mesa. Uma manobra dessa iria tirar mais tudo das costas do Batman que tem excesso de títulos nas bancas e pluralizaria a preferência dos leitores. Por que? Bendis fez exatamente isso na Marvel, de todas as jogadas, essa seria a que de fato colocaria a DC como número 1.

E vocês? Quais equipes escalariam? Gostaria de abrir aqui a possibilidade de quem se interessar fazer uma parte 2, 3 e quantas quiserem desse post, ou de qualquer outro que tenha aqui com lista no blog.


Força e honra. 

10.5 MOTIVOS PARA GOSTAR DO SEU EMPREGO!




Trabalhar é a soma de empenho e oportunidade. Dado os últimos tempos (anos, e não meses), cada vez é mais difícil conseguir somar esses dos produtos para conseguir essa resultante. Mas quando conquistado, não é nenhum mar de rosas, você vai ser constantemente contrariado se quiser dar o seu melhor pelos mais antigos, que por sua vez, não querem fazer algo relevante, e se sentem encolhidos se alguém o fizer. Vão surgir os obstáculos, o dinheiro talvez não seja satisfatório, os aborrecimentos vão surgir, sejam os funcionários que vão se aproveitar de você ser novato, ou mesmo algum chefe com necessidade de afirmação que queira te pressionar mais que o normal, ou talvez ele faça isso para o bem de ambos, para ver se sua força de vontade é algo digno de respeito e admiração dele, para que ele te possa dar melhores oportunidades.
Vão chegar àqueles dias em que você vai pensar em desistir, não querer nem levantar da cama, no Domingo já se aborrecer por lembrar que vai ter que estar cedo lá no outro dia, isso se não tiver que trabalhar no Domingo e nos feriados. Não é fácil, não vim aqui para dizer palavras bonitas, vim escrever o que eu vejo, e acrescentar que tudo isso que eu escrevi é algo totalmente usual para o seu crescimento moral (ou imoral, vai depender da sua força e instinto). Separei dez motivos para você, independente da sua profissão ou quanto tempo está nela, ou mesmo se a possui. Tudo isso só veio de meus poucos oito anos metendo a cara por ai, se te servir em algo, ótimo.

10. “É um trabalho, não totalmente quem eu sou”


Nem todo mundo tem amparo total da família para estudar o quanto precise para já começar em um bom emprego e remuneração idem. É um fato, e como diz a máxima “cresça sabendo que o mundo não lhe deve nada”, ou seja: se esforce e não peça que as coisas fiquem mais fáceis. Já dizia o famoso Ex-Presidente americano John F. Kennedy: “Não reze por fardos mais leves, reze por ombros mais fortes.” O primeiro trabalho que eu tive de carteira assinada foi aos 18 para ser um “faz-tudo” numa faculdade particular trabalhando 6 horas por noite e ganhando 340 reais, o trabalho era de serviços gerais, e bote gerais nisso, antes disso eu tinha tido vários empregos sem carteira assinada desde  13, e ainda ganhando menos. “Ah, você foi explorado”, sim, só que, no entanto o ensinamento que fui aprendendo na prática com eles, bem como saber valorizar cada pequena conquista é o tipo de coisa que nenhuma palestra ou livro de autoajuda faria por mim. E era um trabalho, um passo para uma escalada maior, não totalmente quem eu era.

09. Diminui sua dependência

 

“Eu não fui a determinado local porque meus amigos não foram comigo”, “Eu não comprei aquilo que era meu sonho porque meus pais não me deram grana”, “Não tive determinado objeto necessário porque na hora que eu precisei, meu grande amigo não me emprestou”. Não estou dizendo que as pessoas devem ser ilhas, e não contar com ninguém, estou dizendo que, se alguém hoje te ajuda, ótimo, mas antes de pedir algo a mais a ela, veja do que ela precisa para retribuir o que foi feito, além é claro, de pensar duas vezes em incomodar novamente. Ter amizades, família, relacionamentos amorosos e profissionais é essencial, porém ter uma dependência recorrente nas pessoas só vai aborrecê-las, diminuir o seu ímpeto de caçar o que deseja, ou mesmo se frustrar mais ainda quando na sua visão determinada pessoa “te der as costas.” E se tem uma coisa que responsabilidade no trabalho trás para sua vida é começar a realmente responder e aguentar as consequências dos seus atos (ou ser um Lokizinho safado colocando para quem ta do lado receber).

08. Menos Inércia na sua vida

 

Por mais que eu e você já tenhamos nos feito de coitadinhos e achado que somos os únicos que não tem disciplina para se manter no que começa, isso não é um mal exclusivo ou muito menos raro, pelo contrário, é algo que sempre atacou a todos da humanidade desde início dos tempos, em diferentes níveis dependendo do sujeito. O que ocorre é que quanto mais a vida fica “moderna”, mais ela vai ficando confortável, o que gera conformismo se traduzindo em inércia. Como diz um ditado popular “cabeça vazia é uma oficina para o Diabo”.

07. Melhora suas respostas emocionais
 

Como diz uma frase, não me lembro de quem era, acho que do Bill Gates: “Você acha seus pais cruéis, espere até ter um chefe”. O trabalho, mesmo quando leve, te faz ter uma atitude racional (ou não) sobre pressão, o que para a vida é extremamente importante, há não ser que você prefira se encaixar no arquétipo de fragilidade emocional moderna que o Coringa aposta “Um dia ruim e mais são dos homens se torna um lunático”.

06. Te faz correr em busca de aprimoramento

 

Porque é competição. Como já falei em outro post, a competição é um processo humano natural. Como diz Gary Kasparov: “Os seres humanos são maravilhosamente criativos para encontrar meios de passar o tempo de maneira inútil. É nessas ocasiões que um verdadeiro estrategista se destaca, encontrando meios de progredir, reforçar sua posição e se preparar para o conflito inevitável. E o conflito – não podemos esquecer – é inevitável.” Viver com medo de conflitar e competir é viver com medo de própria sombra. E se no trabalho, você não busca ser melhor do que é, logo alguém vai chegar e o fazer por fazer, obviamente atravessando sua posição.

05. Faz entender uma parte do que seus pais sofreram para te criar

Na infância, boa parte de nós chega até a ter raiva dos pais por eles não terem dado os brinquedos que quis, algo que eles fizeram por ter sido necessário, já que já estava investindo no filho em educação, saúde, lazer, moradia e outros. Salário mínimo no Brasil nunca foi referência mundial, o trabalhador brasileiro é um verdadeiro malabarista para conseguir dividir o pouco que ganha pelo muito que faz, quando você arranja um emprego, passa a entender uma pequena parte do que eles sofreram pra te criar. Você pode pensar nisso, ou continuar com a atitude de criança e achar que teus pais te devem dar uma casa, um carro, um bom emprego, bastante e até um par.



04. Te deixa mais CONSCIENTE

 

O que complementa o quesito anterior. Se eu te entregar gratuitamente 50 reais, provavelmente você pode gastar com qualquer besteira, mas se você trabalhou, calculou quanto você ganha por hora no trabalho e chegou a uma conclusão de quantas horas da sua vida foram gastas para conseguir esse valor... A coisa muda de figura.

03. Desperta o orgulho

 

O que é o orgulho? É algo tão ruim quanto dizem? Eu não enxergo assim, apesar de sempre dizerem “orgulho leva para o inferno”. Vejo o orgulho como sentimento motivador a tomar decisões e não ficar voltando atrás delas. Algo que te defini e te dá respeito. Veja Muhammad Ali por exemplo, sem entrar no mérito de que ele está certo ou errado, o que ele fez é um ótimo exemplo. Na vida, e principalmente no trabalho, se você for pelo caminho dos honestos (e não pelo dos puxa-sacos), você vai ter situações lhe colocadas com o intuito maior de lhe ferir, vai caber a você ter orgulho para enfrentar e não se deixas vencer, ou ser jogado contra o muro.

02. Proatividade
 

É um elemento que na maioria das vezes nasce conosco, porém pode ser bem desenvolvido no trabalho. É claro que existe hierarquia e valores, mas alguém que chegue e tome atitudes claras sem precisar ficar dando desculpas é o tipo de alguém que faz diferença. É aquela coisa, existem pessoas que vêem alguém executando alguma tarefa, são capazes de sentar ali do lado sem ajudar em 1% e ainda chega a conversar de modo descontraído com quem a executa. Assim como existe o tipo de pessoa criativa que vai chegar para somar. Você ta pintando a sua casa ou a varrendo, e esse individuo chega do lado e sem pedir já vai lhe ajudando. Só vagabundos enxergam o comportamento proativo como “coisa de otário”.

01.    Começar a ter um entendimento melhor do que é a sociedade


Em 2007 eu tinha um chefe, que até hoje é um amigo, ele gostava muito de assistir o BBB, alegando que lá é mostrado o real comportamento das pessoas. Particularmente acho isso uma perda de tempo. Quer ver o real comportamento ruim das pessoas ao tempo que faz algo? Tente resolver coisas na sua empresa, não uma ou duas, comece a simplesmente resolver. Logo você vai ver uma maioria esmagadora da empresa surgindo das sombras:
·                    Os que vão te esfaquear pelas costas, afinal “Aquele que se destaca, leva na cabeça”
·                    Os que vão pegar carona nisso e começar a deixar de trabalhar e te passar o serviço deles.

0.5. Não se acomodar.

Seu emprego sendo bom ou ruim, é sua escolha o tempo que vai passar em cada emprego. Se seu emprego não te promove por mais que se esforce, é hora de buscar outro, afinal, o mundo não nos deve nada, a vida não é como em um filme da Sessão da Tarde onde no final vamos ser reconhecidos pelo que fazemos, ganhar bastante grana e conseguir o cônjuge dos sonhos. A vida é para quem busque progredir é uma sucessão de tentativas, vários fracassos para se conseguir o primeiro acerto, e para quem não tenta, tenderá a ser ainda pior, os restos dos restos... Se houver restos.


Força e honra.

BOBBY FISCHER ADAPTADO EM UM FILME.


Percebi uma ironia agora pouco sobre Bobby Fischer, se fosse possível enquadrá-lo em uma letra e um número, até mesmo um gênio irrefreável como ele, elas seriam: C4. Mais do que simples junções, na química a sigla representa um explosivo altamente poderoso, que foi o que Fischer representou contra os muros intelectuais da União Soviética. Em gírias militares, c4 é a denominação dada aos sujeitos tidos como socialmente loucos, e Fischer também o era. E claro, no xadrez, é o movimento inicial em que o peão que fica a esquerda da Dama avança duas casas, mas do que a ser abertura inglesa, foi o movimento inicial do mais comentado jogo entre Fischer e Spassky, no qual como registrado, após o russo ser derrotado, ele levantou e aplaudiu Bobby Fischer de pé, uma atitude extremamente rara em uma competição, ainda mais entre enxadristas, onde o ego e a autoconfiança são fatores predominantes para se esmagar o adversário no tabuleiro. Exato: esmagar. Dado as forças que se enfrentam, um determinado duelo mental de xadrez tende a ser mais violento que uma ferrenha luta física. Eu mesmo, com minhas simples e tropeçadas jogadas, perdi um jogo ao qual lutei com todas as minhas forças recentemente e perdi, saí mais machucado do que qualquer troca de soco que eu tive na vida. O que se pensar de homens como Spassky e Fischer, que levavam em seus ombros nada menos do que a supremacia de nações?

O trailer mexeu muito comigo, é perceptível o empenho dos realizadores em realmente transcrever momentos históricos, e ter coragem em se desenvolver um ícone (contraditório) da cultura americana como Bobby Fischer, independente de ser enxadrista, um homem que antes de tudo representava o sonho americano, bem como a suposta superioridade intelectual de um povo. Ainda é cedo para julgar, mas acho que posso estar diante de um dos melhores filmes da minha vida. Aguardemos o sonho cada vez mais está próximo.



PAWN SACRIFICE -- QUE FILME É ESSE?


Só existem dois filmes que eu realmente aguardo e tenho altas expectativas, que me fariam parar tudo para vê-los, um é Batman V.S Superman do ironizado, porém extremamente competente Snyder e o outro é Pawn Sacrifice (admita, me ver elogiando o Snyder é algo que talvez te faça parar de ler o texto aqui, afinal fazer piadinhas com o Zack Snyder relacionando as palavras “visionário, elegante e instagram” é parte da rotina da maioria dos comentaristas de posts)...
Mas o que é “Pawn Sacrifice”? Bem, teoricamente seria um ótimo filme sobre o enxadrista BobbyFischer no período em que ele disputou o mundial com Bóris Spassky em 1972, um fato histórico que transcendeu o universo fechado do xadrez. O encarregado do projeto seria David Finch (Clube da Luta, Curioso Caso de Benjamin Button), posteriormente de diretor, teria sido dito que Finch seria só um conselheiro, e por fim, Finch não estava no projeto. Quem assumiu o desafio a seguir foi Edward Zwick (Amor e Outras Drogas, Diamante de Sangue), e o elenco escolhido foi no mínimo interessante, destacando-se Peter Parker Tobey Maguire como Fischer e Dentes de Sabre Liev Schreiber como Spassky. Empolgado, pesquisei mais sobre, vi poucas fotos, poucos comentários sobre o filme ter sido exibido no Festival de Toronto (?), mas algo me chamou ainda mais atenção com o passar de meses e meses, uma dúvida humilde:

CADÊ ESSE FILME?!

E após meses e meses de pesquisa pela internet, tudo o que eu encontro são as mesmas noticiais de muito tempo atrás, nenhuma atualização. Não se sabe se o filme será exibido nos cinemas, não se sabe se será exibido no Brasil, não existe trailer, não existe exibição online, download, nada, no máximo alguém fazendo um post mentindo ter ele para download para ganhar views, é uma daquelas situações engraçadas da vida, onde algo parece tão improvável e desconhecido, que o cara acha ser o único, a saber, sobre aquilo, já que não acha mais ninguém que saiba. Me lembra uma situação engraçada e que soa totalmente mentirosa a qualquer um: Estava eu entre tantas “aventuras” no GTA V online, quando voando em um helicóptero que eu havia roubado de uma base militar eu fui “abduzido” por um Óvni. Não qualquer um, mas daqueles bem clichês com direito a órbita e luzes piscando. Ai me dei conta de que eu não podia controlar o óvni, pressionei triângulo para ver se escapava e ainda estava dentro dele, e lá também tinha outro jogador online, que antes que eu me desse conta, me fuzilou. Quando o meu personagem “renasceu”, ele estava dentro do óvni, só que agora no chão. Não conseguia fazer meu personagem andar, ele só se mexia em círculos, segurei uma granada e cometi suicídio. Quando “renasci”, não havia mais “bug”. Ninguém viu, não estava com câmera na hora e nunca vi ninguém relatando a situação. 6_6


Ai há poucos minutos, quando pesquiso uma ultima vez depois de escrever tudo isso, vejo que estreará em 18 de Setembro de 2015 nos EUA. Tudo bem... Tudo bem...

#02 EDIÇÃO DE INJUSTICE IV



Num sei o que acabei de ler. Sério, eu não sei. Acompanho Injustiça há algumas semanas, mas a velocidade da história é impressionante, li essas 20 e poucas páginas e pela rapidez das coisas, tenho a sensação de ter lido no máximo umas 5. Por mais que muita gente goste disso, ta ficando difícil de acompanhar, os momentos “WTF” tão cada vez mais recorrentes. Nessa história nos temos um desenvolvimento rápido de Montoya (sim, a poliça invocada lésbica que talvez você nem tenha notado que estava na história), acontece que o roteirista Bucellato, com medo ou incapacidade de promover um desenvolvimento maior continuando com o que começou na edição anterior, faz uma rápida motivação dessa personagem para justificar uma luta dela com o Super-Homem, ou seja lá quem venha enfrentar ela, é a forma nada sutil que o roteirista tem de dar uma mola propulsora para um combate de digamos... Cinco edições seguidas como fez em Ano 3? Desconfio que sim. Também é mostrado a Arlequina meio que sem propósito, indo ver o “pequeno Billy”, vulgo Shazam. Será que na mente dela o Billy vai espancar e dominar ela como o Coringa fazia? É complicado. Vamos aguardar o próximo número.



 
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